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Neste ano, área com trigo deve ser menor

19/05/2017 - Por Jornal Semanal
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Estimativas iniciais da Emater/RS-Ascar apontam redução de 50 mil hectares no Estado em relação ao ano passado

A safra de inverno, principalmente a cultura do trigo, começa a receber atenção especial dos agricultores. Mas a previsão neste ano é de que a área seja reduzida no Estado.
A Emater/RS-Ascar revela que há baixa procura por insumos, como sementes e adubos, indicando que a área de trigo a ser plantada deverá ser menor. Entre os fatores que contribuem para essa redução da área, estimada em 6,49% em relação ao ano passado, estão preços pouco atrativos para o grão e elevados custos de produção.
Entre a última semana de abril e a primeira de maio, a Emater/RS-Ascar realizou pesquisa nos 282 principais municípios gaúchos produtores de trigo, que representam 95% da área a ser plantada. "Tudo indica que a área cultivada com trigo deverá ser de 727,7 mil ha, ou seja 6,49% menor do que a do ano passado, quando foram cultivados 778.235 mil hectares", calcula o presidente da Emater/RS, Clair Kuhn.
A estimativa média esperada no Estado é de 2.420 kg/ha, projetando uma produção total de 1,76 milhão de toneladas para a safra 2017, caso as condições meteorológicas sejam favoráveis. Esta produção seria 26,71% menor que a do ano passado, quando foram colhidas 2,24 milhões de toneladas. "Essa significativa diferença na produção é explicada pela boa produtividade obtida no ano passado (3.132 kg/ha), embora a qualidade final do produto não tenha sido proporcional à produtividade", afirma o presidente da Emater/RS, Clair Kuhn.

Em Três de Maio, área deve se manter igual safra passada. Porém, só poderá ser confirmada no fim da semeadura
O escritório local da Emater/RS-Ascar está trabalhando com a mesma área de trigo do ano passado. O engenheiro agrônomo Fábio Karlec explica que o total de lavouras com a cultura deve ficar em torno de 8.500 hectares - mesma área do ano passado.
No entanto, como ainda está no início do período de semeadura, existem indicativos de uma leve redução, mas que só poderá ser confirmada nos próximos meses, quando fechada a janela de semeadura.
Karlec diz que a expectativa de produtividade para esta safra depende muito da tecnologia empregada, investimento em recursos, tecnologia e informação de manejo nas lavouras. "Quando falamos em trigo, o interessante é falar em lucratividade por área. Isto porque muitas lavouras no nosso município chegam a produzir facilmente acima de 4.000 kg/ha. Mas a lucratividade muitas vezes é menor que o produtor que produziu 3.500 kg/ ha", acrescenta.
As produtividades médias nas lavouras de Três de Maio variam muito de ano para ano. Para se ter uma ideia, afirma Karlec, considerando o histórico de safras passadas, a média histórica dos últimos anos é de 45 sacas/ha. "Este volume está abaixo da expectativa atual que o produtor tem sobre a lavoura nessa safra, pois esta produtividade, no cálculo de sua formação, engloba anos de baixa produtividade, como o de 2014, em que a média foi abaixo de 15 sacas/ha, em virtude de intempéries climáticas que afetaram a produtividade e a qualidade do produto."
Na safra do ano passado, a média ficou acima da média histórica. Logo, a questão da produtividade na cultura do trigo é bastante instável, e isso gera uma insegurança aos produtores, diz o profissional, motivo esse que ele diz acreditar que vai pesar na leve redução de área.
O agrônomo destaca que, apesar da insegurança e do risco, a cultura do trigo apresenta vários outros benefícios no sistema agrícola, principalmente no manejo de plantas daninhas no inverno e quando manejada com conhecimento também responde muito bem economicamente.

FOTO: DIVULGAÇÃO




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