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Confirmado o primeiro caso de gripe H1N1 em Três de Maio

30/08/2019 - Por Jornal Semanal
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Jovem, de 25 anos, está no grupo de risco e não havia se imunizado

Embora dentro do grupo prioritário da vacinação contra influenza, pelo Sistema Único de Saúde, a paciente que contraiu o vírus H1N1, em Três de Maio, não havia se imunizado.
Na última segunda-feira, 26, o laudo com a confirmação do caso veio do Laboratório Central do Estado (Lacen). A jovem, de 25 anos, chegou a ficar internada alguns dias na UTI do Hospital São Vicente de Paulo, mas na manhã de segunda-feira, seu quadro apresentou melhoras e ela foi para o quarto, onde  permanecia internada em recuperação, nessa semana. 
Segundo a coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, enfermeira Tatiane Wächter, a paciente é diabética. "Não sabemos o motivo pelo qual ela não estava imunizada. O fato é que muitas pessoas, ainda nos dias de hoje, têm resistência em fazer a vacina. Mesmo sendo tão importante. As doses estão disponíveis para os grupos prioritários justamente porque são eles os mais suscetíveis à doença e têm maiores complicações ao adquirir o vírus. Isso nos entristece", diz a enfermeira, informando que a jovem foi medicada com Tamiflu (Fosfato de oseltamivir, indicado no tratamento da gripe H1N1 em casos graves).
No entanto, Tatiane ressalta que a população não precisa ficar alarmada. "O vírus está em circulação, e sempre vai estar, por mais que se façam campanhas de vacinação e se imunize a população. Existem outros casos suspeitos na região. Em Três de Maio foi o primeiro do ano, esperamos que seja o único". 
A enfermeira destaca que a vacina é trivalente, protege contra três tipos mais importantes de gripe e que estão em maior circulação (vírus H1N1, o H3N2 e o influenza do tipo B) e por isso todo ano é preciso ser refeita. "Nesse sentido, reforço a importância da prevenção em todas as épocas do ano, para qualquer vírus da gripe, não só H1N1: procure evitar locais com aglomeração de pessoas, lave bem as mãos e adote cuidados de higiene em geral".
Geralmente, o público-alvo da campanha de vacinação contra a gripe é composto por crianças de seis meses até menores de seis anos, gestantes, puérperas, pessoas com 60 anos ou mais, indígenas e pessoas com comorbidades (entre elas, diabetes, doenças cardíacas, hipertensão), as quais têm mais risco de ter complicações graves em decorrência da influenza. Além disso, também fazem parte do público alvo profissionais da saúde, professores das escolas públicas e privadas, pessoas privadas de liberdade e profissionais do sistema prisional.

Enfermeira Tatiane Wächter, coordenadora da Vigilância Epidemiológica 

38 mortes por gripe no RS 
No Rio Grande do Sul, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, até o dia 10 de agosto, foram notificados 2.212 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Dentre os casos de influenza, 72,2% confirmaram para A (H1N1), 21,6% para A(H3N2), 2,4% para B e 3,6% para Influenza A não subtipado.
Na quarta-feira, 28, foram confirmadas 38 mortes por gripe em 2019 no Estado. As mortes registradas envolvem contaminações de três tipos de vírus influenza (A-H1N1, A-H3N2 e B). A maior parte delas é de pessoas com idades entre 62 e 84 anos, totalizando 20 mortes. Dos pacientes em óbito, apenas quatro haviam se vacinado. O Rio Grande do Sul teve até agora 245 casos confirmados da doença. 
A quantidade de mortes neste ano é menor na comparação com o mesmo período de 2018. De janeiro até agosto do ano passado, a Secretaria da Saúde contabilizava 79 mortes por influenza.  

É boato que chá de erva-doce cura a gripe 
Mensagem de que a bebida teria a mesma substância do Tamiflu espalhou-se pelo WhatsApp. 
Mentira: essa erva não combate o vírus influenza

Se você  recebeu no WhatsApp a história de que o diretor do Hospital das Clínicas de São Paulo orienta, entre outras coisas, a tomar chá de erva-doce para curar a gripe, em especial a provocada pelo vírus H1N1, IGNORE 
A mensagem diz que o chá teria as mesmas substâncias do Tamiflu, um conhecido remédio antiviral que é usado contra o influenza.
O texto vem até com a receita de tomar a bebida de 12 em 12 horas - quem propõe isso é "um" infectologista do Hospital São Domingos. Pois bem: não curta e nem compartilhe, porque é notícia falsa.
Esse boato, aliás, nem é novo. Em 2009, quando houve uma epidemia de gripe provocada eminentemente pelo vírus H1N1, ele já havia sido disseminado. Fake news é assim: vira-e-mexe ela volta (às vezes readaptada) para tentar se aproveitar dos desavisados.
O fato é: o chá de erva-doce, por mais saboroso que seja, não possui Fosfato de oseltamivir, o princípio ativo do Tamiflu. "Ele não tem nada de antigripal. Não existe nenhum chá comprovadamente eficiente para combater o influenza", sentencia Nancy Bellei, da Sociedade Brasileira de Infectologia.
Os chás em geral podem ajudar o paciente por serem relaxantes e contribuírem para uma hidratação adequada, o que é importante ao lidar com a gripe. No entanto, eles não devem ser vistos como remédios. 

Fique atento!
Sintomas da gripe
Os principais são tosse seca, febre alta, dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça e coriza. A febre é o sintoma mais importante da gripe e dura em torno de três dias. Os sintomas respiratórios, como tosse, tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se em geral de três a cinco dias após o desaparecimento da febre. Alguns casos apresentam complicações graves, como pneumonia, necessitando de internação hospitalar. Devido aos sintomas em comum, pode ser confundida com outras viroses respiratórias causadoras de resfriado.

Prevenção
Adote a "etiqueta respiratória":
- lavar e higienizar as mãos com frequência
- não compartilhar objetos de uso pessoal, como talher, copo e garrafa
- evitar tocar mucosas do olho, nariz e boca
- usar lenço descartável para higiene nasal
- ter boa alimentação e beber bastante líquido
- evitar contato com pessoas que estejam com sintomas da gripe
- manter os ambientes bem arejados.

Gripe pode levar a Óbito
Se não for tratada a tempo, a gripe pode causar complicações graves e levar à morte, principalmente nos grupos de alto risco como pessoas com mais de 60 anos, crianças menores de seis anos, gestantes e doentes crônicos.




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