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Tipos de "Chefes"

23/09/2013 - Por Yara Lampert
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Uma pesquisa feita neste ano, pela consultoria Fellipelli, especializada em desenvolvimento organizacional, indicou que 40% dos brasileiros pretendem mudar de emprego ainda em 2013. Problemas com os líderes da companhia foram apontados como motivo da demissão por 13% dos interessados em deixar suas respectivas empresas.

Na Seara dos recursos humanos, existe a máxima de que as pessoas não abandonam seus empregos, mas sim, seus chefes. Isso se intensifica à medida que os profissionais, além de bons salários, buscam cada vez mais um trabalho com propósito e também uma cultura empresarial condizente com seus valores.
"Liderar, hoje, exige dar tratamento diferenciado a cada funcionário", diz Maria Candida Baumer de Azevedo, mestre em cultura organizacional e sócia da maior empresa brasileira de consultoria em RH: People & Results.
"O líder de hoje reconhece as diferenças entre cada profissional e os gerencia de forma customizada". O problema é que não é fácil reconhecer as diferenças de cada um. Essa lacuna existe por se tratar de um tema relativamente novo do ponto de vista da vida profissional. O autoconhecimento só entrou na pauta da educação executiva a partir dos anos 2000, porque o mercado passou a exigir. "Se você é agressivo, raivoso, e sabe disso, pode aprender a se controlar. Mas, se o indivíduo não se conhece, fica achando que o problema são sempre os outros, e não ele". Marta Korutyz

Chefe Líder ou Chefe por Imposição
Consultores concordam que hoje, ser líder é mais difícil. "O papel antigo da liderança era fazer planejamento, controlar a atividade de cada funcionário e os prazos. Isso não é mais suficiente", afirma Villela da Matta, presidente da Sociedade Brasileira de Coaching. "Hoje, fundamentalmente, você precisa inspirar as pessoas e dar o exemplo. Isso o chefe por imposição jamais consegue, impor não é liderar, quem impõe dita e isso está completamente fora dos padrões atuais de lideranças".
Para o especialista, ser líder significa ter seguidores, no caso de um chefe, implica fazer com que a equipe trabalhe em torno de sua visão. "Ninguém gosta de seguir alguém que não é confiável, não trabalha com justiça, honestidade e lealdade e não aceita contribuições".
Em tese, essas características deveriam ser o padrão para qualquer executivo, mas na prática, é difícil mantê-las o tempo todo. "Situações de pressão corrompem esses valores. Em um momento de tensão, o funcionário quer ver se o líder aguenta ser honesto."

Que tipo de chefe é você?
Ou, como é o seu chefe?
Abaixo, uma relação de tipos de chefes, veja qual é o perfil e aprenda a lidar com o seu líder.

Carismático: Mantém o foco nas pessoas. Considera que os funcionários só darão bons resultados se estiverem felizes e satisfeitos com o trabalho. Quer crescer na carreira por meio do relacionamento, da amizade e da negociação entre as pessoas, mesmo em momentos de crise, tenta resolver problemas com diálogo.

Calcanhar de Aquiles:
Pode ser visto como "banana", que apenas se dá bem com as pessoas, mas é pouco efetivo. É necessário que ele se force para cobrar resultados dos funcionários, mesmo que em tom ameno. Também, visto como ultrapassado no mercado de trabalho. As decisões passaram a ser mais compartilhadas. Pode provocar alto índice de rotatividade na empresa, o que implica aumento de custos.

Autoritário:
É exigente, direto e franco. Pode passar a imagem de intolerante e agressivo. Costuma resolver os problemas por meio do "faça o que eu mando". Quando tem uma equipe motivada e competente, é muito útil para momentos de crise, em que é preciso tomar decisões rápidas e assertivas.

Transformador:
Gosta de modificar processos e fazer reestruturações. Consegue reunir profissionais de diferentes estilos para fazer com que uma área problemática passe a dar resultados. Entusiasma-se com mudanças, mas quando o projeto já está andando com as próprias pernas tende a perder a motivação.

Desorganizado:
Aparentemente, esse chefe é uma furada. Mas, no fundo, traz uma grande oportunidade para a sua carreira, mesmo que tenha que fazer hora extra para dar conta de todo o trabalho que ele delegou a você. "Quando o líder é relaxado, abre espaço para que a subordinada ganhe importância para ele e para a equipe". Enquanto tapa os buracos que o superior deixa, você constrói uma relação de dependência e confiança. Ele sabe que precisa de você para cumprir compromissos, prazos e atingir as metas.

Ladrão de ideias:
Age na surdina, roubando seus projetos para vender como se fossem dele. Acha que você não deve fazer nada sem lhe perguntar antes e quando resolve algum problema sozinha, a acusa de atropelar a hierarquia. Também, é o tipo de gestor que a vê sendo cobrada por um erro que ele cometeu e fica calado. Se ele não domina tão bem suas funções a ponto de recorrer às suas ideias, acaba deixando brechas para que você assuma trabalhos mais complexos. Em curto prazo, ninguém sabe que é você quem cria as soluções. Mas um dia esse chefe tira férias, fica gripado. E aí você sai da sombra.

O irritado:
Bate na mesa e grita. Vive sempre em fúria. Em vez de motivar, amedronta a equipe com ameaças ("Mais uma dessa e você está demitida!"). A grande vantagem: esse tirano é capaz de ensiná-la a respirar fundo muito mais do que as aulas de ioga. Um chefe explosivo necessita de um contraponto para lhe dar equilíbrio. Se você for à pessoa que espera que ele termine de berrar e apresenta um plano de ação para resolver seu desespero, tem grandes chances de se destacar.

O insatisfeito:
É tão perfeccionista que você fica imaginando se em casa, suas meias ficam dobradas e separadas por cor. No trabalho, se prende a qualquer detalhe. Esse tipo de chefe absorve toda a pressão de seus superiores e repassa sem filtro aos subordinados. Existe um lado bom em ter um superior assim. "Essa exigência vai levantar sua régua, ampliar seus parâmetros". O seu treino é desenvolver técnicas de automotivação para não se sentir desanimada.

O inseguro:
Você nunca sabe se vai terminar a semana com o trabalho em dia porque a qualquer momento seu chefe pode querer refazer tudo de outro jeito. Sem contar que ele morre de medo de arriscar com ideias novas e veta qualquer projeto que sair do senso comum. O gestor que se sente eternamente pisando em ovos, despende uma energia absurda dos subordinados e pode impedir a equipe de avançar. Por outro lado, o inseguro obriga você a pensar bem suas ideias para convencê-lo. Se você souber enxergar várias saídas para os problemas, quando seu chefe ficar inseguro novamente, vai recorrer à sua opinião e aos números que levantou.




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