Quarta-feira, 23 de agosto de 2017
Ano XXIX - Edição 1471
(55) 3535-1033
jsemanal@jsemanal.com.br
diagramacao@jsemanal.com.br

Muita disposição e alegria na Terceira Idade

07/10/2013 - Por Jornal Semanal
Tweet Compartilhar
Muita disposição e alegria na Terceira Idade O casal Lony, 77 anos e Arthur Kern, 81, de Três de Maio é exemplo de muita alegria e disposição. Qual o segredo? Alimentação saudável, atividade física, religiosidade e manter a mente e o corpo ativo. Veja nesta edição, histórias de pessoas que chegaram aos 70, 80 anos ou mais e ainda mantém uma rotina diária de trabalho.

O privilégio de viver mais e chegar à Terceira Idade com saúde

Cabelos grisalhos, pele enrugada e mãos trêmulas. Anos atrás a imagem do idoso era ligada a condição de fragilidade, devido ao avançar da idade. Hoje, não mais. Os idosos estão cada vez mais ativos, participantes da sociedade. Muitos são responsáveis pela subsistência das suas famílias e outros mesmo aposentados continuam trabalhando e movimentando a economia de suas cidades.
No dia 1º de outubro comemorou-se o Dia Internacional das Pessoas Idosas, sendo que a data foi criada pela ONU (Organização das Nações Unidas) a fim de qualificar a vida e garantir os direitos das pessoas com mais idade. O surgimento da data foi em razão de uma Assembleia Mundial sobre envelhecimento, realizada em Viena, na Áustria, em 1982.
As pessoas idosas são aquelas com mais de 65 anos, condição esta determinada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que os caracteriza como grupo da terceira idade. Envelhecer não é um processo fácil. Muitas vezes vem acompanhado de doenças e depressão. Por isso, a busca de alternativas para que se tenha qualidade de vida e saúde física e mental na melhor idade é fundamental.
Uma opção é a prática da atividade física. Pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Fundação Oswaldo Cruz mostrou os efeitos dos exercícios na saúde mental dos idosos. O estudo apontou o impacto positivo da atividade física em quadros de depressão, Alzheimer e Parkinson, doenças comuns que acometem a terceira idade.
A atividade física pode ser coadjuvante na prevenção e no tratamento da depressão no idoso, por exemplo.  E aqueles que tem por hábito atividades físicas têm menor chance de desenvolver a Doença de Alzheimer porque, entre outras respostas favoráveis, apresentam menor declínio cognitivo. No geral, a atividade física para os idosos melhora o condicionamento físico; diminui a perda de massa óssea e muscular; aumenta a força, coordenação e equilíbrio; reduz a incapacidade funcional, a intensidade dos sintomas de depressão e das doenças físicas; e promove a melhoria do bem-estar e do humor.
Pelo ciclo natural da vida, todas as pessoas devem chegar à velhice. Por isso, é preciso entender que os idosos precisam ser tratados com respeito e dignidade, por terem mais experiência de vida e pelo fato que ainda tem muito para ensinar às novas gerações.
Confira nesta edição, a história de idosos que são exemplos de vitalidade, bom humor e amor à vida. Eles comprovam que é possível continuar no mercado de trabalho depois dos 70 anos, como o casal Arthur e Lony Kern; o sapateiro Jesus de Maria Gonçalves da Silva; a senhora Nelda Cecília Schneider que confecciona acolchoados com lã e o professor aposentado João Seno Bach, que é secretário municipal, radialista e colunista. Leia ainda sobre as Soberanas da Melhor Idade e o Vovô Simpatia e dicas de como viver melhor e com mais qualidade de vida nesta fase tão importante da vida.

Man soll viele Freude und Freuden haben!


"Man soll viele Freude und Freuden haben. Und man soll auch die Familie ehren, und der Naechste lieb haben. Die reine Liebe ist sehr noedig fuer Gesundheit zu erreichen. Viel Spass soll man machen, wenn moeglich, jeden Tag und sich nicht beleidigen ueber dies oder das. Und Sport treiben ist auch gut.  Und jetzt noch etwas: man soll immer etwas zu tun haben - Musik horchen, lesen, schreiben, und wenn es muss sein, das Haus un den Hof rein halten. So lang wie man kann, soll man die Arbeit nicht aufgeben. Und Religion muss man auch durchfuehren".  

