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A espionagem norte-americana no Brasil

02/09/2013 - Por Jornal Semanal
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Gustavo Griebler*

Não me surpreende o fato de que possivelmente sempre fomos espionados pelos norte-americanos na Internet e também em nossas ligações telefônicas. Entretanto, a maioria das conversas de e-mails, chats, MSN, Skype, Facebook, telefone, entre outros que os gringos interceptaram deve ter sido mais ou menos a seguinte:

Entre parentes mulheres:
- Oi, mana. Tudo bem por aí? E como vai o teu filho?
- Começou no emprego novo, terminou com a namorada e tá quase com a faculdade. E o teu?
- Tá firme com a namorada, mas não sei não. Tá quase largando o trabalho, diz que tá se estressando muito. Quer fazer Direito ano que vem.
- Legal. E quando vocês vêm pra cá?
- De repente no começo do ano. Estarão por aí?
- Sim. Vamos esperar, hein.
- Sim, tudo bem.

Entre amigos homens:
- E aí, via**, como está?
- Opa, fala, bo****!
- Comprou o auto novo?
- Bah, sim, comprei na sexta, experimentei no fim de semana. Temos que marcar uma gelada.
- Claro. E a irmã, como vai? Hehe!
- Vá se ferrar!

Entre amigas mulheres:
- Amiga, viu o creme novo que lançaram?
- Sim, amiga, comprei ontem. É o máximo.
- É? Vou comprar também.
- E a bolsa do comercial de televisão de agora há pouco?
- Divina. Vou parcelar.
- Não gostei muito. Acho que bolsa não preciso agora.
- Vou lá terminar um trabalho da faculdade. Beijo, amiga.
- Também tenho que estudar pra minha prova de segunda. Beijo.

Entre um homem solteiro e uma mulher solteira:
- Oi, tudo bem?
- Oi, tudo, e com você?
- Bem também. Planos para o fim de semana?
- Janta com as amigas na sexta. Baladinha no sábado.
- Qual festa no sábado?
- Na boate nova do centro.
- Tô sabendo, vou dar uma chegada lá com a gurizada.
- Estarei lá com as gurias.
- Até lá então.
Creio que muito dificilmente daí devem sair planejamentos terroristas. Acredito que é um atentado à nossa privacidade, pelo menos para a grande maioria das pessoas, a espionagem do que falamos. Saber agora que estavam nos vigiando como se estivéssemos sempre no meio de um grande jogo de espionagem em que fomos os vigiados não me cai bem. Fiscalizar todos não. Isso deve ser pontual e somente com suspeitos. A inteligência brasileira deve cobrar explicações e ser incisiva em sua postura com os norte-americanos. Afinal de contas, a América é para os americanos e não para os norte-americanos.

* Mestre em Educação nas Ciências.
Professor de Ensino Superior da Setrem.



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