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Mesa educacional auxilia na alfabetização dos alunos da Apae

21/06/2013 - Por Jornal Semanal
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Projeto foi contemplado e obteve o deferimento dos recursos do Poder Judiciário

Novas formas de educar, aliando novas tecnologias para auxiliar na alfabetização de alunos especiais. Essa é a proposta da Escola de Educação Especial Helen Keller - Aapae e do Centro de Atendimento Educacional Especializado Helen Keller ao desenvolverem o projeto "Alfabetizar é Transformar Tecnologia em Conhecimento".
A iniciativa foi apresentada à imprensa e lideranças locais na manhã do último dia 13. O projeto foi viabilizado a partir de recursos de edital publicado pelo Poder Judiciário de Três de Maio, possibilitando a aquisição da Mesa Educacional Alfabeto.


A Mesa Educacional Alfabeto

A diretora administrativa da escola, Nadir Gabe, explica que a mesa possibilita familiarizar a linguagem com a escrita de modo que, as peças são encaixadas, as letras são reconhecidas por um software especial e aparecem na tela do computador, facilitando a interação e o conhecimento, reconhecendo o alfabeto e encontrando os significados das palavras, estimulando diversas formas de aprendizado.
Segundo Nadir, para a educação especial, o equipamento apresenta recursos visando sua utilização em um ambiente colaborativo com grupos de pessoas com necessidades especiais, como lupa, sistema braile, recursos de áudio, referência auditiva para letras masculinas e femininas, navegação, libras, sintetizador de voz e datilologia.


Os benefícios

A diretora ressalta que através dessa conquista, o Centro de Atendimento Educacional Especializado e a Escola de Educação Especial Helen Keller quer  possibilitar novas aprendizagens. "Os usuários poderão usufruir de uma tecnologia até então desconhecida no interior do estado, mas que para esta instituição que busca uma educação de qualidade, é uma ferramenta inovadora e com grandes perspectivas de resultados satisfatórios".
A mesa irá auxiliar na alfabetização dos mais de 200 alunos especiais da escola.
Nadir pontua que o projeto dará suporte para o exercício da atividade cognitiva, relacionado especificamente a suas características e com apoio de materiais e recursos diferenciados. "A nova tecnologia sustentará o atendimento no grupo ou no individual, através do convívio com as diferenças e com a ampliação das experiências, disponibilizando programas de enriquecimento curricular, ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização, ajudas técnicas e tecnologia assistiva".


Objetivos

De acordo com o presidente da Apae, Vilson Gentil Foletto a instituição tornou-se mantenedora do Centro de Atendimento Educacional Especializado, que tem como finalidade, oferecer atendimento educacional especializado, de forma não substitutiva à escolarização para alunos com Deficiência Intelectual e/ou Múltipla e Transtornos Globais do Desenvolvimento, matriculados no contra turno da escola regular de classe comum de ensino, para educação básica. "Um de seus objetivos é desenvolver estratégias de aprendizagem através de recursos tecnológicos e pedagógicos, tendo como processo intencional e básico a leitura, a escrita e o calculo", completa o presidente.


Entidades assistenciais podem ser beneficiadas por penas pecuniárias

Os projetos devem ser encaminhados por entidades dos municípios que compõem a Comarca de Três de Maio

O Juiz de Direito da Comarca de Três de Maio, Clovis Frank Kellermann Jr. explica como surgiu o projeto que beneficiou a Apae local. Segundo o magistrado, muitos dos processos criminais tramitam no Poder Judiciário não ensejam a pena de prisão, podendo em muitos casos haver a substituição pela pena pecuniária. Ainda, em ações penais de menor complexidade pode ser feita uma transação para evitar o processo, o que também inclui a prestação pecuniária." Estes valores são arrecadados pelo Judiciário e devem ser revertidos à entidades beneficentes. Tempos atrás o repasse era feito no momento da imposição da pena, sendo a entidade escolhida aleatoriamente e sem qualquer prestação de contas", informa.
Quando assumiu como Juiz de Direito nesta Comarca, o magistrado implantou um sistema de gestão destes recursos, com depósito em conta única, visando a atender a projetos específicos de entidades públicas e beneficentes, em prol da comunidade. "O sistema visa facilitar o controle e a prestação de contas, além de proporcionar o repasse de valores vinculados a projetos específicos. O projeto da Apae foi contemplado e obteve o deferimento dos recursos para aquisição da mesa educacional", justifica.
O valor repassado à Apae para a aquisição da Mesa Educacional Alfabeto foi de R$ 9.890,00. Conforme Kellermann Jr., a apresentação de projetos está aberta a entidades públicas e beneficentes, sendo analisados pelos juízes de Direito da Comarca, sob fiscalização do Ministério Público. O edital foi publicado no ano passado. O deferimento ou não leva em conta a prioridade em relação a outros projetos e a disponibilidade de caixa, tudo decidido em reuniões periódicas entre os juízes.
Segundo Kellermann Jr., em aproximadamente um ano de implantação desta sistemática já foram liberados valores para diversas entidades, dentre as quais Polícia Civil, Bombeiros, Brigada Militar,  pelotão mirim da Brigada Militar, Escola Glória Veronese, Apae e Escola Francisco Sales.
O juiz destaca que os projetos podem ser encaminhados por entidades dos municípios  de Três de Maio, Independência, Alegria, Boa Vista do Buricá, Nova Candelária e São José do Inhacorá, sem prejuízo de entidades de outros municípios mas que tenham atuação na comarca.



FOTOs: DIVULGAÇÃO APAE

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