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RS pode colher a segunda maior safra da história

04/11/2013 - Por Jornal Semanal
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Expectativa da Conab é de que o Estado colha o total de 2,6 milhões de toneladas de trigo neste ano, em 1,03 milhão de hectares

A semana proporcionou condições favoráveis para o avanço da colheita do trigo no Rio Grande do Sul. Boa parte das lavouras colhidas no Estado apresentam bons rendimentos, tanto em quantidade como também em qualidade. As adversidades climática (chuvas, granizo e geadas), registradas durante setembro e outubro não afetaram de modo significativo a grande maioria das lavouras, marcando uma tendência positiva para a obtenção de uma boa safra para este ano.
 O primeiro levantamento realizado pela Emater sobre a atual safra de trigo indica produtividade média de 2.632 kg/ha, (em torno de 43 sacos/hectare), a terceira melhor da história. Se mantidos os bons indicadores, o valor bruto da produção pode somar R$ 1,793 bilhão, utilizando como base o atual preço médio pago ao produtor na semana (R$ 665 por tonelada).
Conforme a Emater, o RS poderá colher uma safra 2,695 milhões de toneladas de trigo este ano. Já a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta uma safra de 2,61 milhões, em 1,03 milhão de hectares. Em ambos os casos, se for confirmada essa produção, será o segundo melhor resultado desde 1976, quando começaram os levantamentos. O melhor resultado foi obtido na safra de 2011, quando foram colhidas 2,742 milhões de toneladas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Produtor otimista com os preços

Preços mais de 25% acima do ano passado animam os produtores gaúchos que apostaram na ampliação da área cultivada. Em média, o preço da saca de 60 quilos na região Noroeste do RS está cotada em R$ 40,00.
São os estoques mundiais abaixo do habitual que elevaram os preços e estimularam o reforço gaúcho na cultura. Atualmente, há em torno de 176 milhões de toneladas armazenadas, enquanto o ideal seria ter pelo menos 200 milhões de toneladas.
Especialistas indicam que o preço atual se deve a fatores como a interrupção das exportações da Argentina, em maio, e às perdas com geadas no Paraná e no Paraguai.

Em Três de Maio, produtividade varia de 45 a 60 sacos por hectare
Três de Maio está no ápice da colheita. Se as condições de tempo continuarem colaborando, a previsão é que até hoje, 70% da área plantada de 10 mil hectares esteja colhida. Conforme o engenheiro agrônomo da Emater local, Fábio Karlec, a produtividade média das lavouras está em 45 sacos/hectare. "Em algumas áreas, onde houve investimento em tecnologia e o tempo foi propício ao desenvolvimento, há produtores colhendo mais de 60 sacos/ha".
No município, embora as geadas registradas no inverno e as intensas precipitações no mês de outubro (que totalizaram 200 milímetros), os danos ocorreram em lavouras em áreas limitadas.



FOTO: DIVULGAÇÃO/JS



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