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Trigo: lavouras estão na fase determinante da produtividade

05/08/2013 - Por Jornal Semanal
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Estimativa de produtividade é de 2.700 quilos por hectare e grãos com boa qualidade

A onda de frio que atingiu o Rio Grande do Sul na semana passada não afetou a cultura do trigo. De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater de Três de Maio, Fábio Karlec, as geadas ocorridas no período não chegaram a prejudicar a cultura, visto que nessa fase de desenvolvimento as plantas são tolerantes ao frio. Contudo, as lavouras de modo geral estão na fase de alongamento do colmo, e segundo o especialista, esta fase é fortemente determinante na produtividade da cultura.

Em Três de Maio, a área de trigo para essa safra é de 10 mil hectares, aproximadamente mil hectares a mais que ano passado. A estimativa de produtividade é de 2.700 quilos por hectare.

Karlec recomenda aos produtores ficarem atentos a ocorrência de doenças fúngicas, principalmente ferrugem e manchas foliares. Outra orientação é sobre a giberela, que além de reduzir a produtividade e a qualidade do trigo, pode ocasionar problemas com micotoxinas nos grãos infectados pelo fungo, que pode ser tóxicos tanto para o homem como para animais. Por isso, o manejo com fungicida no início do florescimento tem mostrado os melhores resultados de controle, além da aplicação nesse estágio ajudar no controle de manchas e ferrugens.

Sobre o risco de novas geadas, ele ressalta que será altamente prejudicial após o emborrachamento no florescimento e formação dos grãos.


Sem El Niño, produção de trigo no RS pode ganhar destaque nacional

O clima do Rio Grande do Sul deverá se manter dentro da normalidade nos próximos meses o que anima os produtores de trigo, que projetam uma safra capaz de fazer o Estado assumir posição de protagonismo na cultura. A notícia chega em um momento de pressão, quando o preço da farinha já ultrapassa 35% de inflação, segundo o Sindicato das Indústrias de Trigo do RS (Sinditrigo). Também há escassez na oferta em função da quebra na safra passada e falta de qualidade do grão, além das restrições de importação impostas pela Argentina.

Segundo o pesquisador Gilberto Cunha, da Embrapa Trigo, os anos mais difíceis para o trigo são aqueles em que o clima é influenciado pelo fenômeno El Niño. No entanto, conforme os principais institutos de meteorologia do mundo, o fênomeno não deve se manifestar até o final de 2013.

FOTO: ALINE GEHM



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