Tradução: "A gente deve ter muita alegria e muitos amigos. A gente também deve honrar a família e amar o próximo. O amor puro é muito importante para alcançar a saúde.  A gente também deve fazer muita graça, se possível, cada dia, e não se incomodar por qualquer coisa. Praticar esporte também é bom. E agora mais uma coisa: a gente sempre deve ter alguma coisa para fazer - escutar música, ler, escrever e, se preciso for, manter a casa e o pátio limpos. Enquanto se puder trabalhar, deve-se trabalhar. E ter atividade religiosa".  

Seja em alemão ou português, esta é a dica do professor aposentado, radialista e funcionário público João Seno Bach, 73 anos, para se manter na ativa, com disposição e vitalidade.
Casado há 47 anos com Nelcy Tesche Bach, pai de quatro filhos e avô de quatro netos, João Seno é um exemplo de profissional que já atuou nas mais diversas áreas: magistério público estadual por 36 anos; magistério particular (Curso de Administração da Setrem) durante 7 anos e 6 meses; radialista (há 20 anos)  e secretário municipal por 15 anos em quatro mandatos.
No magistério público estadual está aposentado desde julho de 1995. Mas a aposentadoria não significa que ele parou de trabalhar. Atualmente apresenta um programa na etnia alemã aos domingos na rádio Cidade Canção FM, é secretário municipal de Administração e colunista do Jornal Semanal.
João Seno tem uma rotina regrada. Dorme cedo, por volta das 21 horas, e acorda às 6 horas. Vai trabalhar na prefeitura por volta das 7h15min. "A minha atividade física se restringe a caminhar de casa até o local de trabalho e também pratico a horticultura, que não deixa de ser uma atividade física. E faço aqueles exercícios físicos caseiros: flexões e torções, inspirar e expirar o ar da manhã", conta.
Ele confessa que tem costumes morigerados (moderados no modo de viver): alimentação à base de verduras e frutas, pouca carne e pouca bebida alcoólica, senão que um cálice de vinho ao almoço e uma cerveja no final de semana. "Também costumo consumir bastante chá no chimarrão e até antes das refeições. A saúde exige cuidados: nada de excessos", aconselha. 
Além disso, ele mantém a máxima "saúde em primeiro lugar, o resto a gente consegue". E revela que até então, está evitando consumir medicamentos, exceto alguns comprimidos por ano contra a gripe.
Para ele, o segredo para tanta disposição está na religiosidade. "Tenho muita fé. Medito e rezo todas as noites, antes de dormir e mantenho muito acesa a atividade intelectual, lendo, escrevendo e falando. E meu lazer é, sobretudo, leitura e música".
João Seno também ressalta que está sempre muito focado nas atividades, observando a pontualidade e os compromissos assumidos. Além disso, ele traça metas na caminhada semanal, mensal e anual. "E é básico: precisa ter gosto pelo trabalho, pela atividade. E gosto pela natureza. Estar focado nas pessoas, nos acontecimentos e acompanhar de perto o que acontece, aqui e lá fora. Manter-se antenado e atualizar-se. E, se pudesse tomaria só água cristalina da vertente, como fazia na infância. A manutenção do equilíbrio é muito importante entre trabalho e lazer", conclui.

Idosos representam 16,5% da população de Três de Maio

A população estimada do Brasil é de 201.032.714 habitantes, pelos dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a junho deste ano.
O Rio Grande do Sul tem 11.164.050 habitantes e continua sendo o quinto Estado mais populoso do País. O percentual de idosos chega a 13,4% do número de habitantes no Estado.
O perfil de um Brasil de idosos foi traçado pelo IBGE, no estudo Projeções populacionais (2000-2060), estimativas de população 2013, aponta que amparado pela maior expectativa de vida, o número de brasileiros acima de 65 anos deve praticamente quadruplicar até 2060. Atualmente os idosos respondem a 7,4% da população brasileira, somando 14,9 milhões. Em 2060, eles serão 26,7%. Serão dois idosos para cada criança.
O estudo mostra ainda que a expectativa de vida ao nascer de cada brasileiro vai aumentar. Em 2013, o bebê nasce com expectativa de viver 71,2 anos se for menino e 74,8 anos se for menina. Em 2060, estes valores serão 77,8 para homens e 81 anos para as mulheres, configurando um ganho de 6,6 anos médios de vida para os homens e 6,2 anos para as mulheres.
Em Três de Maio, dos 23.726 habitantes apontados pelo Censo 2010, 3.920 são idosos entre 60 a 100 anos ou mais. Ou seja, os idosos representam 16,5% da população. Destes, 2.269 são mulheres.  O maior número de idosos encontra-se na faixa dos 60 a 64 anos, somando 1.151 homens e mulheres. Na faixa dos 95 aos 99 anos, o Censo 2010 apontou 20 idosos. Já sobre idosos com 100 anos ou mais, estima-se apenas quatro mulheres nesta faixa etária.
Pelo último levantamento do IBGE, a população três-maiense cresceu para 24.471 habitantes em 2013. Um acréscimo de 745 habitantes com relação ao Censo 2010. Contudo, não há estimativa do número de idosos pelos dados mais recentes do Instituto.



