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É utópico o romantismo na política atual?

19/10/2012 - Por Jornal Semanal
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Denis S. Reinehr *
Lembro-me, com certa nostalgia, de um passado não muito remoto em que a forma de fazer política era uma arte. A conquista do eleitor ocorria, principalmente, através do contato direto do postulante a um determinado cargo eletivo e, no qual, o candidato explanava sobre ideologia partidária, plano de metas, experiência em gestão pública, ética, competência, credibilidade e representatividade de uma determinada classe.
Bons tempos aqueles! 
Hoje em dia, a questão ideológica esta em último plano. Os partidos ditos de esquerda coligam-se com os de direita e vice-versa. É uma verdadeira salada de frutas. E de siglas! Não há mais coerência nenhuma e o pragmatismo impera. O que vale é a vitória! A ética, a competência, a credibilidade e a experiência podem ser substituídos por pequenas benesses como vale-compra, gasolina, tijolos, cimento, cerveja ou mesmo dinheiro vivo. As mentiras, os xingamentos, o linchamento moral é comum no rádio, na televisão e nas comunidades virtuais. Infelizmente, esta é a realidade!
Como regra geral, quem tem mais recursos, tem mais votos.
O corrompido e o corruptor representam a escória da política. Não há mais troca de ideias e sim, de vantagens indevidas. A vulnerabilidade social em que muitas pessoas encontram-se representa o nicho ideal para esta ação ilegal, anti-ética e imoral. A justiça, por sua vez, é incapaz de fiscalizar, em tempo integral, estes atos ilícitos. Desta forma, a promiscuidade política impera.
Felizmente muitos eleitores já possuem uma consciência política sedimentada para a escolha de seus candidatos. Levam em conta as qualidades acima citadas em detrimento do que há de pior na política: a compra do voto! Para estes a escolha leva em conta as mudanças e melhorias realizadas pelo candidato na educação, saúde, saneamento básico, segurança, estradas, desenvolvimento econômico e geração de emprego.
Em relação ao pleito eleitoral de nossa cidade, os dois maiores líderes políticos da atualidade estavam em lados opostos, lutando pela maioria dos votos três-maienses. Um governo desenvolvimentista contra um governo regulador. Ambos os postulantes com qualidades individuais positivas inequívocas, na minha concepção. Tanto um como outro, com certeza, desejando o melhor para a nossa comunidade e  o nosso município, porém, com formas diferentes de governar. Observou-se que metade da sociedade queria mudanças e isto serve de reflexão para o prefeito reeleito, pois as demandas ditas " feijão-com-arroz" também não podem ser esquecidas. Grandes obras são importantes, mas pequenas ações também tem a mesma relevância para muitas pessoas que beneficiam-se das mesmas. As urnas falaram isto!
Depois destas colocações, conclui-se que o grande desafio seria a mescla entre estas duas formas de governar e a união das lideranças do nosso município na busca deste objetivo. Imaginem, pelo menos de forma ilusória, uma coligação entre estas duas lideranças antes citadas. Com certeza, o romantismo na política três-maiense não seria utópico. Basta uma pequena reflexão!
*Médico





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