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Trânsito no Brasil vitimou cerca de dez crianças por dia no ano passado

11/10/2018 - Por Jornal Semanal
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Dados do Seguro DPVAT revelam que, das indenizações pagas para vítimas de 0 a 7 anos, 72% ficaram com algum tipo de sequela permanente

Crianças até os 10 anos, sempre devem ser transportadas no banco traseiro do carro, com cadeirinha ou assento de elevação, como o cinto de segurança de forma correta, seja em trajeto na cidade ou nas estradas. Em caso de acidente, sem o item de segurança, o risco de uma fatalidade ou de lesões consideradas graves aumenta em 75%

Amanhã, dia 12 de outubro, é celebrado o Dia das Crianças. Além das comemorações, a data também deve servir para conscientizar a população sobre os cuidados com as crianças no trânsito. Dados da Seguradora Líder, administradora do Seguro DPVAT, chamam a atenção para um cenário preocupante sobre acidentes envolvendo os pequenos. No ano passado, foram 3.834 vítimas indenizadas, na faixa etária de 0 a 7 anos, em todo o país. Desse total, 72% passaram a conviver com algum tipo de invalidez permanente (aproximadamente 2,8 mil crianças). Outras 752 indenizações foram pagas para casos fatais.
Os dados revelam ainda que a maior incidência de acidentes são os atropelamentos: mais de 2,4 mil vítimas pedestres (cerca de 63% do total). Somente neste ano, de janeiro a setembro, cerca de 2,3 mil indenizações do Seguro DPVAT já foram pagas para meninos e meninas de 0 a 7 anos de idade vítimas de acidentes no Brasil. As crianças são um dos grupos mais vulneráveis a ocorrências no trânsito. Para o especialista em segurança no trânsito, Rodolfo Rizzotto, a frágil condição física, ainda em desenvolvimento, comum distração e dificuldade de percepção dos perigos enfrentados, mesmo acompanhado de seus responsáveis, são fortes facilitadores dos incidentes com pedestres dessa faixa etária.
"As crianças costumam repetir o comportamento de seus pais e familiares e sofrem as consequências disso. Quando os adultos não atravessam na faixa, não respeitam o semáforo ou não usam a passarela, a criança tende a repetir esses costumes", alerta o especialista.
Com relação aos passageiros, atitudes como o não uso dos equipamentos de segurança e imprudência dos adultos ao volante acabam se tornando frequentes causas de acidentes envolvendo os mais jovens.
"Muitos pais e responsáveis não usam, por exemplo, os equipamentos obrigatórios, como a cadeirinha. As justificativas são variadas, mas a falta de uso do equipamento, inclusive de forma adequada, contribui para o agravamento dos acidentes", reforça Rizzotto.
O DPVAT é um seguro de caráter social que indeniza vítimas de acidentes de trânsito, sem apuração da culpa. Ele pode ser destinado a qualquer cidadão brasileiro - motorista, passageiro ou pedestre. O seguro oferece três perfis de coberturas: morte (R$ 13.500), invalidez permanente (até R$ 13.500) e reembolso de despesas médicas e hospitalares da rede privada de saúde (até R$ 2.700).
Fonte: Seguradora Líder-DPVAT



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