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Agricultores familiares de 62 STRs reivindicam melhores condições para a produção de alimentos

18/05/2018 - Por Jornal Semanal
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8º Grito de Alerta reúne 7 mil pessoas em Santo Ângelo

Programação dos atos de reivindicação havia começado na terça, com o Acampamento da Cidadania, montado em Entre-Ijuís

Cerca de 7 mil pessoas, segundo a Fetag-RS, protestaram ontem, 17, durante o 8º Grito de Alerta Missões/Fronteira Noroeste, realizado em Santo Ângelo. Por meio da diretoria e de associados, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Três de Maio e São José do Inhacorá esteve presente no ato - saiu um ônibus de cada município.
A organização do Grito de Alerta é da Fetag-RS e de regionais - estão envolvidas no ato as regionais sindicais de Santa Rosa, Ijuí, Três Passos, Missões I e Missões II, o que totaliza 62 sindicatos. Além de produtores rurais, também participaram lideranças de diversos setores, bem como o público em geral.
De acordo com a Fetag, entre os motivos para a reivindicação, estão "os impostos e a contrapartida com serviços de baixa qualidade", altos impostos sobre o consumo e não sobre a renda, a corrupção e seus impactos para o Brasil, o foro privilegiado, o auxílio-moradia de autoridades e a discrepância do benefício em relação ao valor do salário mínimo (que teve um reajuste de 1,81%), a PEC do teto dos gastos públicos e outras questões.
Neste ano, o tema do Grito de Alerta foi "Brasil: que país é esse?", baseado na popular música escrita por Renato Russo. A programação que culminou no Grito de Alerta havia começado na terça-feira, 15, com o Acampamento da Cidadania, montado em Entre-Ijuís, bem próximo ao trevo de entroncamento da BR-285 com a ERS-344 no acesso ao município.

Reforma da Previdência ainda é motivo de preocupação, diz a presidente do STR
Na quarta, foi realizado um ato no trevo. O acampamento - no qual houve, por exemplo, debates, como sobre o desenvolvimento da agricultura, a corrupção e o foro privilegiado - prosseguiu até o início da marcha em direção a Santo Ângelo.
A marcha, que recebeu o reforço de caravanas vindas de diversos municípios da região, teve início por volta das 5h de ontem e percorreu em torno de oito quilômetros, até chegar ao posto Nevoeiro, já em Santo Ângelo, na ERS-344.
Por volta das 9h30min, os participantes deixaram o trevo do posto Carreteiro e teve início uma caminhada em direção à Praça Pinheiro Machado, onde se localiza a Catedral Angelopolitana, o principal ponto turístico de Santo Ângelo. Na sequência, houve outros atos e, após, os participantes se dirigiram à Praça do Brique, onde houve uma tribuna livre, com pronunciamentos. A mobilização se estendeu até a tarde.
A presidente do STR de Três de Maio e São José do Inhacorá, Anísia Trevisan, que esteve presente na terça e ontem, comentou ao Semanal que um dos outros motivos de insatisfação da classe é o modo como o crédito fundiário, a habitação e outras questões relacionadas ao meio rural estão sendo conduzidos - na visão dela, não estão andando como deveriam.
"Quem for ao ato vai ir consciente, muito mobilizado. Quem está indo está indo para reivindicar mesmo", disse na quarta. Ela também avaliou que a reforma da Previdência, embora no momento esteja em compasso de espera, ainda não é uma batalha vencida e que "as pessoas não estão se dando conta disso" - assim, ela ainda vê muita necessidade de atenção e mobilização a respeito do tema.
No total, 62 sindicatos estiveram representados na manifestação
(FOTO: AIRTON HENN/STR/DIVULGAÇÃO)

FOTO PRINCIPAL:FETAG-RS/DIVULGAÇÃO



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