Terça-feira, 19 de novembro de 2019
Ano XXXI - Edição 1584
(55) 3535-1033
jsemanal@jsemanal.com.br
diagramacao@jsemanal.com.br

O amor e o direito na modernidade

30/09/2019 - Por Jornal Semanal
Tweet Compartilhar
Carlos Alberto Batistella de Moraes*
Um homem enamorado e romântico, escreveu em um cartão, que havia mandado para a mulher de quem mais gostava, as seguintes palavras; o amor é um algoritmo de vários acasos e por termos tido o nosso acaso é que gosto tanto de ti e te quero ao meu lado para sempre. Um beijo no coração e na alma, não por acaso.
Incrédula e perplexa, a mulher não conseguiu se achar naquele universo de palavras aparentemente desconectadas e fora da curva, logo ela, acostumada aos romances épicos do tipo Cleópatra ou aos dramas Renascentistas trágicos ao estilo Romeu e Julieta, aquela mensagem era, no mínimo, uma obra inusitada.
Culta e instruída, sabedora de quem havia mandado aquilo, conhecedora do perfil daquele homem que era extremamente arrojado e que havia se instalado na sua vida como um posseiro, da qual jamais sairia, além de repetidas vezes afirmar que não abria a boca para dizer bobagem e não pegava uma caneta para escrever besteiras, afora o fato de ser um grande conhecedor da psicologia e da sociologia, ela foi buscar auxílio para decodificar aquelas frases.
Assim, encontrou explicação com o seu professor da graduação do curso de Ciências Sociais Aplicadas, que traduziu o recado como sendo um ponto futurista de encontro entre os destinos somáticos de duas pessoas e concluiu que eles eram feitos e moldados um para o outro. O mestre observou, ainda, que aquela evidência era devido aos princípios básicos da psicologia e da neurociência, uma moderna corrente do conhecimento, onde se detectam estímulos que cercam as pessoas em suas mais diferentes ações e reações de forma totalmente aleatória, mas com uma direção definida e crescente.
Por fim, aconselhou que ela se dedicasse intensamente naquela relação, pois iria conhecer uma felicidade sem fim. Já em casa, no seu quarto, ela encostou o cartão no peito e sentiu o coração batendo loucamente, parecendo que iria saltar para fora da blusa, enquanto duas lágrimas deslizavam serenas pelo seu rosto.

*Acadêmico de Direito da Setrem e  relações públicas do Escritório Juarez Da Silva Advogados



Indicar a
um Amigo

Comentários

Deixe a sua opinião

Veja Também

14/11/2019   |
08/11/2019   |
18/10/2019   |
11/10/2019   |
04/10/2019   |




Todos os direitos reservados - Jornal Semanal - Três de Maio - RS