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Há vagas, mas falta mão de obra qualificada em todas as áreas

31/05/2013 - Por Jornal Semanal
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É crescente a demanda por mão de obra em Três de Maio e região. Vagas de emprego existem.
Em contrapartida, há escassez de profissionais qualificados em todos os setores para preencher as vagas disponíveis.
O Jornal Semanal ouviu empresários e especialistas para avaliar a atual situação do mercado de trabalho.




Falta de qualificação ainda é um entrave para a empregabilidade

Vagas existem, mas há muitos desempregados. Especialistas e empresários avaliam atual momento do mercado de trabalho local


Falta mão deobra nos mais diversos setores em Três de Maio,
a exemplo da indústria de confecções


     Muito se ouve falar sobre as inúmeras vagas  de emprego em todas as áreas no País, assim como a falta de mão de obra qualificada. Não raros os casos onde vagas ficam por um longo período sem ser preenchidas, à espera de profissionais com o currículo desejado.
     Uma pesquisa feita pela Fundação Dom Cabral de São Paulo  revelou que 92% das grandes empresas do país tem dificuldades para empregar trabalhadores preparados para os cargos que oferecem. Entre os principais obstáculos citados na pesquisa, realizada no ano passado, 81%  mencionaram a escassez de profissionais capacitados; 49% citaram a falta de experiência na função; e 42% reclamaram da deficiência na formação básica.
     Em Três de Maio e região não é diferente. No município, o  mercado de trabalho também encontra-se em expansão. Novas empresas estão se instalando aqui, além daquelas já estabelecidas que estão ampliando seu quadro de funcionários, aumentando assim a demanda por novas vagas de emprego. 
     Mas, apesar do momento positivo, alguns setores encontram grande dificuldades para contratação, pela escassez de mão de obra qualificada. 
     A coordenadora da agência da FGTAS/Sine (Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social/Sistema Nacional de Emprego) local, Adriane Rambo observa que os empresários estão mais exigentes na hora da contratação. "Hoje as empresas exigem mais qualificação do trabalhador. Dispomos de vagas, que não são preenchidas devido a falta de qualificação exigida". 
     Adriane também aponta outro fator, a falta de escolaridade. "A maioria dos inscritos tem apenas o Ensino Fundamental, e muitas vezes incompleto. Mas as vagas ofertadas nem sempre exigem escolaridade, mas sim a experiência na função", vislumbra. 
     Na agência do Sine, conforme Adriane, são oferecidas em média 50 vagas por mês. "No caso de vagas sem muitas exigências, como para domésticas, são preenchidas rapidamente. Outras vagas, que exigem experiência ou qualificaçao, as empresas escolhem um número maior de inscritos para fazer a seleção, optando por quem possui um currículo focado na área exigida".
    Já a especialista em Recursos Humanos e Mestre em Desenvolvimento e que que também possui uma empresa de Consultoria e Carreira, Cecília Smaneoto, revela que recebe diariamente currículos para o banco de dados da empresa e que aumentaram também as abordagens de pessoas que pedem auxílio na busca por um trabalho. "As pessoas fazem coisas incríveis para conseguir trabalho. E isto significa que existem muitos desempregados. Os motivos por estarem desempregados são muitos. Desde falta de formação até o desencontro de perfil com o cargo disponível. Para ela, deve ser considerado também esse novo perfil do trabalhador, que é um trabalhador mais tecnológico e menos braçal. A tecnologia é um meio para todos e constrói nas pessoas expectativas que não são atendidas, gerando frustração", pondera Cecília.
    Conforme a vice-diretora de Educação Profissional da Setrem, Maidi Terezinha Dalri, existe  uma disputa por profissionais em muitas área, mas especialmente na área da Tecnologia da Informação porque atualmente todas as empresas precisam de pessoas que tenham conhecimentos básicos de informática. Outro fator, segundo Maidi, é que existe uma grande procura por profissionais preparados. Porém, a inexperiência não é um ponto que exclui as pessoas dos processos seletivos e sim, a falta de vontade, de envolvimento, de interesse pela vaga, opina. 
     Por outro lado, o vice-diretor de Ensino Superior da Faculdade Três de Maio (Setrem), Sandro Ergang, destaca que os cursos superiores preparam o acadêmico para uma profissão na sua amplitude e complexidade, pois entende que o mercado de trabalho é mutável e volátil. "Precisamos preparar nossos acadêmicos para que se tornem profissionais com capacidade de se adaptar as mudanças e de construir um perfil de aprendizagem constante". 
     Para Ergang ser diplomado não é mais uma vantagem competitiva, é sim um requisito básico para quem busca uma oportunidade no mercado de trabalho e porque não dizer, obrigatório. "Uma formação sólida em uma instituição qualificada, por si só, já não é mais garantia de sucesso na hora do recrutamento e da seleção,", pondera. 
     Para o supervisor executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) Unidade Regional de Santo Ângelo, Elemar Antônio Lenz, a questão fundamental não é a carência de mão-de-obra qualificada, mas sim a falta de pessoas disponíveis, ou interessadas em ocupar as vagas disponíveis nos mais diversos segmentos da economia", avalia. 
     Conforme Elemar, se for feito um levantamento na região será constatado que existem vagas na indústria da alimentação, do vestuário, do mobiliário, da construção civil, da área metalmecânica, do comércio, dos serviços, entre outros, ou seja, algumas que exigem qualificação técnica, outras não. "Por outro lado, identificamos na região vários cursos de qualificação técnica, alguns deles com muitas vagas não preenchidas. Ora, se temos cursos de qualificação disponíveis e as vagas nesses cursos não são preenchidas, o que está acontecendo? Por que não conseguimos atrair as pessoas para os cursos de qualificação e para as vagas de emprego disponíveis na região?", questiona.