Aos 81 anos, aposentado se mantém ativo e apaixonado pela profissão

Enquanto que algumas pessoas contam os dias para ter o direito de se aposentar e parar de trabalhar, o sapateiro Jesus de Maria Gonçalves da Silva, 81 anos, ainda nem pensa no assunto. Mesmo já aposentado há cerca de 20 anos, ele sai de casa todos os dias por volta das 8h30 e faz sua caminhada até a sua sapataria onde cultiva o prazer na profissão que desempenha há 55 anos.
O sapateiro Jesus, como é mais conhecido em Três de Maio, é casado há 63 anos com Alzira Rockembach da Silva, com quem tem três filhos - um homem e duas mulheres, e é avô de cinco netos. A profissão foi herdada do pai dele, que trabalhava num curtume e lidava com o couro. "Naquela época, quando um guri chegava numa idade tinha que ter uma profissão. Comecei a trabalhar numa fábrica de chinelo, em Ijuí. Sou natural de lá e trabalhar nesta área é uma tradição de família. Só que não consegui passar a profissão para meu filho Vanderlei, que atua na área de esportes".
Questionado se pensa em parar de trabalhar, ele responde: "não tem coisa melhor que trabalhar, estar ocupado com algo que eu gosto e principalmente, me sentindo útil". Com muita disposição, Jesus ressalta que não sabe jogar cartas e não frequenta bailes de idosos com a esposa. Então, o passatempo preferido é o trabalho. "Isso para mim é um passatempo e ajuda a complementar a renda da aposentadoria também. Minha profissão é boa para o idoso porque não exige esforço físico", revela.

Alimentação balanceada e caminhadas

Além de uma alimentação balanceada, ele garante que as caminhadas diárias o ajudam a chegar na idade em que está com saúde. "Só tenho pressão alta. Todos os dias, no caminho de casa para o trabalho, passo antes na farmácia, verifico a pressão e se tiver boa, vou para a sapataria. Se está meio alterada, vou para casa. Toma medicação conforme prescrição médica e a cada 60 dias vou ao cardiologista. Graças a Deus nunca tive nenhum problema sério de saúde".
O idoso conta que anos atrás tinha muito mais serviço, porque também fabricava botas. Atualmente, ele só presta serviços, mas mesmo assim, a procura ainda é grande. "Quanto mais loja de calçados na cidade melhor, mais eu tenho serviço", brinca. O expediente vai das 8h30 às 11h e das 14h às 17 horas. No retorno para casa, Alzira já está a espera para uma boa conversa e um bom chimarrão.
Para ele, estar ativo proporciona o contato com as pessoas, os clientes e os amigos aposentados. Claro, o descanso vem nos fins de semana, quando ele e a esposa ficam em casa, com a família. "Ainda não penso em parar de trabalhar. Não me imagino só em casa, sentado e olhando tevê", sorri.

Nelda Schneider,  84 anos, une trabalho e lazer através da confecção de acolchoados

