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Após atuar como técnico no Vôlei Canoas, o três-maiense Marcel Eickhoff Matz estuda propostas de clubes do Brasil e do exterior

04/05/2018 - Por Jornal Semanal
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Três-maiense ainda não pode divulgar o clube, mas plano é seguir atuando em alto nível. Ele lamenta o pouco incentivo ao esporte ao longo dos últimos anos em Três de Maio e região
Encarar novos desafios e não ter medo de mudança fazem parte da vida do três-maiense Marcel Eickhoff Matz, 37 anos, formado em Educação Física.
Atuando há mais de 15 anos no vôlei profissional, Marcel esteve em seis finais de Superliga, foi campeão mundial com a Seleção Brasileira Sub 21, duas vezes campeão Sul-Americano, enfim, tem uma carreira longa e marcada pela participação em grandes clubes. 
Isso tudo lhe oportunizou trabalhar com jogadores de renome, que estão pelo mundo afora, e o fez ser reconhecido, no voleibol nacional e internacional. 
Na temporada que está terminando agora, o três-maiense assumiu, pela primeira vez, a experiência de atuar como técnico do time Vôlei Canoas, o único representante gaúcho na Superliga, ou seja, a principal divisão do Campeonato Brasileiro de Voleibol. 
Para o futuro, muitos planos, mas o certo é que Marcel deve seguir atuando no voleibol em alto nível. "Vou continuar buscando meu espaço como técnico, aqui ou fora do Brasil. Estou com definições para a próxima temporada. Mas ainda não posso divulgar o clube", adianta.

Paixão que começou ainda na casa dos pais 
Marcel é filho do conhecido casal Marli Eickhoff Matz e Egon Matz e irmão de Martina. A mãe, uma talentosa artesã e professora aposentada, e o pai, já foi uma referência no vôlei na região Noroeste e em todo o Estado. Por isso, Marcel vivenciou o voleibol desde pequeno. 
Ele recorda que praticou o esporte de maneira amadora até o tempo da faculdade, e era um levantador mediano. O interesse maior surgiu na faculdade. E, depois de formado, em 2002, ele foi direto para o time da Ulbra, começando então, a busca pelo seu espaço no voleibol de alto nível.
De 2002 a 2016, fez carreira como assistente técnico e estatístico (de vários times, incluindo da Seleção Brasileira sub 21) e de 2017 até o momento, atuou como técnico. Agora, novos rumos estão por vir. 

'O jovem precisa buscar o sucesso assim como em qualquer outra carreira, nunca deixando os estudos de lado', aconselha Marcel
"Seguir a carreira no vôlei assim como em qualquer outro esporte focado no final, no alto nível, é muito arriscado", avalia. Mas, mesmo assim, para Marcel o esporte só tem bons valores para acrescentar na vida dos jovens. 
O problema, segundo ele, é ter oportunidade para desenvolver o voleibol num bom ambiente e a cada ano, o esporte recebe menos investimentos. "Na nossa região, apenas Horizontina ainda consegue desenvolver um trabalho legal. Espero que continue assim". 
Marcel ressalta que se o jovem mostrar uma grande evolução no vôlei, certamente, irá aparecer algum tipo de oportunidade. "O jovem precisa buscar o sucesso assim como em qualquer outra carreira, nunca deixando os estudos de lado. Jogadores limitados intelectualmente sofrem muito no alto nível, normalmente, não vão longe na carreira", orienta. "Ou seja, o conselho é estudar e jogar com toda a energia possível. São as duas coisas para se dedicar se essa for a sua escolha".
Marcel é casado com Camila e pai de Theo, 6 anos; Marina, 3, e Julia, quatro meses. 
A família reside em Bento Gonçalves

Conciliando a vida profissional com a familiar
O técnico é casado há nove anos com Camila Vinhas. Eles têm três filhos: Theo, 6 anos; Marina, 3, e Julia, com quatro meses. Atualmente a família reside em Bento Gonçalves.
Questionado como faz para conciliar o trabalho e a família, e, em especial, "como cumpre o papel de pai", ele confessa, que às vezes "não é fácil" e "dá trabalho". Mas, ainda bem que conta com a 'ajuda nota 10 da esposa Camila", que administra as tarefas e os cuidados com os filhos. 
Ele relata que é um "cara pilhado", pois no seu trabalho "as coisas literalmente fervem". Por isso, "intensidade, dedicação e respeito são extremamente necessários por todos do time, senão o trabalho não acontece", afirma o três-maiense.

Por mais iniciativas no voleibol local
"Eu gostaria muito de ver algum tipo de projeto no voleibol em Três de Maio. No meu tempo, claro que tinha uma outra visão do mundo do vôlei, existia uma rivalidade municipal, entre as escolas (Semana do Estudante), na região. Hoje não existem mais, é lamentável", opina. 
Na avaliação do três-maiense, "o esporte é a grande saída de lazer, diversão, cultura e inúmeros benefícios para a população". 
Para ele, a administração municipal juntamente com as escolas (que têm as estruturas físicas) deveriam agir para que projetos esportivos fossem disponibilizados para a comunidade. Marcel diz que se coloca à disposição para ajudar nessas iniciativas, no que for necessário e estiver ao seu alcance. "Mas, como moro longe, não vou alavancar um projeto sem poder contar com o interesse público ou privado. As desculpas de não fazer são iguais em todos os lugares que não tem esporte. Mas outros fazem, ou seja, é só botar a 'mão na massa'. Dá trabalho, muito trabalho, mas vale muito a pena", afirma. 
E continua. "Falo isso pois sei o quanto meu pai lutou aí durante anos, junto com algumas pessoas, para que as coisas acontecessem. Hoje é só perguntar para todos que tiveram a oportunidade de viver aquele tempo no esporte, mesmo no nível médio/baixo, e se orgulhar das coisas boas que aconteceram. Agora, o que vão perguntar para os jovens da região daqui 20 anos? O esporte, a educação, a cultura e o amor são o que fazem as pessoas viverem bem. Sem isso a vida fica sem graça!", finaliza o treinador, deixando um forte abraço a todos os amigos e conhecidos da terra natal.

Marcel Eickhoff Matz, 37 anos, tem mais de 15 anos de carreira no voleibol, 
tendo atuado em campo, como jogador, assistente e agora, como técnico

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