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Sou pai, e agora?

10/08/2018 - Por Jornal Semanal
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Como encarar os desafios da paternidade não planejada, e aprender muito com a missão de criar, educar, cuidar e amar os filhos

A notícia - inesperada - de que seria pai, somente não foi maior porque outra surpresa, ainda melhor, estava por vir: eram dois bebês!
"Eu fiquei da cor da parede - branco de susto. Um já é trabalhoso, imagina dois!", recorda o pai de primeira viagem, Lânis Michael de Magalhães, 26 anos, quando soube que a namorada, Jociane Pelin, 28, estava grávida de gêmeos. 
A gravidez, que não foi planejada, pegou Lânis e Jociane de surpresa, mas trouxe "dois motivos" bem especiais para começarem uma família e planejarem o futuro juntos: Aurora e Sophie, que nasceram no dia 4 de junho.

'Eu pensava em ser pai; um dia'
Juntos há um ano, o técnico em informática e a técnica em enfermagem namoravam. Porém não moravam juntos, nem na mesma cidade: ele em Três de Maio e ela em Santa Rosa, onde trabalha em um hospital.
"Nosso namoro acabou resultando em duas crianças. No início, a notícia causou um impacto muito grande. Mas toda família, dela e a minha, deu apoio. Colocamos a cabeça no lugar e resolvemos construir uma vida juntos. Aos poucos, arrumamos uma casa para morar, fomos montando o enxoval, ajeitamos o quarto delas", conta o jovem pai. 
Lânis confessa que pensava em ser pai; um dia. "Sempre quis construir minha família, mas os planos não eram para agora. Mas aconteceu e hoje estamos muito felizes", comemora.

Bebês nasceram prematuras
Sophie e Aurora, nasceram de cesárea na madrugada de 4 de junho deste ano, cerca de um mês e meio antes da data prevista.
O pai conta que levou a esposa ao hospital, pois ela estava com muitas contrações. Por volta das 2h30 as meninas nasceram. E, para ganhar peso, ficaram pouco mais de 20 dias na UTI Neonatal do Hospital Vida & Saúde, em Santa Rosa. 

Uma nova fase na vida
Em casa, desde o fim de junho, Aurora e Sophie recebem toda atenção dos pais e dos familiares que não cansam de mimar as pequenas.
Lânis revela que está se saindo muito bem na nova e mais desafiadora missão de sua vida: a de ser pai. "A adaptação delas em casa, nos primeiros dias, até que foi tranquila. Elas dormiam bastante, mamavam bastante. Eu sempre fico por perto; quando a Jô está amamentando uma, eu cuido da outra. A duplinha dá serviço. Às vezes elas têm cólicas, choram um pouco mais, querem colo, um carinho. Mas vamos ajudando, um ao outro".
Por equanto, as meninas só estão se alimentando de leite materno. "Agora é amamentação exclusiva, mas depois, sei que conforme elas vão crescendo, pode ser que precise de um complemento", diz. 
Com a ajuda das avós, cunhadas, familiares e amigos, a casa de Lânis e Jociane está sempre com gente disposta a ajudar. "Cada um faz um pouco. E as pequenas adoram um colinho, um aconchego", afirma, lembrando que a tarefa de cuidar os filhos, não é tarefa exclusiva da mãe, pois o pai deve participar em tudo sempre. 

Responsabilidades de pai
Mesmo a vida tendo mudado completamente, Lânis declara que vive uma fase maravilhosa, mas também de muitas responsabilidades. "São duas vidas que dependem de nós. É trabalhoso e exige muitos cuidados. Já ficamos algumas noites sem dormir. Ajudo no banho, na troca de fraldas. Sou bastante participativo."
Sobre ter experiência com crianças, o técnico em informática revela que auxiliou os pais a cuidar do irmão 11 anos mais novo. "Ajudei a cuidar dele quando era pequeno, mas não tinha a responsabilidade de pai com ele; tinha a responsabilidade de irmão, de cuidar durante o dia, trocar fralda, dar um banho. Mas ficar acordado à noite não", lembra. 
E entre as preocupações dele, está a de garantir o futuro das filhas. "Penso no sustento, nas contas e no orçamento familiar. Vejo as datas das vacinas, vou junto ao pediatra. Hoje a vida mudou; o que antes era só eu, hoje não é mais. É toda a família", declara.
Se antes Lânis não tinha muitas preocupações, hoje encara a vida de uma outra forma. "Por exemplo, para ir numa festa ou evento, eu colocava a roupa, me arrumava e ia. Hoje não. Se vamos até a esquina, temos que ter um preparo completo; ver a cadeirinha dos bebês no carro, a sacola, as fraldas. Já deixamos fraldas de reserva dentro do carro, caso for preciso", diz. 
Mesmo assim, o pai de primeira viagem afirma que vale a pena. "Mudou completamente tudo. Mudou até a visão de como eu encaro as coisas; a percepção da vida e comecei a entender o verdadeiro significado de ter família, filhos. Quando estou no trabalho não vejo a hora de chegar em casa para estar com elas." 
E resume a nova experiência: "mesmo ficando algumas noites inteiras acordado; no outro dia acordo feliz, porque tenho elas e sei que estão seguras. A preocupação do dia a dia ainda não temos porque elas ainda são bebês. Agora, ficamos atentos, por exemplo, se a testa está um pouco quente, corremos verificar se tem febre; vemos se precisa trocar a fralda, se precisa arrotar depois da mamada, cuidados para não vomitar. A rotina mudou completamente."

Primeiro Dia dos Pais e um conselho para a vida 
Lânis diz que leva consigo, um conselho de vida que recebeu do pai. "Meu pai sempre dizia que antes de pensar em si, tem que pensar na família. Falava sobre escolhas: deixar de ir na esquina tomar uma cerveja para comprar um litro de leite", por exemplo. 
Para ele, assim como do pai, a prioridade é garantir o sustento da casa. "Meu pai sempre foi de dar conselhos financeiros para garantir o orçamento da casa e da família em primeiro lugar." 
O técnico em informática ainda fala da expectativa com o seu primeiro Dia dos Pais. "Certamente, vai ser um dia especial. O maior presente são elas. O amor é grande, que somente entende quem se torna pai. É amar e apoiar os filhos, indicar o certo e o errado. É um sentimento de amor que não tem como explicar. É diferente. É um caminho longo, de muito aprendizado e boas doses de atenção, cuidado, amor, compreensão e respeito", ressalta o jovem, que finaliza "Sophie e Aurora trouxeram um novo significado para a palavra amor! Estamos apaixonados por nossas pequenas".

FOTO: ARQUIVO PESSOAL



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