Atividade que proporciona lazer e se estende para o benefício de outras pessoas. Assim pode ser definido o trabalho de Nelda Cecília Schneider, 84 anos, que divide sua residência em Três de Maio com o marido João Adolfo Schneider, 86, na qual recebe seus familiares (sete filhos, dez netos e três bisnetos) e confecciona colchões de forma artesanal.
Foi aos 21 anos que Nelda se mudou de sua cidade natal, Lajeado, para a região da Grande Santa Rosa, quando veio morar na cidade de Boa Vista do Buricá com seu marido, que tinha adquirido terras anquela localidade. Após 15 anos, o casal se mudou definitivamente para Três de Maio, para ficar junto dos filhos, que vinham para estudar em Três de Maio. Nelda e João residem no município há 48 anos.
A confecção de acolchoados com lã começou após a mudança para Três de Maio, como uma atividade de lazer, mas o serviço acabou chamando a atenção das pessoas, por serem produtos feitos totalmente de forma artesanal: Nelda trabalha desde a lã que serve de recheio para a capa do acolchoado (que ela mesma costura), até a confecção final do produto.
Como Nelda diz ter começado a produção de acolchoados quando tinha cerca de 40 anos, o número de itens por ela confeccionados é muito difícil de mensurar, considerando que são mais de duas décadas dedicadas a esse trabalho.
Apesar de fazer acolchoados para diversas pessoas que lhe os solicitam, Nelda não os comercializa: "não chego a cobrar um valor, eles apenas trazem a lã, o tecido, e eu faço", diz ela sobre o modo como conduz a sua atividade, que faz rotineiramente, em períodos do dia intercalados com os afazeres domésticos.
Segundo Nelda, em quatro dias é possível concluir um acolchoado, porém, como não há necessidade de trabalhar diariamente, ela produz de acordo com sua disposição, fazendo em média entre dois e quatro por mês, misturando o trabalho com o seu bem-estar.

Massagem auxilia na rotina
Para seguir fazendo suas atividades com tranqüilidade Nelda começou a fazer massagem geriátrica com a massoterapeuta Beatriz Urnau há cerca de dois anos. Segundo Beatriz, essa massagem consiste em sessões curtas, com movimentos e alongamentos suaves de ombros, mãos, pernas e pés, visando o melhoramento da mobilidade, circulação sanguínea e redução da dor.
Após notar a melhora na sua condição geral proporcionada pelas sessões de massagem, Nelda recomenda essa prática, que lhe ajuda a viver melhor e com mais saúde.

O segredo da longevidade do casal Lony e Arthur Kern

Quer algumas dicas para chegar à longevidade com muita disposição e saúde? Então conheça a história do casal Lony, 77 anos e Arthur Kern, 81, de Três de Maio.
Fé, alimentação saudável, atividades físicas e agenda sempre cheia. Eles não param um minuto. E o que é melhor, um tem a companhia do outro. Não estão sós, se completam.
Casados há 53 anos, eles mantém uma relação de amor, cumplicidade e respeito. Lony ainda exerce a profissão de costureira, a qual aprendeu quando tinha 20 anos  e Arthur é o faz-tudo dentro de casa, já que está aposentado. Vai ao supermercado, ao banco e até na casa das linhas para buscar as encomendas da esposa.

Os cuidados com a saúde e não esquecer de agradecer a Deus
A rotina do casal começa cedo. Às 5 horas já estão em pé. Tomam chimarrão e por uns minutos fazem um momento de oração. Por volta das 8 horas, tomam café. Frutas como banana e maça, chia e linhaça fazem parte do cardápio. Arthur toma leite, ao contrário da esposa, que prefere beber um copo cheio de chá.
Quando o tempo está bom, eles praticam uma longa caminhada. E depois retornam para casa, onde procuram ficar ativos sempre. Ela vai para a máquina de costura, ele ajuda nas tarefas domésticas. Por volta das 11 horas, na cozinha, começam a preparar o almoço. Arroz, feijão, carne e muitas saladas. O prato fica colorido e muito saudável.
Arthur mantém o hábito da sesta depois do almoço. Mas sem antes secar a louça para a companheira. Ela descansa um pouco e logo volta para a máquina. Depois que o marido acorda, conversam, atendem os clientes, sempre com bom humor e disposição. A rotina de trabalho de Lony encerra por volta das 19 horas.
O casal conta que para se manter saudável prefere prevenir do que remediar. "Só saimos de casa para caminhar nos dias em que não chove e não são muito frios. E todo ano também nos vacinamos contra a gripe. Nem resfriado pegamos este ano".
Lony se mantém na profissão porque, além de amar o que faz, a mantem ativa e em contato com as pessoas, já que diariamente atende clientes que vem em busca de seus serviços. "Amo o que faço. E isso me faz muito bem. Se a pessoa vai fazer algo que não gosta, ou não faz nada, adoece". Depois de anos de costuras, na qual fazia até vestidos de noiva, agora ela só faz reformas em roupas. E tem um quarto cheio de encomendas para entregar. "Achei que com as reformas iria diminuir o trabalho, ao contrário, só aumentou. Mas eu sou destas, se eu não posso fazer bem feito, então eu não faço".
Arthur fala com orgulho que tem 81 anos e ainda muita disposição. Aposentado, ele era funcionário público da prefeitura, diz que se considera um previlegiado. "Sempre penso que não agradecemos a Deus o suficiente. Temos a opção de escolher o que vamos comer hoje, enquanto que existem pessoas que nem tem o que comer", reflete.

