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Japonês que conversa com a soja palestra no VII Seminário de Agronomia da Setrem

07/06/2013 - Por Jornal Semanal
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José Tadashi Yorinori esteve em Três de Maio para falar de suas pesquisas sobre doenças nas lavouras de soja do Brasil

De segunda até a noite de hoje o Campus Três de Maio da Setrem está sendo palco do VII Seminário de Agronomia, tendo o tema "Potencializando o resultado do setor agropecuário". Promovido pelo Departamento de Agronomia da instituição, o evento reuniu estudantes e profissionais das áreas agronômicas de todo o Estado e apresentou palestras ministradas por conceituados nomes do setor, com destaque para o professor José Tadashi Yorinori, o Japonês, PhD em Fitopatologia e pesquisador da Embrapa de Londrina-PR.
 O encontro está tratando de temas pertinentes e contemporâneos ao setor produtivo primário da região. Estiveram em pauta a produção de soja com títulos tratando de controles de doenças e pragas na lavoura, o Código Florestal Brasileiro, agroenergia e georeferenciamento.
Porém, a principal atração do seminário foi a presença do engenheiro agrônomo, PhD em fitopatologia e pesquisador da Embrapa no Centro de Pesquisa da Soja em Londrina-PR, José Tadashi Yorinori, conhecido com "o japonês mais famoso do mundo da soja". "Acredito que a pesquisa deve ser aliada as experiência de campo, eu sempre trabalhei no campo e usei o laboratório apenas para esclarecer o que precisávamos saber", contou Tadashi ao detalhar sobre a viagem que fez de Santa Rosa até Três de Maio, quando parou por diversas vezes para fotografar e analisar as lavouras que ainda têm soja nesta época.
Pesquisando sobre doenças da oleaginosa desde o ano de 1970 - quando as primeiras variedades do Estados Unidos da América foram introduzidas no Brasil -, Tadashi veio a Três de Maio para ministrar palestra com o tema "Manejo integrado para o controle de doenças da soja". "Esse manejo integrado é a análise detalhado das condições em que a lavoura apresenta. Para cada doença em cada lavoura há um tratamento e o manejo integrado é identificar essas peculiaridades".
Ao relatar sobre as principais doenças que atingem as plantações de soja no Brasil, Tadashi deu atenção especial à ferrugem asiática, porém, apresentou também outras moléstias enfrentadas pelos sojicultores. "Doenças de fim de ciclo que desfolham é um problema sério, pois são confundidas com a ferrugem e os fungicidas para a ferrugem tem pouca eficácia nessas doenças que crescem da folha, como as septorioses, e isto está sendo também um problema", descreveu com preocupação Tadashi, afirmando inclusive que estas doenças estão sendo subestimadas pelos produtores.
Já quanto à temida ferrugem asiática, o agrônomo pesquisado conclui que a doença ainda não é conhecida como deve. "Ainda está faltando o pessoal entender o que é esta tal da ferrugem de fato. Está se fazendo aplicações (de fungicidas) a qualquer hora, se plantando a qualquer hora, mas não se tem certezas de resultados efetivos e conclusivos", pondera Tadashi.
Conhecido também por dizer que conversa com as plantas de soja, José Tadashi reforça a opinião de que os produtores devem saber quais as reais condições enfrentadas pela lavoura. "Sempre digo que se tem que conversar com a soja, proponho sempre que se pegue um cadeira e vá sentar no meio da lavouras de soja a ponto de meio dia, com sol escaldante para conversar com as plantas. Assim, o plantador irá saber realmente quais as condições de sua plantação, do que realmente está precisando", concluiu o irreverente professor Tadashi.


FOTO: MARCELO FRIPP



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