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O comportamento humano

11/11/2013 - Por Jornal Semanal
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Nesta edição, um tema bastante complexo, "Comportamento Humano" e suas subjetividades. Dentro deste tema, vão se impondo situações, viveres e consequências. Crianças, cada vez mais cedo, estão sendo encaminhadas aos consultórios psicológicos e psiquiátricos. Angústias, medos e relações atribuladas, depressão, vão se havendo a história, e, entre tantos desatinos, passam-se os dias, passa a nossa vida.  Para falar sobre este assunto, a coluna traz reflexões sobre a existência humana no dia-a-dia, através da escrita do conceituado Psicólogo Jorge Falkembach, palestrante e autor do livro Avesso.  

Chegam-me, sob a forma de perguntas, observações sobre o nosso cotidiano, viver e as consequências, que por estes viveres, vão se impondo a nossa subjetividade.  Querem, as perguntas, circunscrever situações que se apresentam aos que, se acantonando no lado "psi" da vida, com elas tem que estar se havendo.
Na forma que me chegaram assim as enumero:

1º - Cada vez mais cedo as crianças estão sendo encaminhadas ao psicólogo ou ao psiquiatra.  A que atribui isso?

2º -  O uso de medicamentos também é mais frequente. Quanto a isso o que tem a falar?

3º - Os consultórios dos psicólogos e dos psiquiatras estão sempre cheios: crianças, jovens e adultos. A que se deve? (Facilidade a isso? Modismo? Doenças do momento? Família em conflitos?).

4º - O atual momento da sociedade gera: angústia, depressão, tristeza, competição, porque? 

Estas são as perguntas.  Respondê-las, em meu nome, Jorge Falkembach - Psicólogo - CRP 07/08342, será enquadrá-las em meras opiniões...
O que carece e se demanda é ir além de opiniões. E reflexões se impõem. Vamos encará-las?!
a) Mais que voz corrente ou constatações meio que apressadas, uma percepção que bem se funda vem se garantindo aos que na complexidade da vida estão atentos: 
- CADA VEZ MAIS CEDO AS CRIANÇAS ESTÃO SENDO ENCAMINHADAS AO PSICÓLOGO OU AO PSIQUIATRA. - OS CONSULTÓRIOS DOS PSICÓLOGOS E DOS PSIQUIATRAS ESTÃO SEMPRE CHEIOS: CRIANÇAS, JOVENS E ADULTOS. - O USO DE MEDICAMENTOS TAMBÉM É MAIS FREQUENTE.

b) A que atribuir? A que se deve? O que se tem para falar? 
Primeiro, isto não é um problema meu. Só meu! Se você de mim espera explicações, em nome da minha "especialidade" e por isso busca se esconder num conveniente faz de conta: " isso eu já sei", ou pior:  "o que será que ele está querendo dizer para aparecer" e com este desdém me desqualifica ou, se o que por mim dito vai de encontro à "interesses consolidados e confortos garantidos a duras penas",  restará a você  um "pouco se me importa". E a vida seguirá e continuará seguindo, com os inarredáveis sofrimentos que nos constituem, quer sejamos crianças, jovens e adultos... 
E claro, tudo isto se perderá entre papeis jornais/velhos que talvez sejam úteis, talvez, só em bizarros pacotes. 
Este problema não é meu! ESTE PROBLEMA É NOSSO!

 c) Você também tem que atribuir entendimentos, buscar causas e sobre isso muito falar. Seu silêncio e o seu não querer se envolver já dão conta do quão bem adestrado precisamos ser mantidos.  
Acredite, não estou forçando linguagem: você leu adestrado mesmo!
Mas, não são os animais que são adestrados? Adestram-se humanos? Quem nos adestra? Por que nos adestram? Serão sempre bem sucedidos os que nos adestram? Para onde vão os que não conseguem ser bem adestrados? Tem alguma droga que dobra os que não se sujeitam ao adestramento? Você conhece quem lhe adestra? Você sabe que técnicas e instrumentos seu adestrador usa? 

d) Parece que está ficando sério demais... Mas a seriedade nos convoca. Necessário se faz dar conta do óbvio. E o óbvio grita uma vez reconhecido. Antes de reconhecê-lo ele se dissimula. NÃO SOMOS SÓS! O ficar vivo demanda o outro. Sem o outro não existimos. No mais profundo de si, cada um descobre-se, constrangido: eu sou o OUTRO.  Vivemos dos laços construídos e nas injustiças que neles se fundam, onde bem adestrados sobrevivemos. Resumindo: A VIDA É INJUSTA, MAS VALE!
Vive-se de um imaginário. Vive-se de um vir a ser. Aí o melhor de nós, sempre na fantasia do porvir... Mas a nossa cara é feita do que já foi, naquilo em que o imaginário pretérito transformou-se: nossa história de vida. 
Sempre parida nas angústias constitutivas de um sonhar que não se realiza como se prometeu, mas nas cotidianas tristezas, em que o realizável mostra-se sempre aquém. ASSIM É A VIDA!

e) Mas não é esta a vida que estão a exigir-lhe que você a viva! 
Você precisa mostrar/encenar que, se você quiser, a tristeza está erradicada para aqueles que por estas paragens moram e por tempos ditosos se espraiam. A felicidade é só uma questão de abri-la. 
Basta a sua vontade e a sua competência. Você está proibido de sentir-se inadequado para as demandas que lhe sobrecarregam. 

f) Se fracassar, carregue o peso de sua desesperança e o sentimento de nulidade por não estar apto e capacitado ao concorrencial clima que tudo inova/qualifica/inventa.  
O mundo esteve aos seus pés, mas... As imagens estão mostrando os vencedores. Os objetos fruídos e usufruídos compõem os cenários dos triunfadores, em praias de azul turquesa nalguma escondida ilha filipina, em algum safári queniano ou em algum contraforte do Himalaia tibetano ou no remanso de alguma ilha grega de sol inundando os esculturais corpos. Tempo para esportes radicais. 
g) Talvez seja difícil tudo isso suportar. Drogas lícitas você conseguirá com o seu doutor. As ilícitas no seu seguro fornecedor. 
Enquanto isso: no social a família está em processo... Casamento é cerimônia hipervalorizada por aqueles/aquelas que buscam reconhecimento social para as suas estranhas formas de ser/gozar. Animaizinhos para encantar pares ternos com cuidados maternais/paternais abundam nas relações com tempo de existência/duração, de antemão, escasso. (Cada vez mais há um medo de se lançar em filhos. Riscos bem menores com animais de caninas fidelidades).
Em quem confiar? ( Não esqueça que confiar é o amor em ato. E que podem se fazer atos do amor sem que nenhuma confiança esteja sendo compartilhada ).

CARECE UMA PERGUNTA AOS LEITORES: 
PARA ONDE VOCÊ ACHA QUE TUDO ISSO ESTÁ REFLUINDO? 
ONDE TUDO ISSO PODE ACABAR? 
Só a título de fechar reflexões: retome as perguntas que lá em cima ficaram e com algumas pistas sugeridas produza as suas respostas. Claro que eu tenho as minhas. Se você achar pertinente querer comigo conversar e nos buscarmos para facilitar as dores da existência, apareça. Para me encontrar use o número (55) 9961-2155.



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