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Falta de vacinas contra gripe em farmácias e clínicas preocupa população

20/04/2018 - Por Jornal Semanal
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Vacinação contra a gripe na rede pública  deve atingir mais de nove mil pessoas 

Público é referente aos grupos prioritários. Doses serão aplicadas na Unidade Central, das 7h30 às 11h15 e das 13h às 16h45, de segundas a sextas-feiras 

Começa na segunda-feira, 23, em todo o País, a campanha de vacinação contra a gripe. Ao todo, mais de 3,6 milhões de pessoas devem ser imunizadas no Rio Grande do Sul, dos grupos definidos pelo Ministério da Saúde, até o dia 1º de junho, quando se encerra a campanha.
Em Três de Maio, conforme as metas para vacinação da Secretaria Municipal de Saúde, com base na campanha do ano anterior, devem ser imunizadas mais de nove mil pessoas, dos grupos considerados prioritários. 
A vacinação será realizada na Unidade Central, das 7h30 às 11h15 e das 13h às 16h45, de segundas a sextas-feiras. Para receber a dose, é necessário apresentar documentos que comprovem a idade, doença ou condição que justifique a vacinação, conforme lista de grupos. Familiares ou responsáveis por doentes acamados, que não têm condições de ir até a Unidade Central, deverão entrar em contato com sua unidade de saúde de referência para solicitar a vacinação em domicílio.
O objetivo da secretaria é garantir um excelente fluxo de atendimento e a imunização de todos os grupos populacionais definidos. "Para esta campanha, estamos mobilizando uma grande equipe de trabalhadores que estarão acolhendo os grupos determinados pelo Ministério da Saúde. Nosso objetivo é cumprir o calendário alcançando a totalidade de imunizações necessárias", afirma a secretária municipal de Saúde, Gislaine Mella.

Grupos que recebem a vacinação gratuita 
- Pessoas acima de 60 anos
- Crianças a partir dos seis meses até 5 anos incompletos
- Gestantes em qualquer idade gestacional
- Puérperas até os 45 dias
- Professores e professoras das escolas públicas e privadas
- Trabalhadores da Saúde
- Povos indígenas
- Portadores de Doenças Crônicas (cardiovascular, AVC, doenças renais, Diabetes, pneumonias, DBPOC - Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, asma, doença hepática, transplantados, obesos e portadores de síndromes)
- Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas
- População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional

Dia 'D' e mutirão
No dia 12 de maio, um sábado, será realizado um mutirão de vacinação, o tradicional Dia D, em todo o País e Estado. Também em Três de Maio, na data, todas as unidades de saúde disponibilizarão a vacina contra a gripe e todas as equipes estarão trabalhando para atender a população.

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Maioria das farmácias de Três de Maio não irá oferecer a vacina
Mesmo autorizada, aplicação de vacinas em farmácias e drogarias gera polêmica

Embora autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a possibilidade de que farmácias e drogarias comercializem e apliquem vacinas tem gerado polêmica entre entidades de saúde. Até então, a oferta desses serviços só era permitida no Sistema Único de Saúde, por meio de hospitais e unidades de saúde, e em clínicas de vacinação privadas.
No fim de dezembro do ano passado, porém, a Anvisa decidiu estender a possibilidade desse aval também a outros estabelecimentos de saúde - incluindo farmácias e drogarias. A medida faz parte das novas regras para funcionamento de serviços de vacinação no país, publicadas no Diário Oficial da União no dia 26 de dezembro de 2017.
Entidades que representam médicos e clínicas privadas, no entanto, têm reagido contra a ampliação da vacinação para esses locais, alegando que as farmácias não possuem estrutura (física e de profissionais) suficiente para essa atividade. 
Tendo em vista essa polêmica, a maioria das farmácias de Três de Maio que tradicionalmente ofereciam para comercialização a vacina, nos anos anteriores, com custos na faixa dos R$ 80 a R$ 100, decidiram, este ano, não comercializar e nem aplicar as doses. Contudo, até o fim deste mês, algumas farmácias devem ter uma definição sobre o assunto. Já as clínicas particulares de saúde não devem oferecer este tipo de serviço para a população.

Estabelecimentos devem se adequar para aplicar as doses
Mas não é qualquer farmácia que vai poder começar a aplicar vacinas. A medida da Anvisa também possui exigências para esses estabelecimentos de saúde, que devem estar inscritos no Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES), disponibilizar o calendário nacional de vacinação e os tipos de medicamentos disponíveis aos clientes.
Em cada local é obrigatória a designação de um responsável técnico e a contratação de profissionais habilitados para aplicar vacinas, com a realização de capacitações constantes. As instalações precisam ser adequadas e seguir parâmetros estabelecidos nas normas do setor, como ambiente refrigerado para armazenar as vacinas e cuidados no transporte dos materiais para não prejudicar a qualidade. Além disso, para atender aos requisitos, estabelecimentos devem fazer investimentos, ou seja, tudo implica em custos.

Menos doses disponíveis, maior o valor da vacina
A menor disponibilidade de vacinas deve impactar nos preços. Hoje, como há um mercado monopolizado, o preço é alto. Em algumas cidades do RS, o preço vai de R$ 100 a R$ 150.
No Brasil, a oferta de vacinas em farmácias já estava prevista na lei 13.021, de 2014, mas faltava regulamentação para que fosse aplicada. 
Conforme o presidente da Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias) Sérgio Barreto, das cerca de 7.100 farmácias vinculadas à associação, 1.400 já possuem salas de apoio ao paciente que podem ser adaptadas para vacinação.

FOTO: DIVULGAÇÃO





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