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Posição do bispo sobre o álcool

29/10/2013 - Por Jornal Semanal
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*Dom Zeno Hastenteufel

Todos são testemunhas e conhecem a verdadeira devoção de todo povo italiano à imagem de Nossa Senhora do Caravaggio. A autêntica história dessa devoção remonta ao ano de 1432, quando não longe de Milão, no pequeno povoado chamado Caravaggio, Nossa Senhora apareceu a uma jovem esposa, de nome Joaneta  de Vacachi, casada com Francesco Varolli. Joaneta era uma mulher da roça, ainda jovem, casada com um homem bom, mas que tinha o vício da bebida e, nos finais de tarde, sempre frequentava um bar, onde bebia até terminar o dinheiro e depois vinha pra casa e batia na esposa até sangrar.
Naquela tarde de 26 de maio, Joaneta estava cortando um pouco de pasto, chorando e rezando, sentindo já a angústia de, em breve, mais uma vez apanhar do marido, que certamente viria bêbado para casa. Foi então que, uma Senhora apareceu e pediu muita oração pela conversão do marido. E ela assegurou: "um homem convertido não fica bêbado e nem bate na esposa". Joaneta conseguiu a conversão do marido, a bebida foi superada e a paz entrou  naquela casa. Era um sinal do céu, vindo ao encontro da humanidade, que quase seis séculos depois não entendeu inteiramente esta mensagem.
Todos os anos, milhares de pessoas se dirigem aos santuários marianos, especialmente aos locais de veneração de Nossa Senhora do Caravaggio e nós sempre contamos esta história. Não seria momento de darmos  um passo? Se pudéssemos, aos poucos, superar a venda de bebida alcoólica em nossas festas de igreja! Há muita gente esperando este passo.
Hoje, vemos que a imprensa está apontando os perigos da bebida, o nosso trânsito já tão difícil e que ceifa tantas vidas inocentes. As próprias autoridades do país, do estado e dos municípios  estão angustiadas diante das consequências do álcool e de todas as drogas. O cigarro esta sendo tão bem dominado pela nossa população, tanto que a população fumante diminuiu consideravelmente.
Não deveria a Igreja de Jesus Cristo dar um sinal de que estamos atento à voz de Deus? Não deveríamos continuar caminhando na direção de, aos poucos, superar a venda de bebidas alcoólicas, em nossas festas?
Já temos belíssimos exemplos de festas sem álcool, nas paróquias Santo Antônio, Bairro Liberdade (NH), e na Santa Catarina, em São Leopoldo,  e em muitas outras comunidades.
As festas são cada vez maiores. A venda de refrigerante e garrafinhas de água aumenta. Mulheres e crianças podem frequentar estas festas, sem preocupação e sem alarme. O que verifica de verdade é que o povo destas festas sem álcool vive numa grande alegria e na certeza de poderem voltar para casa em paz e perfeita harmonia.

*Bispo da Diocese de Novo Hamburgo
fonte:  Diocesano julho/agosto de 2013



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