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A situação das casas noturnas de Três de Maio

01/02/2013 - Por Jornal Semanal
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Após o incêndio na boate Kiss em Santa Maria, prefeituras, corporações de bombeiros e os governos anunciam medidas para aumentar a fiscalização de casas noturnas.
Na maioria das grandes cidades, autoridades determinaram que fossem realizadas vistorias em todas as casas de diversão, a fim de verificar se os proprietários cumprem as exigências legais para o seu funcionamento.  Há uma proposta de legislação que deve unificar as normas básicas de segurança em edificações para todo o território nacional.
No Estado, a preocupação com a segurança desses locais também mobiliza moradores de várias cidades, inclusive da região Noroeste, com a finalidade de evitar que novas tragédias como esta venham a se repetir.
Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros de Três de Maio, Marco Antonio Ferreira Barreto, em relação à prevenção, todos os estabelecimentos no Estado do Rio Grande do Sul devem se adequar a legislação estadual vigente (Lei 10.987 de 11 de agosto de 1997), independente da atividade.
Barreto explica que cabe ao Corpo de Bombeiros fiscalizar a execução do plano de prevenção (PPCI - Plano de Prevenção e Proteção contra Incêndios) em conformidade com a lei, testar os equipamentos e sistemas instalados, solicitar laudos, entre outros. "Não é atribuição do Corpo de Bombeiros fiscalizar o tipo de material utilizado na construção ou revestimentos da edificação", ressalta.
O comandante explica que o Plano de Prevenção e Proteção contra Incêndios é uma previsão, um check-list dos sistemas e equipamentos de prevenção e proteção contra incêndios, que devem ser instalados em uma edificação, levando-se em consideração a área edificada, a altura e o tipo de ocupação. "Somente estão isentos da apresentação do PPCI, as edificações de ocupação unifamiliares", esclarece.
Sobre a situação específica de Três de Maio, Barreto informa que estão protocolados no Corpo de Bombeiros cinco PPCI's referentes a estabelecimentos classificados como locais de reunião de público do tipo clubes sociais ou boate, dois com alvará de prevenção e proteção contra incêndios em dia e os demais com renovação encaminhada. "Os estabelecimentos que estão com o processo de renovação encaminhado podem funcionar sim, existe um prazo legal para a renovação. Estando dentro deste prazo, estão dentro da lei", esclarece.
A recomendação de procedimento para as pessoas que se encontram em locais de sinistro, é a mesma, seja qual for o ambiente: abandonar o local de forma rápida e segura, orienta o bombeiro.


Armazém Liquid, uma das casas mais frequentadas na região,
tem três saídas de emergência


Referência em entretenimento para os jovens, o Armazém Liquid é uma das casas noturnas mais badaladas do Noroeste do Estado. Fundado em julho de 2005, o Armazém Liquid é de propriedade de Mateus Caraffa Casali e Graziele Guidolin da Silveira.
 Os sócios/proprietários contam que quando o local foi projetado, a principal preocupação foi atender as exigências da legislação vigente, bem como proporcionar um ambiente agradável e seguro aos clientes.
O Armazém Liquid tem 735 m², duas entradas e três  saídas de emergência (sinalizadas e com barra anti-pânico, corredores largos, para funcionarem como rota de fuga). A capacidade é para mil pessoas.
Graziele explica que todos os alvarás de funcionamento estão em dia e em vários pontos da casa estão instalados extintores de incêndio. "Não possuímos nenhum tratamento acústico, toda casa é feita com paredes de tijolos, maciços e duplos. Ou seja, em nossa casa não há nenhum tipo de espuma acústica. Não há materiais inflamáveis na estrutura do local".
A sócia/proprietária informa que já ocorreram shows pirotécnicos dentro da casa, em duas oportunidades. "A primeira em  uma festa de 15 anos e a outra numa apresentação sertaneja. Mas ambos artefatos eram permitidos em ambientes fechados."
Na casa noturna não se trabalha com comandas, apenas com fichas. Os funcionários mais antigos são treinados e qualificados, e conhecem bem o funcionamento do local. "Os novos colaboradores estão recebendo informações sobre saídas de emergência caso ocorra qualquer situação de perigo orientar as pessoas a evacuar a casa".
Segundo Graziele, outras medidas serão tomadas a fim de aumentar a segurança no local. Entre elas, a colocação de faróis de leds com bateria independente; alarme de incêndio e a apresentação de um vídeo educativo sobre as saídas de emergência e a maneira mais segura de evacuar a casa em caso de emergência.


Bangô Bar segue todas as normas exigidas pelo Corpo de Bombeiros

Os empresários Joel Rambo e André Abeh Pereira são sócios-proprietários do Bangô Bar, fundado em 31 de junho de 2009. Localizado na Avenida Senador Alberto Pasqualini, em Três de Maio, o local é um dos pontos de encontro dos jovens nas baladas de sexta-feira.
Segundo Joel, a casa noturna tem 230 metros quadrados. "Em virtude do espaço não há necessidade de ter mais uma porta para entrada/saída de pessoas exigida em lei. Porém, há mais um acesso lateral que pode ser utilizado como saída de emergência. Tudo está marcado com placa de iluminação".
Joel ressalta que o pub segue todas as normas exigidas pelo Corpo de Bombeiros, conforme inspeção realizada por eles periodicamente.
O Bangô tem capacidade para receber 200 pessoas. No ambiente não há presença de materiais inflamáveis; nunca foram realizados shows de pirotecnia e é expressamente proibido fumar lá dentro.
A casa noturna não adota as comandas para venda de bebidas e lanches. Conforme Joel, para evitar o acúmulo de filas de pessoas na saída,  são utilizadas fichas dos produtos.
Joel destaca que quando das realizações dos eventos, são disponibilizados seguranças treinados e capacitados com cursos e treinamentos para incêndios e tumultos. "O Bangô Bar sempre teve preocupação com a segurança e bem-estar dos seus clientes, por isso sempre dispõe de colaboradores capacitados em todos os eventos".



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