Para especialista em RH, trabalhador deve acompanhar mudanças do mundo globalizado


Especialista em Recursos
Humanos, Cecília Smaneoto


     Cecília Smaneoto, diz que os trabalhadores precisam  acompanhar as mudanças no mercado de trabalho. "Há trabalhos que têm requisitos básicos para que as vagas sejam preenchidas. Outro fator importante é esse novo mundo globalizado. Mudou o mundo do trabalho e a forma de construir resultados. O trabalhador resiste. O acompanhamento das mudanças, o exercício da liderança, a comunicação, a capacidade de relacionamento constrói um profissional diferente. É por isso, sobram vagas em cargos onde são precisos essas competências". 
     Na avaliação da consultora, existe carência de profissionais em todos os setores. Mas, para ela, a crise do trabalho é nos perfis, e não nos setores. "O comportamento humano é o que diferencia. Mas é importante a formação sim, sem formação não se atende ao básico. A experiência um dia precisa ser construída, com ela fica tudo mais fácil. Sempre afirmo que o grande diferencial hoje está no comportamento: como o profissional se relaciona, se comunica, faz resultados em equipe e como exerce liderança.".
     Para ela, o trabalhador deve se questionar: "o que eu posso oferecer para que eu consiga um trabalho, e para que eu fique nele?" E o empresário também: "o que eu tenho para oferecer para esse trabalhador ser um bom trabalhador e sentir-se motivado a vir trabalhar todo dia?", orienta.
     Em busca de alternativas, a professora orienta que o trabalhador invista em seu potencial. "Ele deve conhecer-se. Ter domínio de suas potencialidades e de seus pontos fracos. Para saber se portar frente a esse mercado competitivo". 
     Por outro lado, ela avalia que o empresário encontrará seus trabalhadores e os terá consigo quando os funcionários se sentirem parte do negócio. "Significa comprometimento".
     Cecília afirma entender a angústia dos empresários, já que o número de pessoas despreparadas para o mercado de trabalho é grande. E os trabalhadores têm encontrado muitos lugares inadequados. "É uma incógnita.      Entendo que só evoluindo e desenvolvendo comportamento que alcançaremos um lugar melhor. Não é um problema só, ele tem duas vias, a do empresário e a do trabalhador", finaliza.

