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Safra de soja praticamente concluída

06/05/2013 - Por Jornal Semanal
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Com menos de 2% para colher, em Três de Maio, a produtividade média ficou em 44  sacas/hectare

Em Três de Maio, conforme o engenheiro agrônomo Fábio Karlec, a safra está praticamente concluída, restando apenas as lavouras de segunda safra, que são de 2% no município. Estas, por sua vez, irão apresentar quebra por causa da ferrugem. A área total plantada era de 25,5 mil hectares e a média prevista era de 44 sacas/hectare, o que foi confirmado.
Em Independência, de acordo com Paulo Sartori, nos 20 mil hectares plantados, a produção média foi de 37 sacas/hectare. A média ficou um pouco abaixo da estimada, que era de 40 s/h. O técnico comenta ainda que produtores chegaram a colher 50 e até 55 s/h e outros de 20 e 25 s/h e alguns até menos.
Em Boa Vista do Buricá, o técnico Vanderlei Sipp ainda não possui os dados oficiais, pois o município realizará a reunião com o IBGE nesta sexta-feira, para reunir o número oficial da safra. A estimativa no município era de colher uma média de 40 s/h.
De modo geral, no Rio Grande do Sul, a colheita da primeira safra foi considerada um pouco atrasada em relação ao ano passado. Até a semana passada o Estado havia colhido 44% de areal total plantada, sendo que no mesmo período do ano passado a colheita estava em 55%. Contudo, a estimativa ainda é de uma safra recorde, com 12,2 milhões de toneladas de soja colhidas nesta temporada.


Problemas com o plantio direto

Nas lavouras de Independência também foram detectados problemas com o plantio direto. De acordo com Paulo Sartori, mesmo com uma boa safra e apesar da fraca estiagem que ocorreu no início do ano, os técnicos constataram que o plantio direto está "doente", ou seja, foi realizado muito sobre a monocultura com o solo sem estruturação física. "As plantas não se desenvolveram como o esperado, pois o solo não teve capacidade de absorver a água e isso levou a uma produção menor em algumas áreas", explica.
A ideia dos técnicos agora é incentivar os produtores a usar plantas de cobertura de solo para tê-lo como uma caixa para armazenar água, para que, quando houver estiagem, a cultura não sofra tanto.


Ferrugem asiática provoca perdas de cerca de 40%

Plantas da segunda safra foram afetadas pela doença, ocasionada pelas condições climáticas.
A ferrugem asiática afetou praticamente todas as lavouras de soja da segunda safra na região. As perdas serão significativas, em torno de 30% a 40%. Segundo os técnicos, este foi um ano atípico, pois a umidade, devido às constantes chuvas do último mês, juntamente com as temperaturas amenas ocasionaram a doença nas plantas. O aparecimento de percevejos na lavoura, devido às colheitas da primeira safra, também contribui para a quebra na safra.
Conforme o técnico agrícola da Emater de Boa Vista do Buricá Vanderlei Sipp, não houve controle da situação. "O controle que antes era realizado a cada 15 ou 20 dias, hoje está sendo feito a cada 8 ou 10 dias e, ainda assim, não está sendo controlado", revela Sipp. Ele ainda comenta que mais que estas aplicações tornam-se inviáveis, pois não paga os custos de produção.
A situação é a mesma em Independência.  Conforme o técnico em agropecuária da Emater Paulo Ricardo Sartori, por mais que os produtores tenham realizado tratamento preventivo, não adiantou. "Praticamente todas as lavouras foram afetadas. Produtores fizeram até cinco tratamentos, mas, mesmo assim, a ferrugem atacou as lavouras", relata Sartori.




FOTO: DIVULGAÇÃO/JS



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