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Famílias falam da adaptação à nova rotina dentro de casa

27/03/2020 - Por Jornal Semanal
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A pandemia do coronavírus afetou a vida de muitas pessoas, em várias partes do mundo. Com o surgimento de novos casos a cada momento, o isolamento social faz parte da rotina de muitas famílias como forma de conter o avanço da doença.
No país e no Estado, são mantidas as atividades dos setores considerados essenciais, seja na saúde - farmácias, hospitais, postos de saúde, entre outros -; alimentação, como supermercados; postos de combustíveis e os órgãos de segurança pública. Estabelecimentos empresarias, comerciais e industriais também adaptaram suas jornadas de trabalho. 
Em Três de Maio, bem como na região, com a suspensão das aulas em todas as redes escolares - sinônimo de muitas crianças e adolescentes em casa -, e com muitas mães e pais de folga "forçada" dos seus trabalhos, a rotina familiar sofre alterações para se adaptar à nova realidade. 

Confira o relato de algumas famílias sobre as alternativas que encontram para conviver bem nestes dias de isolamento social:

"Todas as mudanças causam estranhamento, mas quando se trata de saúde, ao invés de estranhar precisamos nos adaptar o mais rápido possível. Estamos os três em casa, Thiago, Pedro e eu. Como o meu esposo trabalha em casa, para ele não mudou. Meu filho está tendo aula em casa também e eu, mesmo atuando na área da saúde, foi possível parar por serem atendimentos eletivos. Nosso dia a dia é bastante corrido, então estamos aproveitando e fazendo coisas que a rotina diária não nos permite. O que está sendo maravilhoso! Pois ficar em casa com quem amamos nunca será ruim. Os cuidados estão redobrados com a higiene, sendo prudentes, seguindo as orientações dos órgãos de saúde e principalmente, tendo o nosso momento de oração, que é indispensável não somente nesse momento, mas em toda a nossa vida. E assim vamos seguindo, confiando e clamando a Deus. Creio que tudo tem um propósito", diz Juliane Teixeira da Silva, 37 anos, secretária; casada com Thiago Dutra da Silva, 38, empresário; pais de Pedro Afonso Teixeira da Silva, 9 anos, moradores de Horizontina. Veja fotos abaixo.




"Aqui em casa estamos todos juntos. Meu marido trabalha numa empresa de segurança e ganhou férias por quinze dias. Eu trabalho numa fábrica de móveis e também estamos parados por duas semanas. A previsão é retornar ao trabalho quando iniciarem novamente as aulas. Nossa filha, Laura, de 8 anos, está sem aula; ela estuda na terceira série, na EMEF Germano Dockhorn. Conciliamos os afazeres de casa com brincadeiras e atividades com ela. Muitos só lembram de Deus nessas horas, mas a nossa família não. Conversamos bastante e procuramos ter momentos para fortalecer nossa fé, lendo a Bíblia, assistindo e escutando histórias bíblicas. E quando precisamos de alguma coisa do mercado, o Luís é que vai buscar", relata Janise Aparecida Souza Page, 34 anos, casada com Luis Alberto Page, 36; pais de Laura Beatriz Souza Page, 8 anos; moradores de Três de Maio

"Com tudo que vem acontecendo, precisamos nos adaptar e seguir todas as recomendações, principalmente no que diz respeito ao confinamento social. Meu marido continua trabalhando; ele é Policial Civil. Saímos somente para o essencial. A Maria Valentina está sem aula, no Jardim B, do Colégio Dom Hermeto. Então estamos realizando atividades escolares, recomendadas pela escola e atividades ao ar livre, no pátio de casa. Temos fé que logo tudo voltará ao normal e poderemos retornar a nossa rotina, todos com saúde!", diz Karla Pandolfo Corrêa, 30 anos; casada com Paulo Vitor da Silva, 33 anos; pais de Maria Valentina, 5 anos, moradores de Três de Maio.

"Tenho aproveitado para ficar mais tempo na cama de manhã, já que meu hábito é levantar às 6 horas. Quando levanto faço um café delicioso, tentando seguir uma alimentação saudável. Terça fiz um bolo para o lanche da tarde. Estou aproveitando o tempo para aprimorar meus dotes culinários. Risos. Ajudo no almoço e depois aquela sesteada básica, que eu amo. Na parte da tarde aproveito fazer alguma atividade física. Preparo algo pra comer, olho as redes sociais, converso com as vizinhas a distância, no pátio. E no fim do dia aproveito para ficar com o meu noivo, Luciano, que ainda está trabalhando. Quando ele chega do trabalho tem todos os cuidados necessário com a higiene, toma um banho e, então conversamos sobre como foi o seu dia. Eu fico muito carente só em casa", explica Patricia Dillenburg, fisioterapeuta e professora de pilates, São José do Inhacorá.


"Estou cuidando do Samuca (filho Samuel, de 1 ano) e fazendo umas costuras em feltro para ocupar a cabeça. O Samuel adora brincar na rua. Ainda bem que temos pátio porque dentro de casa, com esse calor, não é fácil. O marido Wagner Kohks, que é técnico agrícola, segue trabalhando na colheita de soja", conta Jaqueline Kohls, consultora de vendas, Boa Vista do Buricá.

"Estou em casa com as crianças, a Marina, de sete meses e o Eduardo, de 8 anos. Mudou a rotina de não sair para passear, e ir aos lugares. Porque sou autônoma, trabalho como costureira. Mas meu marido Edson trabalha como motorista de uma distribuidora de alimentos. Aqui no interior é mais tranquilo. Mas igual estamos tomando todos os cuidados necessários". Niseli Taborda, casada com Edson Taborda, pais de Eduardo e Marina, moradores de Consolata, interior de Três de Maio.


"É bem estranho ficar somente dentro de casa sem poder sair. Mas estamos enfrentando isso tudo com a ajuda de todos de casa. O pai e a mãe (ambos perto dos 60 anos) não saem de jeito nenhum. Eu com a Lívia, que está com dois meses, passo a todo momento lavando as mãos, toda vez que pego ela. Também vou higienizando tudo, passando pano com álcool na casa e em todas as coisas dela. O Alex vai no mercado uma vez a cada 3 dias... e vai rapidinho; volta e corre tomar banho sem encostar em nada... a roupa dele já vai pra máquina de lavar na hora. E quanto a saudade de quem a gente via todo dia, matamos por vídeo chamada no Whatsapp. Graças a Deus  temos a Lívia pra nos entreter. Mas não vejo a hora disso tudo passar", diz Tanise Sa Pereira, 23, casada com Alex Bonmann, 30, pais de Lívia, 2 meses, moradores de Santa Rosa.

"Os dias tem sido bastante estranhos, sinto falta do convívio diário com as clientes, de desafios, de ver o sorriso de satisfação e da roda de chimarrão. Mas acredito que este tempo também é de grande valia no que diz respeito ao tempo com a família, a ter mais cuidado com os que amamos e ver as coisas simples de novo, que às vezes, na correria do dia a dia, esquecemos de valorizar. Tudo isso é por um bem maior, a vida de todos. Aproveitei o tempo pra praticar muito e fazer cursos novos", afirma Marlici Ludwig, cabeleireira, São José do Inhacorá.






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