Manter a mente ativa e o bom humor

O casal tem apenas um filho, uma nora e uma neta, de 21 anos, que não residem em Três de Maio. A família é pequena, mas unida e apesar da distância sempre mantém contato. Para ter a companhia de outras pessoas, eles frequentam a igreja evangélica São Paulo, onde vão aos cultos e participam de um grupo de orações todas as sextas-feiras. Nos fins de semana, ficam em casa, conversam, tomam chimarrão, dão uma caminhada e vão na casa de amigos. Não frequentam bailes da terceira idade, por uma opção de ambos.
Além da religiosidade, outro hábito que não abrem mão, o da leitura. "Assinamos o jornal Zero Hora e o jornal Semanal. Isso exercita o cérebro e nos mantém atualizados".
O bom humor também ajuda a superar alguma limitação que a idade impõe. Mas o cuidado com a saúde  é tudo para o casal, que não abre mão de consultas e exames periódicos.  Só tomam remédio para pressão. Mais nada.
Para eles, o segredo para tanta disposição é a força de vontade, o otimismo, aliado a uma boa saúde. "Se a pessoa está ruim também não tem vontade de fazer as coisas. Mas também não pode ficar de mau humor, de mal com a vida, reclamando. O principal é estar de bem com a vida, ser otimista, ter pensamento positivo, porque se a pessoa pensa coisa ruim, atrai coisa ruim", orientam.
E como eles não temos tempo para parar, só se ocupam com coisas boas. "Não dá tempo nem para brigar", brincam. São conselhos de quem vive a vida sem pressa, pois já conquistou tudo o que queria. Agora só querem ver a neta crescendo cada vez mais profissionalmente, e o filho e a nora bem.
Lony e Arthur são exemplos de  idosos, que apesar da idade se mantém ativos e com qualidade de vida. E que permaneçam assim, bem dispostos e com saúde, por muitos e muitos anos de vida.

Expectativa de vida é de 75 anos em Três de Maio

A esperança de vida ao nascer é o indicador utilizado para compor a dimensão Longevidade do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM).
Em Três de Maio, a esperança de vida ao nascer aumentou 5 anos nas últimas duas décadas, passando de 70 anos em 1991 para 73 anos em 2000, e para 75 anos em 2010.
Em 2010, a esperança de vida ao nascer média para o Estado do RS era de 75,4 anos e, para o País, de 73,9 anos.

As Soberanas da Melhor Idade, a Vovó e o Vovô Simpatia
Semana do Idoso teve escolha dos representantes da Terceira Idade do município de Três de Maio

A 4ª Semana Municipal do Idoso de Três de Maio encerrou na terça-feira, dia 1º. Promovida pela Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e Assistência Social e o Conselho Municipal do Idoso, contemplou várias atividades voltadas ao público da Melhor Idade.
Uma das principais atrações foi a escolha das Soberanas da Melhor Idade, Vovó e Vovô Simpatia, realizada no dia 27 de setembro, no Salão do Grupo de Idosos Conviver do Bairro Oriental. Autoridades municipais prestigiaram o evento, cujo público principal era formado por idosos que fazem parte de grupos da Melhor Idade da cidade e do interior de Três de Maio.
Nove mulheres e três homens desfilaram concorrendo aos títulos. Depois de uma disputa acirrada, o corpo de jurados teve que definir pelo melhor resultado. Um conjunto de critérios foi observado nesta escolha. E ao final, foram os vencedores: Soberana da Melhor Idade, Nilda Farias, 69 anos, 1ª Soberana Veloni de Almeida, 60 anos, 2ª Soberana Rovena Heifliger, 71 anos e Vovó Simpatia Maria Reimerdinger, 69 anos; e Vovô Simpatia, Victor Idalêncio, 71 anos. Depois do concurso, um animado baile foi realizado no salão, se estendendo durante toda a tarde.
A programação teve ainda palestra show com Roselei Angst e Equipe de São Miguel do Oeste (SC) no sábado, 28, e o Domingaço da Família, no dia 29, com mateada e apresentações artísticas.