A qualificação técnica como diferencial


Maidi Dalri, vice-diretora
de Educação Profissional
da Setrem

     A vice-diretora de Educação Profissional da Setrem, Maidi Terezinha Dalri, que também é sócio-proprietária de uma empresa de sistemas e soluções para internet, enfatiza que na área de Tecnologia de Informação existe carência de profissionais que tenham conhecimentos específicos. Para ela, isso se deve ao fato da área de TI, em especial, ser uma área que exige competências mais aprofundadas na área de lógica e raciocínio matemático.
     Ela declara que mesmo nesta área, se observa cenários diferentes: por um lado, profissionais que conhecem os recursos da informática, e que tem possibilidade de auxiliar em qualquer empresa que se utilize de tecnologia da informação no seu dia a dia,  mas não querem seguir na área e aqueles profissionais que se identificaram com a área e querem seguir como profissionais focados na área de TI.
     Conforme a professora, esse é o maior gargalo, e justamente onde encontram-se hoje as melhores oportunidades e as maiores remunerações, não apenas em termos de Três de Maio, mas  região, estado, país."Os profissionais que estão colocados na região, dentro da área, recebem remunerações que vão de um salário mínimo regional a 20 salários mínimos regionais, logicamente considerando tempo de trabalho, experiência e competências técnicas". Para ela, não falta oportunidade, falta, em muitos casos, disponibilidade para preparação e persistência.
     Neste contexto, segundo a professora, existem desafios que os cursos existentes nessa área visam sanar, como desenvolver as competências técnicas e pedagógicas que garantam ao profissional de TI sua inserção e permanência na área profissional em que atua.

Novos profissionais são motivados por desafios

     Maidi ressalta que é muito complicado apontar soluções ideais para a falta de profissionais, até porque as realidades empresariais, por setores e arranjos produtivos são diferentes. "Contudo, vejo que a solução desses problemas passa sim pelas pessoas e pelo seu desenvolvimento".
     Segundo Maidi, o medo das empresas em investir nos seus colaboradores pode ser compreendido pelo fato que os atuais profissionais estão construindo as suas carreiras profissionais, buscando de forma periódica novos desafios profissionais e não assumindo vínculos afetivos com o seu trabalho, o que tem levado o mercado a vivenciar grandes índices de rotatividade de colaboradores. Porém, esse mesmo fator justifica porque vale a pena a empresa continuar investindo nas pessoas. "Essa característica não é de um grupo de pessoas, mas sim de toda uma geração e com isso, da mesma forma que perdemos colaboradores, estaremos trazendo outros profissionais com outras experiências e quem sabe recontratando essa pessoa mais adiante com novos conhecimentos que talvez não teria adquirido dentro daquela empresa", avalia.
     Outra questão importante, de acordo com Maidi, diz respeito à necessidade não apenas da qualificação profissional. "Além da qualificação técnica, empresas e instituições precisam se preocupar com aspectos comportamentais e atitudinais e a melhor forma de trabalhar isso é com parcerias, envolvendo as diferentes empresas e a escola", orienta.

