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Em tempos de Netflix e internet, videolocadora busca novas formas de atrair e manter clientela

08/06/2018 - Por Jornal Semanal
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No auge das videolocadoras, no início dos anos 2000, Três de Maio chegou a ter, pelo menos, sete empresas do ramo. Hoje, apenas uma se mantém em atividade 

Única no ramo ainda em atividade em Três de Maio, a 1001 Vídeo Locadora foi aberta em 2008 por Vanderlei Sidinei da Silva, e em 2016, foi adquirida pelo sobrinho dele, Marcelo Dalla Chiesa, que trabalhou com o tio desde a fundação da empresa.
Marcelo revela que a sobrevivência no mercado é focada no bom atendimento e sempre buscando novas formas de atrair e manter a fidelidade dos clientes. "Por mais que de alguns anos pra cá a locação de filmes tenha diminuído um pouco, nunca deixamos que nossos clientes fiquem desatualizados com o que há de mais novo em termos de filmes. Mantemos em média, um total de 20 filmes novos todo mês', informa.
Ao longo dos anos, a videolocadora acrescentou novidades. "Hoje contamos com uma lan house, onde nosso cliente tem acesso a internet, impressões e digitalização de documentos, jogos em rede. Também trabalhamos com alugueis de jogos para PS3, Xbox 360, Xbox One e, futuramente, Play4. Além de oferecer aluguel de aparelho PS3, para quem não tem o equipamento e gosta de reunir os amigos em casa para jogar", justifica.
Outra atração da empresa é a banca de revistas atualizada, com novidades toda sexta-feira; e o serviço de recargas de celular e venda de chip da operadora Vivo.

Maior procura ocorre no inverno
Marcelo destaca que a maior procura de filmes se dá no inverno; sendo que o maior volume de locações ocorre na sexta e no sábado.
A empresa mantém, em média, um total de 1000 locações/mês no verão, e no inverno, chega a ter, em torno, 1500 locações/mês.
A maior procura é pelos gêneros de terror, comédia e ação. Entre os mais alugados estão Cinquenta Tons de Liberdade, Pantera Negra, Thor Ragnarok, Pai em Dose Dupla 2, Jogos Mortais: Jigsaw, o Touro Ferdinando, Extraordinário e Jumanji.
Sobre o perfil dos clientes, o proprietário ressalta que o público é bem eclético: desde casais mais velhos aos mais novos; adolescentes e crianças, de várias idades, que vêm com seus pais à procura de desenhos, que variam dos clássicos aos mais modernos.

Fim das videolocadoras no país e maiores concorrentes
"O fechamento da maioria das videolocadoras no país acredito que foi causado pelo vasto catálogo de downloads de filmes da internet (nem sempre de forma legal e sim por meio de pirataria); o surgimento de serviços de streaming como o Netflix e o acesso à tv por assinatura. Estes serviços auxiliaram para que cada vez mais locadoras fechassem as portas no decorrer dos últimos anos", avalia Marcelo. 
Para ele, o maior concorrente é o serviço de streaming que existe hoje em dia; bem como a pirataria, tanto na venda de dvds quanto em downloads na internet; ou ainda as tais "skys piratas" que estão espalhadas em grande número pelo país.
Porém, apesar disso, o proprietário alega que ainda existem aqueles que ainda preferem vir até a videolocadora, ver as novidades, procurar no acervo os filmes que ainda não assistiram e procurar os clássicos que gostariam de relembrar.
No auge das videolocadoras, nos início dos anos 2000, Três de Maio chegou a ter, pelo menos, sete empresas do ramo. Hoje, se mantém em atividade apenas a 1001 Videolocadora.
No Brasil, segundo a União Brasileira de Vídeo (UBV), havia cerca de 14 mil locadoras no País entre 2003 e 2005. Em 2009, o número já tinha caído para 6 mil. Em 2016, ano do último levantamento, estimava-se que havia entre 3 mil e 4 mil locadoras; num universo de mais de 5,5 mil cidades brasileiras.

Marcelo Dalla Chiesa, proprietário da única videolocadora em atividade em 
Três de Maio. Filmes mais procurados são de terror, comédia e ação

FOTO: DIVULGAÇÃO




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