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Bolsonaro e Eduardo Leite foram os mais votados em municípios da região

11/10/2018 - Por Jornal Semanal
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Na 89ª Zona Eleitoral, por exemplo, deputado federal venceu nos seis municípios e o ex-prefeito de Pelotas em quatro

Os candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e ao governo estadual Eduardo Leite (PSDB) tiveram no primeiro turno, disputado no último domingo, 7, a preferência dos eleitores em municípios da região.
O deputado federal e o ex-prefeito de Pelotas lideraram os votos em quatro dos seis municípios da 89ª Zona Eleitoral - Três de Maio, Alegria, Boa Vista do Buricá e Independência. Bolsonaro também venceu nos outros dois municípios (Nova Candelária e São José do Inhacorá), mas neles o campeão de votos para o Executivo estadual foi o atual governador José Ivo Sartori (MDB).
Os seis municípios da 89ª Zona Eleitoral tiveram votação por biometria.
Em Santo Ângelo, Ijuí e Santa Rosa, Bolsonaro e Leite também lideraram. Na capital Porto Alegre, o deputado federal foi o campeão de votos, mas a preferência para o governo do Estado foi por Sartori.
Jair Bolsonaro também foi o campeão de votos em nível nacional, reunindo 46,03% dos votos válidos (mais de 49,2 milhões, vencendo em 16 estados e no Distrito Federal), e disputará o segundo turno, no próximo dia 28, contra o candidato Fernando Haddad (PT), que teve 29,28% (mais de 31,3 milhões de votos).

Gaúchos terão segundo turno para governador
Na Câmara dos Deputados, o PT, de Haddad, e o PSL, de Bolsonaro, serão os partidos com as maiores bancadas na legislatura 2019/2022. O PT, que elegeu 69 representantes em 2014, terá 56 na próxima legislatura, enquanto o PSL saiu de um para 52.
Por outro lado, o índice de renovação na Câmara dos Deputados nesta eleição foi de 47,37%, segundo cálculo da Secretaria-Geral da Mesa (SGM). Já no Senado, a renovação será superior a 85%. Ainda, de cada quatro senadores que tentaram a reeleição em 2018, três não conseguiram. É a maior renovação da história da Casa. No total, das 54 vagas em disputa neste ano, 46 serão ocupadas por novos nomes.
Na Assembleia Legislativa, serão 28 novos deputados, com um índice de renovação de 50,9%.
Na disputa pelo governo do Estado, Eduardo Leite e o governador José Ivo Sartori passaram para o segundo turno depois de somar, respectivamente, 35,90% e 31,11% dos votos válidos.
Além do RS, terão segundo turno o Distrito Federal e mais 12 estados, enquanto 13 já elegeram seu governador no primeiro turno, sendo seis reeleições.

Urnas 'rejeitaram' diferentes nomes tradicionais da política
Diversos nomes conhecidos da política brasileira não obtiveram votação suficiente no último domingo e ficarão sem mandato.
Entre eles, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que não conseguiu se eleger para o Senado por Minas Gerais. Já o ex-senador Eduardo Suplicy (PT), atualmente vereador em São Paulo, sofreu sua segunda derrota consecutiva para o Senado.
O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) e o atual presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), igualmente não conseguiram a eleição.
Outros dos casos de tentativa sem sucesso de reeleição para o Senado são de Lindbergh Farias (PT-RJ), Romero Jucá (MDB-RR), Roberto Requião (MDB-PR) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), atual vice-presidente da Casa.
Também, Edison Lobão (MDB-MA), Sarney Filho (PV-MA), Cristovam Buarque (PPS-DF) e Magno Malta (PR-ES).
Os atuais deputados federais Chico Alencar (PSOL-RJ) e Miro Teixeira (Rede-RJ), que também são nomes conhecidos do Congresso (Miro, por exemplo, está em seu 11º mandato como deputado federal), tentaram uma vaga no Senado e também não foram eleitos.
Por outro lado, na Câmara dos Deputados, um dos nomes tradicionais que não conseguiu a reeleição foi o gaúcho Darcísio Perondi (MDB-RS), de Ijuí, vice-líder do governo na casa legislativa e deputado federal desde 1995.

Cerca de 30 milhões de brasileiros deixaram de votar no primeiro turno
Nas eleições deste ano, mais de 147 milhões de brasileiros estavam aptos a votar. Desse total, 117 milhões compareceram às urnas (79,68%) e quase 30 milhões se ausentaram (20,32%). A taxa de abstenção é parecida com a da eleição anterior, em 2014, que foi de 19,39%.
Os votos brancos e nulos na eleição somaram 8,79%. Dos mais de 117 milhões de brasileiros que foram às urnas, 3 milhões votaram em branco e 7,2 milhões anularam o voto.
No total, abstenção, brancos e nulos somaram 29% do total de brasileiros aptos a votar.

Demora ocorreu mais em função da quantidade de votos na urna do que da biometria, 
avalia a juíza eleitoral da 89ª ZE
A juíza da 89ª Zona Eleitoral (89ª ZE), Eliane Aparecida Resende Lopes, analisa que a biometria, "sem dúvida, facilita o processo eleitoral", mas que, "como toda mudança, necessidade de um período de adaptação pelos usuários".
Ela observa que "muitos eleitores não estão habituados ao uso da biometria, o que acabou ocasionando atrasos em algumas seções de votação", e frisa que o sistema visa a facilitar e agilizar o processo de votação e que com o tempo ele será aprimorado.
Sobre a demora verificada por alguns eleitores no pleito, a magistrada avalia que "ocorreu muito mais em função da quantidade de cargos eletivos para votação (eram seis votos por eleitor), o que de certa forma aumenta o tempo que cada eleitor demora para concluir a votação, do que em razão da biometria".
"Esperamos que no segundo turno a votação ocorra ainda de forma mais ágil e célere", diz. A juíza também destaca que no âmbito da 89ª ZE (que compreende a sede Três de Maio e os municípios de Alegria, Boa Vista do Buricá, Independência, Nova Candelária e São José do Inhacorá) as eleições transcorreram dentro da normalidade, não havendo ocorrências de crime ou de perturbação, de qualquer natureza, durante todo o dia.

A juíza da 89ª Zona Eleitoral, Eliane Aparecida Resende Lopes

CONFIRA NO JORNAL IMPRESSO A MATÉRIA COMPLETA SOBRE AS ELEIÇÕES




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