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Economia de energia e água na irrigação

27/07/2012 - Por Jornal Semanal
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Inovação tecnológica capaz de medir o nível de umidade no solo em
tempo real é desenvolvida em Três de Maio


Mais uma inovação que vem a facilitar a vida do agricultor e preservar o meio ambiente é um equipamento capaz de verificar o nível de umidade no solo em tempo real. O medidor foi desenvolvido pelo professor de tecnologias da informação da Setrem de Três de Maio, Fauzi Shubeita. "Esse equipamento é um protótipo desenvolvido por uma empresa de Porto Alegre. O meu trabalho foi aprimorá-lo para uso em lavoura irrigada. O projeto iniciou em parceria com essa empresa em novembro de 2010 numa iniciativa do curso de Sistemas de Informação e Redes de Computadores em trazer inovação para as áreas estratégicas da nossa região, no caso a agricultura", explica.
O equipamento que promete a tomada de decisão mais rápida e eficiente para moderar a hora e a quantidade de água para irrigação está em fase de testes. "O nosso esforço é transformar o protótipo em um produto viável e acessível ao produtor", conta Fauzi. No momento os custos são viáveis somente para grandes propriedades, mas a ideia é que possa ser utilizado por pequenos agricultores.
A principal vantagem desse sistema é o fator ambiental e econômico para o produtor, que terá a possibilidade de poupar água e também energia elétrica consumida pelo equipamento de irrigação - que só será usado quando necessário. Também é possível utilizar esse sistema para pomares, hortas e estufas. "Proteger os recursos naturais, já escassos em nossa região castigada por secas, é uma obrigação de todos", destaca o professor.
Conforme o professor do curso de Agronomia da Setrem, Paulo André Klarmann, especialista em solos, o equipamento é uma inovação, pois normalmente uma análise em laboratório para identificar a umidade no solo demora mais de 24 horas para ficar pronta. "Até então, no processo realizado, necessitamos coletar amostras em diferentes profundidades, levar ao laboratório e secar o solo, para então determinar a porcentagem de umidade presente", afirma.


Funcionamento

O equipamento se divide tem três partes: um computador portátil, rádios de comunicação que funcionam com pilhas alcalinas e sensores instalados no solo.
Com os sensores instalados em uma profundidade de 25 cm, é possível medir o percentual de umidade no solo e transmiti-lo ao computador portátil, através dos rádios numa comunicação sem fio com alcance de até 3 km. O processo de coleta e envio dos dados é automático e como resultado final é possível ler o percentual de umidade do solo na tela do computador sem necessidade de entrar na lavoura.
Segundo Fauzi até agora foram 12 meses de testes, monitorando especialmente as culturas de milho e soja irrigados. "Atualmente ele é um protótipo funcional e corresponde a todas as expectativas do campo".
Para entrar na fase de produção comercial ainda faltam ajustes no hardware e software. A expectativa é que ele se torne um produto comercial em no máximo 18 meses. "Nesse momento é importante apresentar o protótipo para que o setor agrícola veja que existem pesquisas que estão criando as soluções que vão melhorar a produtividade da lavoura e proteger o meio ambiente num futuro próximo", salienta Fauzi.



Professor Fauzi Shubeita



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