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A relação entre a infância e as novas tecnologias

14/10/2013 - Por Jornal Semanal
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Quando o 'não' é uma forma de amor
*Daniele Vilela Leite
Quando pensamos em educação dos filhos, parece que é uma coisa simples e fácil, que desenvolvemos na prática do dia-a-dia, mas, infelizmente, não é assim que funciona. A responsabilidade que temos em relação à educação de uma criança é um grande desafio.
Ela tem início já na gestação e nos primeiros
meses depois do nascimento.
O cuidado com alimentação, higiene, saúde, sono e outros fatores fazem parte da educação, pois, desde então, estamos ensinando aos nossos filhos amor, ética,
responsabilidades e valores.
Conforme a criança cresce, além de todos os cuidados
que devemos ter, é função dos pais e/ou responsáveis impor limites. Com isso, entra em cena o temido "NÃO".
Uma palavra tão pequena, de apenas três letras, mas como
é difícil dizê-la; mais difícil ainda é  manter-se firme na decisão negativa!
Em razão de trabalhos e afazeres diários, muitos pais
não veem seus filhos praticamente o dia todo e, como forma de suprir essa ausência, permitem a eles fazer o que quiserem, pois se sentem culpados por não participar da rotina das crianças. Isso sem contar com o receio que muitos pais têm de serem tachados de "autoritários", "conservadores",
com medo de reproduzir a educação repressiva que receberam.
Com isso acreditam que estão educando adequadamente.
Portanto, o não às vezes é necessário, mas alguns cuidados são necessários. Pense bem antes de negar algo ao seu filho.
Uma vez decidida, a imposição deve ser mantida. Ceder ao choro ou à chantagem fortalece ainda mais a criança, que cada vez mais irá insistir, chorar, fazer birra, pois ela sabe que, ao final, conseguirá o que deseja. Ela está te testando. Ceder é a fórmula para a criança crescer achando que as pessoas estão no mundo  para realizar seus desejos.
Outra coisa importante: pai e mãe devem sempre estar de acordo em relação às decisões sobre os filhos.
Quando não houver consenso, o casal não deve discutir
na frente da criança. Se ela perceber que os pais
não estão se entendendo sobre determinada situação,
ganha ainda mais força para aquilo que deseja,
pois percebe a vulnerabilidade deles.
A maior dificuldade nisso tudo é que fazer a criança entender que, enquanto ela ainda é pequena, pode ter (alguns) de seus desejos satisfeitos, mas que, na escola e, futuramente,
no trabalho, as coisas não serão assim.
Na escola, a criança se socializa mais rapidamente e acaba aprendendo que existem outras crianças no mesmo espaço e que regras e limites são necessários. Devemos lembrar que a escola é um aliado, e não uma substituição dos pais.
Lembre-se: o "não" também é uma forma de amor!
Dizer não aos filhos é um modo de demonstrar amor e carinho, além de ensiná-los que a vida impõe limites o tempo todo, querendo eles ou não. Com isso, eles serão poupados de maiores sofrimentos por serem "mimados"  ou "imaturos"
e, nos momentos de decepções e frustrações que surgirão
ao longo de suas vidas, saberão como lidar e
conduzir da melhor forma essas situações.
E você, está sabendo impor limite aos seus filhos?

* Orientadora Educacional na empresa  Planeta Educação


O que os pais devem fazer quando os filhos começam a mostrar interesse pela internet

                                                                                                                                                                                            DIVULGAÇÃO

Os pais e responsáveis devem estabelecer limites, educar, explicar e conscientizar
as crianças sobre o uso correto da navegação na Internet


A primeira impressão que temos nos dias atuais é que as brincadeiras de roda, bolinha de gude, patinete, peteca, amarelinha, esconde-esconde e jogar bola ficaram esquecidas no passado. Hoje, com o avanço tecnológico, torna-se quase impossível falar da infância sem associá-la a jogos eletrônicos, Internet, DVDs, aparelhos celulares e brinquedos com controle remoto. Esses tipos de ferramentas levam as crianças a terem outra visão de entretenimento e a reformularem seus métodos de diversão.
De acordo com a psicóloga Katiani Pertile, é sabido que quanto menor for a criança, maior sua necessidade de contato físico, por isso cabe aos pais utilizar o computador como uma forma, mas não a única, de estimular a curiosidade e a criatividade das crianças.


