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Fidelidade e amizade canina perdidas para a brutalidade humana / O coração do Spider

26/07/2013 - Por Jornal Semanal
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Fidelidade e amizade canina perdidas para a brutalidade humana

Rúbian C. Glienke Hellwig

Pois bem, o título do meu texto já relata o que escrevo nestas linhas. Trago algumas palavras de um poema que serviu de consolo neste momento em que choramos a perda de um animal de estimação que de forma inconsequente foi envenenado.

De fato existem pessoas que não gostam de cães.Estas, talvez, nunca tiveram em sua vida um amigo de quatro patas. Ou, se tiveram, nunca olharam dentro daqueles olhos para perceber a fidelidade e cumplicidade espelhadas neles. Quanto amor um cachorro pode nos ensinar a dar. Pode ensinar a dar amor incondicional. Amizade sem pedir nada em troca. Afeição sem esperar retorno. Proteção sem ganhar nada. E de quebra ganha-se atenção e cuidado 24h por dia. Não importa a situação um cão não se afasta dos seus. Se fez algo errado fica cabisbaixo, pedindo desculpas. Se oferece a lamber as mãos do seu dono suplicando perdão. Que bom seria se todos os humanos pudessem ver a ingenuidade e fidelidade de um cão...

Como gostaria que estas palavras tocassem o coração de todas as pessoas. Em especial ao cidadão que mais uma vez cometeu tamanha brutalidade com nossos cachorros. Num ato fútil e sem consideração largou em nosso pátio, como se fosse um sorteio, o veneno letal. E como das outras vezes, na inocência canina foi ingerido causando dores e desespero sem fim não somente em nosso animal mas em nosso coração.

Me pergunto, por que ter esta atitude de ingressar nas propriedades alheias com o objetivo de fazer o mal. Qual o ganho praticando estes atos. Será que a alegria deste indivíduo está na tristeza e dor dos outros. Está na angustia mortal de um animal. Me surgem perguntas infindas e que neste momento não tem respostas.

Pessoas de bem, que amam e cuidam seus animais, cuidem mais ainda. Pois temos sim em nossa sociedade pessoas com um coração amargurado e pensam que encontram na maldade e sofrimento alheio o consolo para seus problemas. Que estes indivíduos consigam refletir sobre seus atos e parem com seus atos infracionais e brutais com nossos inocentes animais.

Infelizmente nos foi tirado a companhia fiel de nosso cachorro, estou aqui fazendo um desabafo e um apelo para que a dor da morte cruel de mais um de nossos animais de estimação não seja sentida por mais ninguém.


O coração do Spider

Gustavo Griebler*

Temos a mania de ficar crucificando as pessoas de nosso País, em especial do esporte, pela não conquista de algumas competições para o Brasil. Além do mais, vivemos em um Estado em que a bravura prevalece em tudo o que fazemos. Se o atleta não entregar sua alma para a atividade que está disputando logo é mal visto. Crucificamos a Seleção Brasileira de Futebol a cada derrota, o Inter, o Grêmio pelo não empenho suficiente, a cada eliminação de competições, como se estivéssemos na obrigação de vencer sempre. Crucificamos Rodrigo Pessoa (o cavaleiro), Daiane dos Santos (a ginasta), Robert Scheidt (da vela), e tantos outros, por não terem trazido medalhas douradas das Olimpíadas para nosso País, quando mais esperávamos deles. Realmente, eles poderiam ser os favoritos, mas perderam. Como em qualquer esporte o Brasil também já perdeu. E também já ganhou. E muito. Ganhamos 100 vezes. Perdemos uma. Aí já é o bastante para a avalanche de críticas.

Não estarei surpreso se começarem a crucificar agora o lutador Anderson Silva, o Spider. Ele tem um jeito despojado e até em alguns pontos debochado frente a seus adversários, mas é o jeito do cara de um tempo para cá. Vejo nele um exemplo de disciplina, que é extremamente necessária para nós em muitos aspectos de nossa vida. Ele, no seu campo de atuação, as artes marciais mistas, é um atleta completo. Consegue lutar bem em qualquer modalidade, o que o coloca à frente dos concorrentes.

Obviamente que não é invencível, tanto é que já perdeu, e como já possui uma idade avançada para a luta em alto nível não é insubstituível. Poderão falar que a última luta foi comprada e tal, para que o título ficasse em solo norte-americano, e mais outras tantas coisas, no entanto minha tese sobre o assunto é que Anderson já não está com o coração no evento há muito tempo. Mais precisamente desde que começou a ser questionado e tomou forte reprimenda do dono do evento por suas atuações debochadas. Vejo que essa foi a maneira que o lutador encontrou para ironizar quem falava mal dele.

Desde então, vejo que o atleta não coloca mais o coração a cada luta, não luta com muito amor, luta para debochar, para ironizar. Uma hora isso poderia acabar mal para o lado do brasileiro. E acabou. Da pior maneira. Com a perda do cinturão. Mas não adianta. Um coração ferido demora a cicatrizar, talvez nem cicatrize. Talvez Anderson continue a fazer isso sempre. Sem maiores problemas, isso pode ser transportado para as empresas e suas relações com os funcionários. Portanto, cuidado, empresas, não firam o coração de seus funcionários. Um coração ferido pode não ter mais amor a dar para a organização. Para algumas pessoas a organização na qual trabalham pode ser uma importante parte de sua vida, até que são feridos por ela. Cuidado, muito cuidado.

* Mestre em Educação nas Ciências.
Professor de Ensino Superior da Setrem




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