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Pobre menina...

30/09/2013 - Por Marcos Salomão
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Eu havia separado esta notícia que vou contar agora, mas a correria do dia a dia acabou deixando este texto na minha pasta e ele passou alguns dias desapercebido.
Uma menina de 8, eu disse oito anos de idade casou e morreu na noite de núpcias. Absurdo!
Não, não é aqui no Brasil. Aqui temos leis mais justas quanto ao casamento. O fato aconteceu em um país árabe de nome Iêmem, que faz fronteira com a Arábia Saudida. Um país com mais de 23 milhões de habitantes.
O padrasto da menina recebeu o equivalente a 2 mil euros pela união com um Saudita de 40 anos de idade. Após o casamento eles foram para um hotel na cidade de Al Hardh. Ao final da noite a menina, de nome Rawan, morreu por causa de uma hemorragia interna em razão de uma perfuração uterina. Ela não aguentou a violência sexual do seu marido.
Segundo as informações divulgadas pela imprensa internacional, este tipo de casamento é comum no país, onde mais de 14% das mulheres se casam com menos de 15 anos.  Em 2010 outra menina, com 13 anos, também morreu após a noite de núpcias, com sangramentos internos.
Manifestantes já tentaram alterar a legislação do país, subindo a idade do casamento para 17 anos, mas políticos conservadores não aceitaram a proposta. A polícia local investiga o caso, sem divulgar informações.
Política, religião, costumes...? O que leva um país a aprovar um casamento de uma criança de oito anos com um homem de 40 ?
Ficamos sabendo deste caso, porque a imprensa internacional divulgou. Mas quantos outros acontecem e o mundo não sabe? Onde estão os Direitos Humanos e a proteção aos Direitos de crianças e adolescentes ?
O "mundo" se preocupa com tantas coisas e não é capaz de se preocupar com uma legislação uniforme, padrão, sobre casamentos de jovens e crianças.
A família é a base da sociedade. É a sua célula mãe. É da família que surgem os filhos que serão os cidadãos de amanhã. É nela que surge o afeto, o respeito, a educação. Forçar, ou vender, crianças para casamentos com homens mais velhos não parece ser o modelo de cidadania que a humanidade busca.
Existem tantos órgãos internacionais, preocupados com assuntos materiais, que pergunto: Não seria hora de olhar um pouco pelas crianças do mundo também ?
Casamentos arranjados. Trabalhos forçados. Infâncias perdidas....
É hora de olhar por aqueles que serão a sociedade do futuro, com carinho e respeito, educando-os para que construam um mundo melhor.
Incentivar este tipo de "união forçada", é gerar ódio e desprezo em jovens que serão amanhã a base da sociedade. O homem deve repensar seus conceitos...

Das minhas leituras da madrugada:
1 - "Educai os jovens e as crianças e não precisarás punir os adultos" (Pitágoras)
2- "Ensina bons hábitos ao jovem em início de caminhada; não os deixará nem quando envelhecer."  (Provérbios 22.6)




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