Sábado, 21 de julho de 2018
Ano XXX - Edição 1516
(55) 3535-1033
jsemanal@jsemanal.com.br
diagramacao@jsemanal.com.br

Novas tecnologias para as propriedades rurais

13/05/2013 - Por Jornal Semanal
Tweet Compartilhar
Na quinta-feira, no espaço da Expodinâmica, foi realizada uma Tarde de Campo, com a participação das dez empresas que estão expondo suas tecnologias e seus produtos neste local. Cerca de 60 agricultores participaram do encontro que teve a proposta de difundir as tecnologias de sementes, sistema de irrigação, caminhos da agronomia, manejo de conservação do solo (plantas de cobertura) e sistema de tratamento industrial de sementes

Sistema de irrigação automatizado

    Na exposição da empresa Casa da Semente um dos destaques é a apresentação do sistema de automatização de irrigação. O engenheiro agrônomo Cesar Osmar Arndt e o técnico de informática Anderson Rusch explicam como funciona este sistema.
Rusch declara que hoje com sistema de irrigação o agricultor consegue reduzir as perdas e tem um aumento da produção em torno de 40% a 50%, conforme o sistema de irrigação que é instalado. "O sistema de irrigação automatizada é mais utilizado devido a escassez de mão de obra na agricultura. Ele funciona através de setores, com um Controlador X Core que é utilizado e programação por setores".
    Ele exemplifica. "O agricultor vai programar para utilizar a irrigação automatizada num horário das 21h às 5h. Neste horário a luz é mais barata para o produtor. Então a tarifa da energia seria menor e o produtor pagaria menos luz", informa.
    O sistema é programado, se liga e desliga automaticamente. "A irrigação vai ser conforme a necessidade da planta. Vai ser programado de acordo com a escassez da chuva, por exemplo, de 10 a 15 milímetros por dia, para chegar ao final da sua lavoura ter irrigado tudo, descansar o sistema uns dois ou três dias e voltar a irrigar novamente".
    O técnico ressalta que a fonte de capactação é feita atavés de barragens, açudes, cisternas, ou rios, mas que é necessário obter licenças. "O ideal é ter licença porque o produtor fica mais seguro porque vai estar trabalhando dentro da lei".
    Segundo o engenheiro agrônomo, essa tecnologia foi trazida de Israel. "Foi a alternativa encontrada lá, porque chove em torno de 200 milímetros por ano. E na nossa região chove 150 por mês média. Em Israel eles fazem a captação da água e utilizam o sistema automatizado. Ele se liga conforme a planta necessita".
    Arndt enfatiza que o valor deste sistema é muito variável, porque depende muito da localização da fonte, a declividade da propriedade, entre outros fatores. "Por exemplo, um hectare irrigado pode chegar a cinco mil reais para uma propriedade como pode ser de até dez mil para outra. Cada caso é um caso".
    A empresa está tendo boa demanda pelo produto. "Como temos a atividade leiteira em destaque, a maioria dos sistemas instalados é via aspersores convencionais para pastagens na nossa região. Temos umas 15 propriedades instaladas com o sistema. Temos mais de 70 pedidos de produtores interessados. O momento é agora porque há bastante linhas de crédito para irrigação e programas do governo".

Setrem apresenta sistema de hidroponia sustentável

    A Setrem está presente no espaço da Expodinâmica com um sistema de hidroponia. Segundo Claudinei Schmidt, professor dos cursos de Agronomia e Técnico em Agropecuária da Setrem, esse sistema é semihidropônico, adaptado a realidade local. "O que difere do sistema hidropônico normal é que ele não é só a parte líquida,  tem uma parte sólida", explica.
    O primeiro princípio do sistema é para o uso doméstico, utilizando material reciclado, como madeira e garrafas pet. "A garrafa pet cumpre o papel de canal de cultivo. Dentro dela vai uma camada de pedra brita, por onde vai circular a solução nutritiva e o restante do espaço é preenchido com substrato, que vai criar o ambiente ideal para a raiz da planta se desenvolver".
    Schmidt ressalta que quando a água acumula mais ou menos na metade do pet, ele passa para a garrafa seguinte. "'e necessária uma pequena bomba, aquelas de aquário, não precisa ser potente, só para fazer a água chegar na parte mais alta".
    O temporizador  é programado e aciona o sistema três vezes de manhã e três vezes à tarde, que é o suficiente para manter o substrato úmido. "Todos os nutrientes que a planta precisa estão na água no reservatório. É um sistema fechado. Não perde água. A água que some é a que as plantas consumiram. Então a cada 15 dias ou menos, tem que repor o nível de água que a planta precisa".
    Neste sistema podem ser plantados alface, salsa, cebolinha e rúcula. "Na escola estamos fazendo um experimento com moranguinho. Desta forma é possível cultivar vários tipos de hortaliças de folha, suficientes para uma família pequena".
    Os custos giram em torno de R$ 300. Segundo o professor, o sistema tem que ficar protegido, com um sombrite, por um exemplo e colocar num local que tenha sol o dia todo, ou pelo menos na parte da manhã".


Fotos: Eduardo Erthal


Novas tecnologias para as propriedades rurais



Indicar a
um Amigo

Comentários

Deixe a sua opinião

Veja Também

18/05/2018   |
27/04/2018   |
02/03/2018   |
14/07/2017   |
23/06/2017   |
19/05/2017   |




Todos os direitos reservados - Jornal Semanal - Três de Maio - RS