Aos 69 anos, o primeiro desfile e a primeira conquista de um título de soberana
Aparência jovem, uma pele bem conservada e um corpo esbelto. Nilda Farias nem parece estar com 69 anos. No seu desfile, parecia já conhecer a passarela, mesmo sem nunca ter participado de outro desfile na vida. Sorridente, fez como as misses fazem em seus desfiles, acenou com simpatia aos jurados e ao público.
Casada há 47 anos, mãe de quatro filhos, ela participa do grupo Anitas da Melhor Idade. Nas horas vagas, seu passatempo é tocar gaita. Quando não está nos encontros da Terceira Idade, cuida dos afazeres domésticos e da família.
Sobre o segredo de se manter bonita, ela confessa que é vaidosa e gosta de se cuidar. "Mantenho a vitalidade dançando, me divertindo. Gosto muito da vida na terceira idade. Nunca pensei que agora, aos 69 anos, fosse desfilar e ganhar a primeira vez um título de soberana. Tenho muito orgulho disto", conta.
Ela conta que queria ser Soberana da Melhor Idade porque gosta de participar de todas as atividades realizadas e ir aos encontros dos grupos de idosos.

Um vovô que é pura simpatia e carisma
A faixa de Vovô Simpatia colocada sob o peito é exibida com orgulho pelo senhor Victor Idalêncio, 71 anos. Depois de realizar um bonito desfile, incluindo até uns passos de dança, na passarela do concurso, o idoso era só sorrisos de felicidade.
Idalêncio conta que quando surgiu o convite para concorrer ao título achou interessante e gostou da ideia. "Me inscrevi para participar deste grande evento, tão maravilhoso, que fez parte das festividades dentro da Semana do Idoso. A participação em grupo de idosos faz parte da nossa vida e quero que Deus nos proteja para que possamos continuar sempre assim, por muitos anos de vida", comemorou.
O Vovô Simpatia participa do grupo de idosos Envelhecendo com Alegria, do bairro Guaíra. "Há um ano estamos começando a organizar o grupo. Ainda não temos sede própria, apenas o terreno para construí-la. É a meta, pois o bairro Guaíra é um dos maiores de Três de Maio e necessita de um salão de recreação para os idosos". Por enquanto, o grupo só realiza encontros e reuniões em locais improvisados. Os tradicionais bailes ainda não ocorrem.
Idalêncio é casado com Lorondina, 72 anos, há 51 anos.  "Gostamos muito de sair. Nosso maior divertimento é participar dos encontros de idosos. A gente se encontra com amigos que às vezes não via há muitos anos. Isso é um grande prazer, uma satisfação para gente chegar nesta idade e ter um grupo de amigos para se divertir, dançar e conversar", destaca o idoso.

Sessão solene marca o Dia do Idoso
Três-maiense Egon Heinsch, 84 anos, foi homenageado  pelos relevantes serviços prestados à comunidade

Na noite de segunda-feira, 30 de setembro, foi realizada na Câmara de Vereadores de Três de Maio a 2ª sessão solene deste ano. A sessão especial, de iniciativa do Legislativo municipal, celebrou o Dia do Idoso que transcorreu em 1º de outubro e homenageou o cidadão três-maiense Egon Teophilo Heinsch, 84 anos, atualmente radicado em Porto Alegre.
O senhor Egon Teophilo Heinsch é o único vereador vivo da primeira Legislatura e também fez parte da comissão emancipacionista do município. Ele foi homenageado pelos relevantes serviços prestados à comunidade local, tendo inclusive escrito um livro sobre a história do município de Três de Maio.
A sessão foi presidida pelo vereador Alexandre Classman (PTB) e contou com a presença dos demais vereadores, o prefeito Olívio José Casali, a vice prefeita Eliane Fischer, secretários e diretores municipais, lideranças locais, representantes do Conselho Municipal do Idoso e de Grupos da Terceira Idade. Na oportunidade, 15 integrantes do Conselho Municipal do Idoso foram agraciados com mimos oferecidos pela secretaria municipal da Trabalho Cidadania e Assistência Social.

FOTOS: GENARO CAETANO; ALINE GEHM; DIVULGAÇÃO JS/DANIELA DE OLIVEIRA; JOTA MORAES/ ASSESSORIA CÂMARA VEREADORES TRÊS DE MAIO


Confira todas as fotos da matéria especial dos idosos abaixo



Indicar a
um Amigo

Comentários

Deixe a sua opinião

Veja Também

18/08/2017   |
28/07/2017   |
28/07/2017   |
28/07/2017   |
14/07/2017   |
23/06/2017   |




Todos os direitos reservados - Jornal Semanal - Três de Maio - RS