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Três-maiense ganha o mundo desenvolvendo projetos na área da pesquisa

06/08/2013 - Por Jornal Semanal
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Vinícius Jurinic Cassol, 27 anos é doutorando em Ciência da Computação na Faculdade de Informática da PUC- RS e no primeiro semestre deste ano esteve na Universidade de Pennsylvania, Filadélfia, onde atuou como pesquisador visitante (doutorado sanduíche)

Curiosidade em saber o motivo pelo qual as coisas acontecem e como elas funcionam. Foi essa curiosidade que despertou o interesse do jovem três-maiense Vinícius Jurinic Cassol, 27 anos, a ganhar o mundo por meio de seus estudos e se dedicar à área da pesquisa. Natural de Três de Maio, filho de Vicente e Líris Cassol, Vini, como é conhecido, fez o Ensino Fundamental e Ensino Médio no Instituto Estadual de Educação Cardeal Pacelli e cursou o Ensino Superior na Sociedade Educacional Três de Maio, no Bacharelado em Sistemas de Informação.

Com o apoio da família, que sempre o motivou a continuar se dedicando aos estudos; bem como dos professores que sempre lhe incentivaram e reconheceram seu empenho, Vini decidiu ir além. Fez o Mestrado em Ciência da Computação na Faculdade de Informática da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e agora está cursando o Doutorado em Ciência da Computação na Faculdade de Informática da PUC-RS.

Vinícius concedeu uma entrevista ao jornal Semanal. Confira um pouco da história deste jovem pesquisador, que dá os primeiros passos na construção de um futuro promissor.


Área de atuação

Durante a graduação, o três-maiense teve bolsa de estudos e trabalhou com pesquisa. Atualmente, está trabalhando e pesquisando na área de computação gráfica, mais especificamente com simulação de multidões. Ele mora em Porto Alegre, faz doutorado na PUC-RS, e trabalha como professor do curso de graduação em Desenvolvimento de Jogos Digitais na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).


Experiências na área da pesquisa

No Brasil, ele teve oportunidade de participar de diversas conferências relacionadas a sua área de pesquisa desde 2009, em cidades como Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Florianópolis. No exterior, esteve em Innsbruck, Áustria (2011), participando de conferência e apresentação de artigos; Delft, Holanda (2011) realizando visita técnica ao Departamento de Computação Gráfica da Delft university of Technology; Santa Cruz, Califórnia, EUA (2012) com participação em conferência na Universidade da Califórnia Santa Cruz e recentemente, esteve na Filadélfia, Pennsylvania, EUA   atuando como pesquisador visitante (doutorado sanduíche). Ele conta que a Universidade de Pennsylvania é pioneira no desenvolvimento de tecnologia. "Nela foi desenvolvido o 'primeiro" computador, o ENIAC (http://pt.wikipedia.org/wiki/ENIAC)", informa.

Lá, ele teve a oportunidade de desenvolver parte da sua pesquisa de doutorado no SIG Center for Computer Graphics (http://cg.cis.upenn.edu), além do desenvolvimento de um artigo conjunto entre a PUCRS e a PENN.

A próxima viagem já tem destino certo. Será na segunda semana de agosto quando  apresentará um artigo em uma conferência em Arequipa, no Peru.


Fatos que marcaram

O doutorando revela que o mais impressionante, e também o que diferencia, são os recursos disponíveis para a pesquisa nas universidades. Em contrapartida, um ponto positivo é que mesmo com menos recursos, se consegue produzir resultados de qualidade, muitas vezes equivalentes aos laboratórios do primeiro mundo.

Outra questão é que em muitos lugares, como no caso dos Estados Unidos, a maioria dos alunos reside no próprio campus da universidade e o estudo é full time (em tempo integral). A faculdade é o foco principal, e não é vista como apenas mais uma ocupação.


Sonho versus desafio

Vini declara que o seu maior sonho é poder viver em um mundo justo, sem coisas erradas e "jeitinhos". Por isso, acredita que o conhecimento nunca é o bastante. "Acredito que se aperfeiçoar sempre trará bons frutos, independente da área de atuação. No Brasil, realmente a educação básica é precária, porém, podemos competir e buscar espaço nas instituições de qualidade. Logo, a capacitação abrirá portas no mercado de trabalho".

Ele orienta aos jovens que estão ingressando em uma universidade que é fundamental escolher um curso com que se identifiquem e obterem os melhores resultados durante a graduação. "O estudo e o aprendizado devem ser vistos como um investimento pessoal. Apenas possuir um diploma não é mais um diferencial", conclui.


Pesquisador também trabalha em projeto para evitar tragédias

Desde 2009, Vinícius e um grupo de pesquisadores da PUC-RS trabalham no desenvolvimento de um projeto que produziu um software para simulação de multidões, o qual fornece dados para análise de pontos referentes a questões de segurança e conforto de pessoas em um determinado ambiente.

O CrowndSim, ou Simulador de Multidão, como também é conhecido o sistema desenvolvido pelo Laboratório de Simulação de Humanos Virtuais, da Faculdade de Informática da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), é um software inédito no Brasil, e foi desenvolvido para simular a evacuação em locais que reúnam grande aglomeração de pessoas. Vini explica que o CrowndSim pode ser aplicado em estádios de futebol, shows, espetáculos, escolas, ou prédios residenciais e comerciais.


Como funciona

"O programa cria um modelo 3D de computação funcional que simula o comportamento das pessoas em multidões, criando diversos cenários, desde incêndios a ataques terroristas. O software leva em consideração as configurações do local, desde a largura dos corredores e possíveis obstáculos que possam impedir, ou atrasar, a saída das pessoas durante uma emergência. O CrowndSim pode ser aplicado no planejamento de shoppings, casas de show, cinemas, sendo que o programa gera vídeos educativos de segurança para as pessoas", exemplifica.

Em 2012, o programa foi utilizado no estádio de futebol João Havelange, no Rio de Janeiro,  também conhecido como Engenhão. Para isso, foram levantados dados da estrutura física, capacidade de lotação e ocupação durante os jogos para que, então, fosse feita a modelagem no programa. "Colocamos virtualmente as pessoas no estádio e simulamos diversas situações de evacuação, levando em consideração alguns cenários, como portas fechadas, que poderiam retardar a saída das pessoas", conta.


FOTOS: ARQUIVO PESSOAL



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