Como fazer o uso adequado das novas tecnologias


Psicóloga Katiani Pertile

Segundo a psicóloga Katiani Pertile, não é possível determinar o momento exato para haver a liberação de acesso à Internet, uma vez que essas ferramentas estão inseridas no cotidiano da criança, seja na escola ou em sua própria casa. "O que deve ser observado não é a idade da criança, mas sim o que é visto. Deve haver acompanhamento dos pais quanto ao acesso, sendo que todo o conteúdo deve estar adequado a cada faixa etária da criança e ao seu desenvolvimento emocional", orienta.
Neste sentido, os pais devem ter bom senso para dosar a quantidade do tempo de uso. "O ideal é estipular rotina para os filhos. As regras devem ser baseadas no cotidiano da criança e não podem interferir nos estudos, no brincar, na alimentação e no descanso. Devem ser colocadas de maneira clara e devem ser seguidas. Exceções podem existir, mas devem ser apenas em ocasiões especiais (férias, feriados, finais de semana)", aconselha.

A importância do diálogo nesta relação

Katiani ressalta que o ideal é que o computador usado pela criança esteja em locais de uso comum da família, de fácil visibilidade para os pais. "Quando a criança estiver acessando a internet, os pais ou algum responsável devem estar presentes, participando e observando o que ocorre durante a navegação. Pois o papel dos pais é ser guia e mediador na relação com a tecnologia, e não proibidor".
Para a psicóloga, a criança ainda é muito pequena para discernir o que é certo e errado, por isso o diálogo é fundamental na relação entre pais e filhos. "Os pais devem se mostrar sempre dispostos a ouvir a criança e explicar o tipo de conteúdo que querem que seu filho tenha acesso e o tipo de conteúdo e pessoas que devem evitar. Fazer uma lista de precauções junto com seus filhos pode ser uma ideia interessante e não muito invasiva. Além disso, existem programas e recursos nos computadores que permitem o monitoramento dos acessos e, até, do histórico de conversas com outras pessoas", informa.

Encontrando um ponto de equilíbrio

Segundo ela, pode-se dizer que o contato com a tecnologia e o uso da própria internet fazem parte do processo educativo e que são experiências que precisam ser vividas e, é justamente por isso, que se faz necessário encontrar um ponto de equilíbrio na questão.
Por isso, tanto os pais quanto as escolas precisam estar atentos não só à forma de utilização dessa ferramenta (apertar teclas, mexer no mouse e aprender a se conectar a rede) como também, na educação do usuário frente às questões éticas e morais que permeiam seu uso.
Katiani pontua que cabe aos pais e familiares envolvidos ficarem mais atentos, aprenderem a monitorar, a participar e a interagir com suas crianças, como também observar sinais e diferentes comportamentos apresentados (agressividade, mentiras, ansiedade, falta de sono ou apetite). "É fundamental estabelecer limites, educar, explicar e conscientizar o uso correto da navegação, pois somente com uma boa supervisão e sem uso excessivo, as crianças poderão aproveitar os benefícios de estarem vivenciando a geração de apertar teclas, mexer no mouse, conectar-se a uma rede e navegar", conclui. 

8 motivos para não criar um perfil no Facebook para uma criança

Com a diversidade de meios de acesso à Internet, é comum ver crianças navegando pela web com total autonomia e acessando redes sociais como o Facebook, por exemplo. No entanto, permitir a entrada precoce dos pequenos no mundo online pode não ser uma boa ideia. Por isso, reunimos motivos pelos quais a rede pode apresentar riscos para crianças. Confira algumas dicas:

1 - O Facebook é proibido para menores de 13 anos

De acordo com as regras de uso do próprio Facebook, apenas adolescentes a partir de 13 anos podem criar uma conta na rede social. Apesar de não existir um consenso sobre a idade ideal, o objetivo é permitir apenas a entrada de pessoas que, mesmo ainda muito jovens, já sejam capazes de separar o certo do errado e fazer escolhas baseadas nos seus valores. Os responsáveis precisam ficar atentos. É importante que os pais monitorem seus filhos, e que eles sigam as regras básicas estipuladas pelas redes. É muito importante ter a consciência de que as crianças interagem de muitas formas diferentes e que isso representa perigos.

