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Adesão à greve atinge 85% das escolas do 35º Núcleo do Cpers

26/04/2013 - Por Jornal Semanal
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Categoria reivindica o pagamento do Piso Salarial Nacional e cobra do governador Tarso promessas de campanha

Os trabalhadores em educação do Rio Grande do Sul paralisaram as atividades de terça-feira até ontem, defendendo escola pública de qualidade e a valorização salarial dos professores e funcionários de escola. A mobilização fez parte da greve nacional coordenada pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), apoiada pela Central Única dos Trabalhadores e coordenada pelo Cpers/Sindicato no Estado.
A principal reivindicação da categoria é o pagamento do Piso Salarial Nacional. Em nível de 35º Núcleo do Cpers/Sindicato, com sede em Três de Maio e abrangência em nove municípios, a adesão a paralisação foi muito forte. Em torno de 85% dos professores e funcionários de escola aderiram ao movimento, conforme a diretora do núcleo, professora Vera Maria Lessês.
Nos três dias de paralisação, o Cpers/Sindicato realizou ato público estadual, em frente ao Palácio Piratini (na terça-feira), em Porto Alegre e Marcha em Brasília para protestar contra o Acordo Coletivo Especial, exigir a anulação da reforma da previdência e a implementação do Piso Nacional (na quarta-feira). Dia 24, o 35º Núcleo do Cpers realizou panfletagem nas rótulas de cada município da sua área de ação e ontem, dia 25, uma Plenária na Câmara de Vereadores de Três de Maio, para avaliar a greve e discutir a continuidade da mobilização.
Além da greve nas escolas estaduais no município, a Associação dos Professores Municipais de Três de Maio (Apromut) decidiu em assembleia geral paralisar as atividades na quarta-feira em solidariedade à rede pública estadual.
Segundo Vera, o manifesto alerta que promover a Educação Pública, gratuita e de qualidade é dever e obrigação do Estado. "Para isso é que servem os tributos, impostos pagos por toda a sociedade. Em 2010, durante a campanha eleitoral, o  então candidato, hoje governador do Estado, Tarso Genro prometeu que se eleito fosse pagaria o Piso Salarial Nacional para o Magistério. Também criaria um Piso Estadual para os funcionários de escola e manteria os atuais Planos de Carreira. Mas, até agora, Tarso vem descumprindo suas promessas e ignora a legislação federal", ressalta.

As reivindicações da categoria

- O cumprimento da Lei do Piso Salarial Profissional Nacional. A lei prevê que o vencimento deve ser de R$ 1.567,00, a categoria recebe atualmente R$ 977,02 para 40 horas;
- O cumprimento da Lei do Piso que também prevê 1/3 da carga horária para hora/atividades, isto é, para planejamentos pedagógicos;
- A aplicação dos 35% previstos na Constituição Estadual que devem ser destinados à educação;
- O descaso com as escolas, o sucateamento, a falta de manutenção, a precariedade e insegurança que vivem os alunos pela falta de infraestrutura adequada;
- A reforma do Ensino Médio transformado em Politécnico feito aleatoriamente sem consultar professores e a comunidade escolar;
- O governo faz uso de propagandas mentirosas;
- Os salários dos profissionais em educação sofrerão um novo ataque porque a alíquota da Previdência foi alterada de 11% para 13,25% e será descontada a partir deste mês.

Fonte: 35º Núcleo do Cpers/Sindicato



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