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Gestor, eu?

31/05/2019 - Por Jornal Semanal
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Fui convidado para participar da gestão do Campus onde trabalho, tanto no ensino como na direção geral. Já vinha desenvolvendo ações como substituto na gestão do ensino durante quase cinco anos. Aprendi muita coisa pelo ver e atuar em alguns momentos. Inicialmente existe todo processo transitório de uma gestão à outra. No nosso caso, não foi algo tranquilo. Tiveram atritos, que está cabendo a mim inclusive resolver.
Este é um caso, mas muitas outras coisas estão entremeadas no processo. Na gestão do ensino que me encontro, somos um elo de ligação entre várias pontas da instituição. Docentes e setores ligados ao ensino, como biblioteca, registros acadêmicos, assistência estudantil e setor pedagógico conversam com a coordenação de ensino. Esta coordenação, por sua vez, se liga à direção. Entendo que a coordenação de ensino funcionaria como o coração, o motor da instituição, haja vista a quantia de setores e pessoas ligadas a ela.
Afirmo isso pela quantia de demanda que tenho recebido. São colegas a toda hora te procurando para retirar dúvidas, reclamar de algo, sugerir outro tanto, entregar um relatório, etc. Você também necessita de todas estas pessoas em vista de necessidades que você tem de atender. Ou seja, que nos tratemos todos bem, porque você nunca sabe quando precisará daquele documento que só o colega tem.
Tua lista de e-mails, enquanto isso, cresce. E não só e-mail pessoal, o e-mail do setor cresce. Papéis se acumulam em sua mesa, e enquanto você dá vencimento a isso, mais memorandos chegam para você, com datas apertadíssimas. Seu WhatsApp, então, já está com vários gritando contigo que você não responde. Mas é assim.
Por mais que as tecnologias ajudem, tenho visto que com conversa você resolve boa parte das coisas. Entenda a parte. Entenda o outro. Converse com ele. Pergunte a ele. Seja olho no olho, seja por e-mail, por telefone, por mensagem no celular, enfim, comunique-se. Fale, discuta com educação, chame para o mate na tua sala.
E, por fim, e o mais importante, você não agradará a todos com suas decisões, já que a gestão necessita decisões. Mas você tem de procurar chegar ao melhor entendimento e consenso possível. Abra para discussão, seja democrático, deixe todos falarem e chegue a uma decisão em conjunto. Mostrando essa boa vontade, creio que já é mais da metade do caminho andado. A gestão não é eterna na sua vida, mas você tem a oportunidade de mostrar seu trabalho que, se bem feito, será sempre lembrado.

Gustavo Griebler, doutorando em Educação em Ciências - UNIPAMPA. Docente EBTT; Coordenador de Ensino, Pesquisa e Extensão; e Diretor Substituto do IF Farroupilha - Campus Avançado Uruguaiana



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