Sexta-feira, 26 de maio de 2017
Ano XXIX - Edição 1458
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Histórias comoventes da vida real. Superação e muito amor!

12/05/2017 - Por Yara Lampert
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Não tem como negar: o Dia das Mães é muito especial. É um dia cheio de felicitações, emoções e muito amor. 
Neste dia, somos contagiados pela magia e, às vezes, tomados por lembranças que são atenuadas pelo afeto da nossa mãe, seja pela presença física ou espiritual. Nesta edição especial, pelo Dia das Mães, dois relatos comoventes e cheios de amor. As irmãs Katiani e Kelly Pertile contam como foi perder a mãe, na época com 41 anos. Katiani tinha 18 anos e Kelly 21 anos. Dez anos se passaram, e no relato emocionado, muitas saudades e amor. Em outro relato, Angélica Lehnhardt conta como foi perder o marido quando estava grávida de 36 semanas da filha Maria Paula, hoje com um aninho. Ela também é mãe  de João Victor.


"Fomos um casal como outro qualquer. Tivemos momentos ótimos e outros nem tanto, mas fomos muito felizes, isso posso garantir, pois nunca deixamos de dialogar sobre tudo. Foram 20 anos vividos intensamente e os planos eram envelhecer juntos, ver nossos filhos crescerem, se tornarem adultos, de caráter e do bem, mas como só quem sabe do nosso amanhã é Deus, repentinamente tudo mudou.
Estava grávida de 36 semanas da nossa princesa Maria Paula e o nosso querido João Victor com 5 anos e meio, quando meu marido faleceu.  De repente me vi sem chão,  pois é essa a sensação que tive. Tudo havia desmoronado. Nos primeiros dias não conseguia raciocinar direito e apenas uma pergunta ecoava em minha mente. Por que ele? Por que nossos filhos vão ficar sem o pai? Por que uma pessoa tão querida partiu tão cedo? Era uma dor imensa no peito que parecia sufocar. Eu vivia, mas era como se estivesse flutuando, e 19 dias depois nasceu a nossa princesa. Foi uma mistura de sentimentos a felicidade de tê-la em meus braços e a tristeza por ela não ter seu papai ali para pegá-la no colo e sentir o seu amor.
 Os dias foram passando e comecei a ler muito sobre a doutrina espírita e isso foi me dando muita força. Juntamente com orações, fui percebendo que para aquelas perguntas eu não teria resposta, e que se Deus tinha levado o meu marido e pai dos meus filhos, havia me deixado dois filhos lindos e cheios de saúde e energia para alegrar os meus dias e que meus filhos só estariam bem se eu estivesse bem. Também sempre pensei que o Edson era uma pessoa tão alegre em vida e que com certeza não iria querer me ver tão triste. E, assim, fui enfrentando os meus dias e, é claro, que sempre com a ajuda da família e dos amigos.
A saudade é presença constante. Bons momentos vividos e compartilhados, e como é bom ter lembranças. Isso significa que a gente viveu e foi feliz. Em todos os momentos que pude, disse a ele o quanto eu o amava. Acho que entre nós não ficou nada por dizer, e isso me remete muita paz.
Estou tentando levar uma vida normal, trabalho, e os meus filhos são a minha razão de viver.  A correria do dia a dia faz bem, ocupa a mente, nos deixa ativos. Vivo para meus filhos, faço o que posso para vê-los felizes e sempre será assim, mas também não descuido de mim, pois se estou bem, isso refletirá neles."
 Angélica Lehnhardt, mãe de João Victor (5 anos) e Maria Paula (1 aninho).

  

"Dia 14 de maio comemora-se o Dia das Mães. Para nós, será o 10º Dia das Mães sem a presença dela. Ela faleceu em 17 de abril de 2007, em uma terça-feira à noite. 
A morte da nossa mãe implicou em uma profunda mudança em nossas vidas e na forma como iríamos continuar a caminhada.
O Dia das Mães será para todo o sempre diferente depois que perdemos a nossa. Assim como nós, com certeza há milhares de pessoas que celebrarão esta data de uma forma simbólica. 
A falta dela está em coisas simples do dia a dia.
- Sabe quando sua mãe lhe pede para levar um casaco, pois vai esfriar?
- Quando ela não dorme até você chegar em casa?
- Quando ela liga para você simplesmente para saber como você está?
- Quando você está adoecendo e ela sempre tem um chazinho ou um remédio caseiro para lhe curar?
- Quando no meio de noite fria ela vai ver se suas cobertas não caíram?
- Quando ela faz a comida que você mais gosta? Que só sua mãe sabe fazer?
- Quando só ela percebe que você não está bem?
Não ter uma mãe é sentir falta deste cuidado, conforto, carinho que só uma mãe pode nos dar.
Um dia nos damos conta que já não nos lembrávamos mais da voz da nossa mãe. E não há vídeos para que possamos relembrar. Em razão do acidente, temos poucas fotos dela e com ela, pois todas as fotos da família estavam guardadas no quarto dela. Hoje, as pessoas têm o hábito de fotografar cada momento que vivem, mas antigamente não era assim. Por isso ficamos apenas com as lembranças...
Mas, infelizmente, com o tempo as lembranças já não são tão coloridas, já não têm tantos detalhes. É triste, mas as nossas próprias lembranças são modificadas com o tempo e já não são mais cópia fiel do passado.
E hoje? É como se estivesse sempre faltando algo, alguma coisa, em cada experiência positiva que passamos na vida. E por outro lado, é como se houvesse uma solidão ainda maior em cada momento de tristeza e em cada derrota.
Perder a mãe fez com que adquiríssemos uma certa resistência. Aprendemos a ser independentes. A tirar forças de onde nem sabemos. E tudo isso não seria possível sem o amparo de um pai. Pai este que temos orgulho e é nosso exemplo. É ele que tenta constantemente suprir esta falta, não mede esforços para estar sempre ao nosso lado, dando muito amor, carinho e afeto. Valorize seus pais. Você é o que eles fazem ou fizeram por você! Abrace, beije, diga eu te amo." 
Katiani e Kelly Pertile




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