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Uma supermãe de cinco filhas

10/05/2013 - Por Jornal Semanal
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Marli Inês Irber Redel, 62 anos conta como foi e é ser mãe de cinco meninas, sendo a diferença entre a mais velha e a mais nova de apenas 13 anos

Entre inúmeras trocas de fralda e muitas mamadeiras, muito  amor, dedicação e carinho, a professora Marli Inês Irber Redel criou com o marido, advogado Roque Edison Redel (em memória), as cinco filhas: Cláudia, Sandra, Roberta, Laura e Luísa.
Inês e Roque Edison casaram-se jovens, em 31 de janeiro de l969. A primeira filha nasceu em 29 de março de 1971, quando ela tinha 20 anos. Tanto Inês quanto o marido vieram de famílias numerosas e continuaram neste sistema. "Não havia planejamento sobre número de filhos, nem se questionava qual seria o melhor período. Aos 33 anos, nossa casa estava florida com cinco bonecas vivas. Lindo demais!", recorda.


As lembranças da infância

Muitos fatos marcaram a infância das meninas. Quando pequenas, o casal comprava cinco litros de leite diariamente para preparar as mamadeiras das filhas. Após o almoço, todas iam dormir. Cada uma com sua mamadeira, porém todas no mesmo quarto. Como Inês lecionava, o tempo tinha que ser muito bem cronometrado e aproveitado.
Ela deitava com as filhas, contava uma história, pedia que fechassem os olhos e em 15 ou 20 minutos elas adormeciam, e assim Inês saia para lecionar.
Outro fato  que marcou muito a vida desta mãe, foi quando a empregada faltava ao serviço,  principalmente nas segundas-feiras. Naquela época, Inês lecionava em São José do Inhacorá. Aí colocava um colchão no carro, na época uma Variante, deitava os assentos e, colocava as meninas todas deitadinhas. Chegando à escola, elas ficavam brincando  num espaço com areia até o término das aulas. Inês sempre dava um jeito de contornar tudo.
Apesar de trabalhar 40 horas semanais como professora, a relação com as filhas sempre foi muito tranquila e presente. "Me entreguei de corpo e alma, dei sempre o melhor de mim. Nunca fui braba e muito menos gritava com elas. Havia muita organização, obediência e limites. Elas tinham horário para tudo: acordar,comer, fazer tarefas, brincar, tomar banho e dormir, às 2l horas. Foram sempre muito responsáveis,tanto que nunca precisei ajudar nas tarefas escolares", conta.


Os desafios da adolescência

Os momentos de alegria também eram divididos com momentos de preocupação. A fase da adolescência não foi nada fácil. "Ao mesmo tempo eu tinha filhas pequenas e adolescentes. O trabalho e as preocupações dobraram. Foi um período de contestações e de autoafirmações. Apesar da educação que receberam houve grandes contratempos. Duas meninas engravidaram nesta fase. A situação foi muito difícil, pois eram adolescentes tendo filhos. Me tornei avó aos 39 anos".
Para ela, às vezes as mães não se dão conta que as filhas crescem, que o tempo passa e quando menos se percebe os filhos estão na adolescência. "Precisamos estar bem próximas para esclarecer dúvidas e orientar sobre a sexualidade e relacionamentos".  
A superação do câncer
de mama
Com as filhas todas adultas, Inês descobriu um câncer de mama. O apoio das filhas foi fundamental para enfrentar a doença. "No dia da cirurgia todas estavam presentes. Durante o tratamento, que realizei em Porto Alegre, sempre tive a companhia de uma delas. Essa presença foi fundamental, pois minimizou o sofrimento e as angústias. O câncer que eu tive era de mutação genética,o que causou pânico em todas nós, por ser uma família de mulheres. Hoje, todas convivem de maneira tranquila, fazendo seus exames periodicos e cuidando da saúde".


Amizade entre mãe e filhas

A relação entre mãe e filhas sempre foi de muito carinho, amizade e respeito. Elas falam sobre tudo. O que uma sabe, todas sabem. Existe muita confiança e união, troca de idéias e sugestões. Alegrias e tristezas são partilhadas. "Somos um grupo de amigas. Cada uma com suas particularidades e diferenças. Sabemos como nos relacionar, respeitando as individualidades. Nos amamos".
Por isso, Inês preferiu não interferir nas escolhas profissionais das filhas. Nenhuma das cinco filhas escolheu o magistério. "Sempre amei minha profissão e passei este amor para elas. Mas cada uma com sua personalidade, seguiu a carreira que mais se identificou e sempre apoiei elas em suas escolhas", avalia.


A relação nos dias de hoje

Atualmente, Inês está com 62 anos, é professora aposentada e integrante do Instituto da Mama de Três de Maio, onde atua como voluntária vitoriosa, por ter vencido a luta contra o câncer de mama. Ela ficou viúva há seis anos.
Com orgulho, conta por onde andam as filhas. Cláudia, 42 anos, reside em Jaraguá do Sul (SC) trabalha na área de gastronomia e é sócia proprietária de um restaurante. Sandra, 39 anos, reside em Chapecó (SC), atua na área comercial. Roberta, 37 anos, mora em Santo Ângelo, e é servidora do Ministério Público Estadual. Laura, 34 anos, reside em Três de Maio, onde exerce a mesma profissão do pai, ou seja, é advogada. Luísa, 29 anos, mora em Blumenau (SC) e trabalha em uma cooperativa de crédito como gerente.
Inês tem sete netos, cinco biológicos e duas do coração, Alana 23, Vinícius 23, Bruna 18, Vitor 16, Giulia 14, João Pedro 10 e Gabriela 5.
Para essa supermãe, cada pessoa é responsável pela  sua  história. "Por isso, construa-a com consciência. Cuide bem do seu corpo e da sua alma. A vida é um presente de Deus".


FOTO: STUDIO CRIATIVO



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