Quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
Ano XXX - Edição 1537
(55) 3535-1033
jsemanal@jsemanal.com.br
diagramacao@jsemanal.com.br

Economia para consumo

31/08/2018 - Por João Seno
Tweet Compartilhar
À GUISA DE COMENTÁRIO - O DINHEIRO INCOMODA - Não lhe parece? De fato, pouco ou nenhum dinheiro no bolso incomoda. Mas muito dinheiro incomoda muito mais. Em todo mundo a corrida é atrás do dinheiro. Os governantes de qualquer escalão estão permanentemente preocupados com a economia, com o ingresso de dinheiro nos cofres públicos. Os comerciantes e os industrialistas, idem, preocupam-se permanentemente com ingresso de recursos. E os cidadãos? Ah! os cidadãos! Estes dividem-se em categorias, conforme as posses e seus ganhos. Quem ganha pouco se queixa. E quem tem muito, não para de lutar para ter mais e mais. Não importa de onde venha e nem como obtenha o metal sonante. O que importa é conta polpuda. "Das Geld regiert die Welt", diz o alemão. O dinheiro rege o mundo. 

A FRASE: É TRISTE QUANDO A POLÍTICA VIRA POLITICAGEM. Meditem sobre isso antes de votar.  

A DIVERSIFICAÇÃO DÁ RESULTADOS: Não à monocultura. A diversificação dá resultados, porque abre novas oportunidades. Vou trazer o exemplo do município de Feliz, no Vale do Caí. Lá está sendo adotada a multicultura agrícola. A agricultura significa 35% da economia do município. O forte da economia agrícola felizense é a produção de  frutas: moranguinhos, goiabas, figos,  amoras  e hortigranjeiros, tudo produzido com alta tecnologia. Feliz conta com mais de 1,5 mil estufas para produção de moranguinhos.

PERGUNTAS E SUGESTÕES: A pergunta que o colunista faz: O QUE SERIA DO BRASIL SEM A SOJA? OUTRA: O QUE SERIA DO AGRONEGÓCIO SEM A SOJA? Então vem a sugestão: ALGUÉM PODERIA ESCREVER UM ENSAIO HISTÓRICO SOBRE A SOJA. Outra:COMO TRÊS DE MAIO PERDEU O TÍTULO DE CAPITAL NACIONAL DA SOJA?

O PORQUÊ DAS SUGESTÕES: Acabo de receber um texto de 66 páginas bem redigidas por Bernardo Jost, filho do pioneiro  João Adão Jost, comerciante da Esquina Jost, que teria introduzido a soja no Rio Grande do Sul de forma pioneira. É um histórico bonito e de suma importância, que precisa ser divulgado.  Quase ninguém conhece esta história, que começou aqui debaixo de nosso nariz.  Hoje, milhões de brasileiros vivem da cultura da soja. 

AÍ VAI OUTRA SUGESTÃO: Se perdemos a oportunidade de conquistar o título de  Capital Nacional da Soja, que pode ficar com Santa Rosa, vamos sugerir um  título  para nossa comuna em cima dessa história da soja. Basta que alguém abrace a ideia. O colunista já tem sua sugestão. Mas fica para depois. E vamos esquecer esta história de Cidade das Flores, que não leva a nada.É preciso diversificar e incentivar o que já existe. Nós precisamos adicionar produção à nossa economia. Chega de poesia! Chega de idílios! Vamos pensar em criar empregos e oportunidades para melhorar o padrão de vida da nossa gente. 

MAIS UM POUCO DE HISTÓRIA - Este colunista era garoto. E lá na década de 1940, não lembro exatamente o ano, foi  quando fiquei conhecendo a soja lá no Vale do Caí. O tio Armindo havia trazido a semente da então Santa Rosa Buricá, distrito de Santa Rosa, quando veio para estas bandas para comprar terras. Era o xodó da colonada do Vale do Caí a chamada Serra.  Plantou a semente nas suas terras lá nas Escadinhas e distribuiu a semente para outros agricultores. E a cultura da soja também pegou no Vale do Caí já na década de 1950, quando surgiu a primeira trilhadeira, uma Lindner, que girava em toda comunidade e a safra da oleaginosa era uma verdadeira festa, regada com muita pinga para espantar o pó. Na época ainda não havia comércio de soja. A oleaginosa servia de trato para os porcos. A soja, como veem, tem muita história. 




Indicar a
um Amigo

Comentários

Deixe a sua opinião

Veja Também

30/11/2018   |
23/11/2018   |
16/11/2018   |
01/11/2018   |
26/10/2018   |
19/10/2018   |




Todos os direitos reservados - Jornal Semanal - Três de Maio - RS