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Apostas do futsal da região

05/07/2019 - Por Jornal Semanal
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A ala Caune Dilli atua em diversas equipes da região. Já Paula Hunhoff iniciou carreira dentro de quadra e hoje faz parte Associação de Árbitros da Região Noroeste

Nesta semana, na série de reportagens sobre o futebol e futsal feminino, contamos a história de duas apostas do esporte da região. Uma atua na posição de ala e dentro de quadra dá um show; a outra, depois de anos atuando como jogadora, agora é árbitra da Associação de Árbitros da Região Noroeste.
A paixão pelo futsal vem desde a infância de Cauane Cristina Dilli, 17 anos, de São José do Inhacorá. Há pelo menos dez anos ela pratica o esporte. "Na verdade eu só jogo futsal, sempre gostei mais. Já tive algumas oportunidades no futebol de campo mas não deu certo. Sempre acompanhei os treinos do meu irmão Gustavo; gostava de assistir. Meus pais Orlando e Noeli jogavam também e quando eu era mais nova treinava com os meninos porque nem sempre formava time de meninas. Aos poucos fui desenvolvendo os fundamentos e descobri uma grande paixão", relata.
Cauane já atuou no Kindermann de Caçador, Santa Catarina; no Lobas do Esporte Clube Pelotas e atualmente atua nas equipes de futsal Base TM e Ágatas, ambas da cidade de Três de Maio. E, no sábado, 22 de junho, em São Luiz Gonzaga, jogando pelo time de Santo Antônio das Missões, ela sagrou-se campeã da 3ª Copa Regional de Futsal e ainda, conquistou a artilharia com 5 gols marcados. 
A adolescente revela que sonho em se tornar jogadora profissional. "Continuo treinando firme buscando esse sonho. Acredito que Deus reserva algo muito bom na minha vida e quero estar preparada para quando isso acontecer", afirma. 
Já Paula Eloísa Hunhoff, 27 anos, de Boa Vista do Buricá, tem uma carreira dentro da quadra, como jogadora, e dá os primeiros passos fora da quadra, como árbitra. 
Como jogadora, aos 12 anos, já participava de competições municipais, primeiro jogando por uma equipe de Boa Vista do Buricá, depois representando a equipe da Proambi de Três de Maio. "Em 2010, quando iniciei a faculdade mudei para Ijuí e comecei a jogar pela equipe do Esporte Clube Ijuí onde pude realizar meu sonho de ser jogadora de futsal/futebol. Em Íjuí tive a oportunidade de participar de competições estaduais, onde até conquistamos um vice-campeonato. No futsal já joguei em todas as posições, de goleira a pivô. Já no futebol de campo atuava mais como volante ou meio campista", informa ela, que também é auxiliar administrativa e instrutora estagiária em um estúdio de pilates e fitness.

A ala Cauane Cristina Dilli, 17 anos, de São José do Inhacorá, conquistou em São Luiz Gonzaga, no último dia 22, a artilharia da 3ª Copa Regional de Futsal, com cinco gols marcados

'Hoje, procuro fazer o melhor do lado de fora', diz a árbitra
Há pouco tempo, Paula decidiu parar de jogar devido à duas lesões no joelho que, consequentemente, a levaram a duas cirurgias. "A convivência com a dor devido às lesões e o fato de ter decidido trabalhar com arbitragem me fizeram tomar essa decisão. É uma visão totalmente diferente de ser atleta. É ter a responsabilidade de dar um bom andamento ao jogo. É ter firmeza, destreza e uma responsabilidade. É procurar fazer o melhor ali do lado de fora pois já se sabe como é estar dentro de quadra jogando."
No final de 2018, ela fez o curso de arbitragem da FGFS (Federação Gaúcha de Futebol de Salão). Logo após, passou a fazer parte da Associação de Árbitros da Região Noroeste. "Como árbitros temos a função de aplicar as regras do jogo e decidir qualquer divergência de sua prática", explica, informando que já participou de um campeonato de base, em Três de Maio, atuando na arbitragem.
Para ela, ser árbitra é forma de poder continuar no esporte que tanto ama. "Parar de  jogar foi uma decisão muito difícil, pois meu sonho sempre foi ser uma atleta profissional, então, mesmo não conseguindo realizar este sonho, trabalhar com a arbitragem me deixa mais próxima das quadras e me faz mostrar a mim mesma e as pessoas que estão comigo que o futsal é um lugar ótimo para as mulheres."
Ao ser questionada sobre o conselho que daria para as meninas que sonham em seguir a carreira, ela orienta: "ser mulher e jogar futsal ou futebol em um mundo totalmente masculino requer muito esforço, dedicação, treinar e treinar; sem treino não chegamos a lugar nenhum". "Temos que ter coragem para seguir em frente, para enfrentar os preconceitos que infelizmente a sociedade ainda coloca em todas as mulheres que jogam futsal/futebol. E coragem para mostrar ao mundo que não deixamos de ser mulher por jogar futsal/futebol. E ainda mais coragem para mostrar que lugar de mulher é onde ela quiser estar", finaliza.


'O futsal nos engrandece quando vemos nas novas gerações que servimos de exemplo para que elas continuem jogando', afirma a árbitra da Associação de Árbitros da Região Noroeste, Paula Eloísa Hunhoff, 27 anos, de Boa Vista do Buricá



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