2 - Privacidade de fotos e posts expostos
Outro motivo para manter as crianças menores de 13 anos fora do Facebook diz respeito à privacidade de posts e fotos nas redes sociais. É que, mesmo que a nova geração já tenha nascido no mundo online, informações importantes como a configuração de privacidade, podem passar despercebidas se um adulto não 'blindar' o perfil do menor como privado. Crianças sozinhas em fotos de perfil ou nos álbuns jamais, isso é uma regra básica. Também vale não disponibilizar publicamente as imagens delas em alta resolução. Cibercriminosos podem usar as fotos de boa qualidade para montagens, ou disponibilizá-las em sites de conteúdo abusivo e pornográfico. Além disso, manter públicas fotografias de crianças pode ajudar outras crianças que praticam bullying a usá-las de forma inadequada.

3 - Rastreamento e localização fácil
As conversas em chats, em geral, oferecem a localização dos usuários na hora de enviar uma mensagem via dispositivos móveis (smartphones e tablets) e alguns computadores. Sem o bloqueio dessas funções, as crianças também podem se tornar alvo fácil de localização. Além disso, a publicação imediata de fotos - ou os marcadores de fotos - com locais indicados no Facebook, também contribui para localizar esses usuários facilmente.

4 - Contato facilitado com estranhos
Uma das funções básicas do Facebook é aproximar pessoas conhecidas e permitir que o usuário conheça outras novas por meio da plataforma. Por isso, qualquer pessoa pode ter acesso ao perfil de uma criança, inclusive desconhecidos, se tiver conta na rede social. Os pais precisam ficar atentos aos contatos na rede social. É necessário orientar a criança a não abrir a webcam para qualquer um, assim como não contar detalhes da vida pessoal. Mas o principal é o que vale na rua também: não conversar com estranhos.

5 - Bullying, assédios e abusos
Nas redes sociais, atitudes como o ciberbullying, o bullying virtual, se tornaram muito mais corriqueiras, assim como assédios e abusos. Por isso, a orientação para ter cuidado com o que é publicado, curtido, compartilhado e comentado na rede social é extremamente válido. O Facebook mantém campanhas que orientam os usuários a não praticar bullying e avisar ao site sobre atitudes ofensivas. É possível denunciar posts, fotos, vídeos e perfils na rede social.
Assim, as configurações de controle de fotos, a privacidade do perfil e a divulgação da localização da criança se tornam fatores cruciais para a preservação da mesma online.

6 - Spam, pornografia, violência
O Facebook não possui ferramentas de controle dos pais na rede. Dessa forma, a criança fica "livre" para ter o acesso à quaisquer conteúdos abusivos disponíveis publicados por outros usuários. E, engana-se quem pensa que isso significa apenas pornografia. Fotos, textos, grupos de discussão e vídeos violentos também circulam pela rede social, e aos montes.
Há também políticas internas para denunciar esse tipo de conteúdo inadequado na rede social. Porém, a ferramenta de alerta não garante que o site fique livre de imagens e textos abusivos que se reproduzem e se renovam todos os dias pelas mãos dos próprios usuários.

7 - Links maliciosos, plugins e golpes
O número de golpes, links e plugins maliciosos no Facebook também é grande. Em geral, eles vêm acompanhados de imagens atrativas ou promoções que prometem viagens, smartphones e uma infinidade de outros prêmios. Tudo isso chama a atenção de usuários das mais variadas idades, incluindo crianças que buscam por jogos e outras brincadeiras. Ao acessarem tais links e serem vítimas de golpes, os pequenos podem acabar divulgando dados pessoais ou adquirindo algum vírus para o dispositivo que usam para acessar a web.

8 - Conteúdo pago com dados do cartão dos pais

Os jogos são um dos maiores atrativos para crianças no Facebook. No entanto, alguns conteúdos deles podem ser pagos na rede social. Fazendo uso do cartão dos pais, mesmo quando autorizado, a criança pode disponibilizar dados indevidos, ser vítima de novos golpes bancários e vírus, ou mesmo fazer "compras" acima do limite dado pelo pai ou pela mãe.



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