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Na Nigéria gays serão presos

07/06/2013 - Por Marcos Salomão
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Pense em uma sociedade pouco evoluída. Pense em um país que não respeita os Direitos Humanos. Imagine um país que vai na contramão do mundo. Este país é a Nigéria...

Com 148 milhões de habitantes, o oitavo país mais populoso do mundo, seu território é situado no continente africano e dividido em 36 estados. É considerada uma potência regional e sua economia é considerada com um dos crescimentos mais rápidos do mundo. A projeção do seu crescimento é de 9% anual. Apesar disso tudo, a maioria da população vive na pobreza absoluta.

Mas não é em razão da pobreza que considero a Nigéria pouco evoluída.

Na semana passada, a Câmara dos Deputados da Nigéria aprovou por unanimidade um projeto de lei que torna crime o casamento gay, bem como os relacionamentos amorosos entre pessoas do mesmo sexo. Participar de grupos que defendem os direitos dos gays também é crime agora.

Para os namorados gays, a pena é de 14 anos de prisão. Já os que participam de organizações que defendem os direitos homossexuais podem pegar até 10 anos de prisão.

Você deve estar pensando que surgirão passeatas na Nigéria defendendo os direitos dos homossexuais, bem como manifestações em todos os cantos do país. Se engana! O projeto de lei recebeu apoio popular, pois o sentimento antigay e a perseguição a homossexuais são fatores normais naquele país. Um total retrocesso em relação ao restante do mundo.

Em razão desta medida antipática, a Inglaterra e outros países mais desenvolvidos ameaçaram o corte de ajuda internacional que a Nigéria recebe. Os Estados unidos também consideram a nova lei com problemas.

Ora, não dá para fechar os olhos para as mudanças sociais que estão acontecendo no mundo. Não concordar com o casamento gay é uma possibilidade. Respeitá-lo, é um dever. Proibí-lo, tornando-o crime, é uma barbárie.  

O mundo todo caminha para a conquista dos Direitos Humanos, principalmente daqueles que sempre estiveram à margem da sociedade por discriminação ou preconceito. Expulsá-los ou torná-los bandidos não servirá para selecionar a espécie humana como outros já tentaram. Será sim fonte de ódio e de desgraça para uma civilização que não reconhece os direitos de uma parcela do povo, que outras nações já aprenderam a respeitar.




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