Paradoxo entre teoria e a prática é questionada por
empresários e até mesmo por acadêmicos


Sandro Ergang, vice-diretor
de Ensino Superior da Setrem

     Ao ser desafiado a refletir sobre o papel do Ensino Superior e falta de mão de obra qualificada no mercado de trabalho, o vice-diretor de Ensino Superior da Faculdade Três de Maio Setrem, observa que existe o paradoxo entre a teoria e a prática, uma bandeira frequentemente levantada por empresários (contratantes) e até mesmo por acadêmicos (contratados).  Segundo Ergang, a instituição tem por filosofia e princípios que os acadêmicos precisam ser empreendedores e protagonistas no "mundo do trabalho" criando "oportunidades de trabalho", e não tornarem-se reféns de um mercado.
     Ao ser questionado como avalia a questão da empregabilidade dos egressos dos Cursos Superiores, ele afirma que de forma geral o saldo é bastante positivo (próximo a 100%). "No entanto, este tipo de análise é superficial e dicotômica por não levar em conta, por exemplo, a área, a perspectiva e a expectativa do trabalho almejado ou mesmo o cargo ou função pretendida. Penso estar aí um dos grandes fatores de insatisfação por parte dos egressos, que estando empregados, atuam fora da sua área, função ou cargo desejado, gerando descompasso entre a percepção e a realidade do que se mensura por empregabilidade".
     Ergang assinala que os cursos superiores da Setrem preparam o acadêmico para uma "profissão" na sua amplitude e complexidade. "Precisamos preparar nossos acadêmicos para que se tornem profissionais com capacidade de se adaptar as mudanças e de construir um perfil de aprendizagem constante. Assim, adotamos por prática  trazer a realidade do"mercado de trabalho" para dentro da nossa proposta pedagógica em acordo com nossas diretrizes e princípios e com isto atender a maior parte das demandas de mercado".
     Conforme o vice-diretor, o que a instituição constrói com os acadêmicos são três aspectos que considera imprescindíveis para uma caminhada de sucesso: as habilidades, as competências e principalmente as atitudes. "Se estes três aspectos são bem desenvolvidos e compreendidos, servirão para toda carreira profissional e não apenas para um processo de seleção ou como preferem alguns para uma vaga de emprego, estes últimos não fazem parte da nossa proposta, nem dos nossos objetivos".
     Para Ergang, essas são apenas considerações iniciais acerca de um tema tão profundo quanto a própria raiz do problema. "Como instituição de ensino que aprende, nos colocamos à disposição para construirmos discussões e compreensões mais profundas, a fim de oferecermos guarida para as demandas da comunidade local e regional", finaliza.

Para supervisor do CIEE, nunca as empresas estiveram
tão dispostas a investir na formação de seus próprios talentos

     Conforme o supervisor executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) Unidade Regional de Santo Ângelo, Elemar Antônio Lenz, até para o no estágio, muitas vezes, existem dificuldades de encontrar estudantes para as oportunidades que se apresentam, mesmo não havendo grandes exigências ou requisitos a serem cumpridos para a contratação.
     Por isso, segundo Lenz, as empresas estão admitindo cada vez mais pessoas sem a dita "experiência", buscando apenas identificar em seus futuros colaboradores competências comportamentais que justifiquem o investimento da empresa na qualificação deste futuro profissional. "Ou seja, a empresa nunca esteve tão disposta a investir na formação de seus próprios talentos".
      Para o supervisor, este cenário é ideal para o estudante, desde que compreenda a importância da vivência prática como complemento à sua formação teórica e se busque as oportunidades, demonstrando iniciativa, interesse e persistência. "Paralelamente, é fundamental que o jovem fortaleça suas competências comportamentais, com destaque para a boa educação, o respeito, disciplina, comprometimento, espírito empreendedor, comunicação, entre outras", orienta.


E o que diz o empregador?

No meio empresarial, a reclamação é generalizada: "preciso de gente para trabalhar, mas não encontro profissional qualificado ou interessado na vaga". Para muitos empregadores, a falta de mão de obra qualificada e o comprometimento do empregado com a empresa, muitas vezes é o principal obstáculo para o sucesso de suas empresas. E esse déficit de profissionais se dá tanto em nível estratégico quanto para funções operacionais dentro da organização.
A reportagem  do Semanal ouviu empregadores três-maienses sobre a carência de
profissionais em diversos setores.

