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Síndrome de Piriforme

26/08/2013 - Por Yara Lampert
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A Síndrome do Piriforme é uma irritação do nervo ciático provocada pelo aumento da tensão ou espasmo
do músculo piriforme

O piriforme é um músculo pe
queno e profundo, localizado 
na nádega, sob os glúteos e tem como função a rotação externa da coxa, que é quando o joelho "olha" para fora, além de auxiliar na abdução (abertura da coxa). Sua localização vai do sacro (porção final da coluna) até o fêmur (osso da coxa). O nervo ciático passa debaixo deste músculo. Se o músculo se tensionar pode haver compressão do nervo ciático o que causa dor, com irradiação para a perna.
A causa mais comum é a tensão e encurtamento do músculo piriforme. Porém tensão e encurtamento da musculatura próxima a ele (coluna, nádega e quadril) também geram tensão neste músculo, predispondo à compressão do nervo ciático.
É comum em esportes que requerem corrida, mudança de direção ou descarga de peso excessiva. Os seguintes fatores podem também favorecer o aparecimento da síndrome: corrida em terrenos duros ou irregulares, subir escadas, atividades que exijam muito agachamento e uso de calçados inapropriados para o tipo de pisada ou gastos demais.
Manter a postura sentada por longos períodos, principalmente com a coxa em rotação externa (como ao dirigir) diminui o aporte sanguíneo para a região do músculo e altera a fisiologia do piriforme (e dos músculos próximos a ele também) e provoca encurtamento.
As queixas incluem dor que pode acontecer em alguns locais como: na região glútea (nádega), quadril, lombar, membro inferior e também formigamento ou dormência, que podem irradiar em direção à perna do lado acometido. A falta de alongamento irá contribuir para que a musculatura envolvida se tensione ainda mais e piore os sintomas
Como é uma condição patológica que não se comprova em exames de imagem, o diagnóstico é estabelecido com base no exame físico e nos sintomas, o que pode acarretar em erro no diagnóstico e dificuldade no tratamento, ao se focar em coluna quando o problema está na região do quadril.
Depois de confirmado o diagnóstico pode ser prescrito medicamento para auxiliar no alívio da dor e relaxar a musculatura. Pode ser orientado repouso relativo (parar corrida ou qualquer outra atividade física por um tempo) ou apenas a redução no ritmo da corrida. Porém é importante a realização da fisioterapia, onde será orientado um programa de exercícios para equilibrar a musculatura, além de técnicas diversas para alívio dos sintomas, de acordo com cada quadro apresentado. Com isso, a prática esportiva acontecerá sem riscos de retorno dos sintomas.
O tratamento tem como objetivos a redução da dor, melhora da flexibilidade, força e diminuição da tensão do músculo piriforme e dos músculos próximos à região, através de técnicas de massagem. Poderão ser utilizados aparelhos como ultrassom e TENS para o alívio da dor e formigamento/dormência e deve ser orientado um programa de alongamentos e fortalecimentos para que o retorno ao ritmo de corrida seja seguro e com bom desempenho. A aplicação de gelo deverá ser feita para diminuir a dor, pois o gelo tem efeito analgésico e anti-inflamatório.
Quando a dor é refratária, ou seja, continua mesmo após o tratamento conservador, a próxima indicação na escada analgésica é a técnica intervencionista de infiltração com anestésico local. Caso a dor retorne, pode ser utilizada a toxina botulínica no músculo piriforme.
A prevenção ainda é o melhor remédio, faça exercícios, alongue-se todos os dias, cuide-se!

Charlise Weise
Fisioterapeuta
Crefito 5: 166.947-F
Pós-Graduanda em 
Terapia Manual




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