"Não há como a empresa ensinar os funcionários,
pois demanda muito tempo e se torna inviável"

"A indústria de confecções evolui e se modernizou. O trabalho de costureira, que antes era desde o desenho até a finalização da peça para ser entregue ao consumidor, não se encaixa no modelo industrial. Para suprir a carência de mão de obra especializada, deveria haver um curso profissionalizante especificadamente para o ramo de confecções. Agora estamos tentando uma nova parceira com a Setrem que visa profissionalizar empregados da parte operacional das empresas. Hoje não há como a empresa ensinar os funcionários, pois demanda muito tempo e se torna inviável. O segmento cresceu, modernizou-se e a mão de obra, o conhecimento da confecção não acompanhou.  O piso da categoria é de R$ 700. Na nossa empresa pagamos de R$ 900 a R$ 1.200. Como é uma função que não requer muito estudo, pagamos mais pela prática. Muitas vezes as pessoas procuram o emprego, mas não estão preparadas. Nosso foco hoje é o vestuário pertencente a categoria de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), exigidas por grandes empresas, como as de energia elétrica. Temos a meta de ampliar o espaço, construir um novo prédio, e assim gerar entre  35 a 40 novas vagas de emprego".
Vilson Schiavo, sócio-proprietário de uma empresa de uniforme profissionais

"Falta compromentimento"
"Temos  falta de profissionais qualificados em todas as áreas para atuar em nossa empresa. Acredito, que isso ocorre pela falta de comprometimento e também porque as pessoas não têm claro que para crescer como profissional, tudo tem que ter um começo. Muitos têm uma visão, às vezes, distorcida da diferença entre trabalhar de verdade e achar
que é escravo da empresa.
As autoridades deveriam se preocupar em qualificar mais as pessoas e as empresas, por sua vez, deveriam trabalhar com mais treinamento. Pois não adianta dizer 'você precisa atender bem', é necessário mostrar passo a passo o que é esse 'atender bem'.
A média de salário é de R$ 900",
Gerente de loja, do ramo de confecções, que prefere não se identificar

Faltam cursos de capacitação técnica

"Em nossa empresa encontramos falta de mão de obra qualificada, tanto no setor de manutenção de veículos quanto no
atendimento de venda em balcão. Essa falta de profissionais no mercado de trabalho ocorre devido a falta de qualificação e da idade mínima. A procura existe porém às vezes a lei não permite a contratação de menores. Acreditamos que uma alternativa seria de que o governo ofertasse cursos profissionalizantes gratuitos, para capacitar para o trabalho. Quanto ao salário, os valores são compatíveis com o nível de mercado  de trabalho do município e da região, valores pagos são acima do que prevê a categoria".
Evandro Carlos Schütz, sócio-proprietário de empresa de peças e serviços do ramo automotivo

 "Na nossa empresa há carência de profissionais no setor de produção, na área de corte e costura industrial. Acreditamos que isto ocorre pela falta de cursos de capacitação técnica que preparem o profissional para área de indústria, com ritmo de produção em série e pessoas interessadas em investir nessa profissão. Já estão surgindo alguns cursos, porém ainda precisamos que esses profissionais estejam mais preparados para encarar o mercado de trabalho. Uma alternativa seria a criação de cursos profissionalizantes nesses setores produtivos, que atendam as reais necessidades das indústrias de confecções de Três de Maio e região. Em média, um profissional da área da produção recebe R$ 720,00".
 Tatiana Weber, sócia-proprietária de uma empresa de uniformes esportivos e escolares

"Temos carência de profissionais na instalação e engenheria. Acredito que isto ocorre porque não existem cursos profissionalizantes nesta área em nossa região. A alternativa seria aproximar as opções de cursos nas escolas profissionalizantes da região. Em média, oferecemos um salário de R$ 1 mil ".

Jones Ceccon, sócio-proprietário de uma vidraçaria


FOTOS: EDUARDO ERTHAL; DIVULGAÇÃO J/S



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