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Obesidade

16/12/2013 - Por Jornal Semanal
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*Tiago Henrique Artmann

Suas causas podem ter várias possibilidades, pode ser de fatores genéticos, sociais, comportamentais ou culturais. Na maioria dos casos, as causas da obesidade estão ligadas à má alimentação e ao sedentarismo.
Em cada 10% do aumento no peso corporal, há um aumento na incidência de doenças coronarianas em aproximadamente 20%, além da elevação no colesterol plasmático.  Esse risco pode se tornar mais agravante no momento em que o ganho de peso esteja acompanhado de uma redução de atividade física.
Ao compararmos indivíduos com peso normal, os homens com 20% acima do peso desejável têm 20% a mais de chance de morrer por todas as causas, pois possuem risco duas vezes maior de falecer por diabetes, têm 40% a mais de chance de desenvolver disfunções na vesícula biliar e 25% a mais de doenças coronarianas. Em homens com 40% acima do peso desejável, a mortalidade por todas as causas é 55% maior, apresentam 70% a mais de chance de desenvolver doenças coronarianas, e o risco de morte por diabetes é quatro vezes maior do que entre pessoas de peso normal.
Em jovens adultos de 20 a 45 anos, a prevalência da hipertensão é seis vezes maior em obesos do que em não obesos. É aceito que o ganho de peso que ocorre habitualmente com a idade representa um dos mecanismos de elevação da pressão arterial. A hipertensão arterial é uma doença que ataca os vasos sanguíneos, coração, cérebro, olhos e pode causar a paralisação dos rins.
Há uma série de disfunções pulmonares em indivíduos obesos, como por exemplo, a chamada síndrome Pickwickian ou síndrome da obesidade hipoventilação, caracterizada por sonolência e redução da ventilação. Há queda uniforme no volume de reserva expiratório e na capacidade vital.
Os indivíduos obesos devem procurar ter uma alimentação mais saudável e ter o hábito de praticar exercícios físicos para que possa haver uma redução de peso para que possam começar a pensar em dietas mais intensas.
A dieta para redução de peso deve limitar a ingestão total energética. Dietas que restringem severamente o consumo energético, bem como jejuns prolongados, são cientificamente indesejáveis e perigosos para a saúde, resultando em perdas de grandes quantidades de água, eletrólitos, minerais, glicogênio e outros tecidos isentos de gordura, com mínima redução de massa adiposa. A dieta deve conter alta porcentagem de energia derivada de carboidratos e baixa de lipídeos, além do controle de quantidades de colesterol na dieta.
Dietas ricas em fibras também contribuem para a minimização dos problemas de doenças cardiovasculares, devido à redução do colesterol plasmáticos e da LDL. Com o tempo o consumo de energia fica restrito, e o gasto de energia diminui, levando a redução de peso corporal. A perda de peso deve ser resultado da máxima redução de gordura corporal e de mínima perda de massa magra, representando sucesso na manutenção do peso perdido, poucos riscos de desnutrição e de complicações médicas.  
A inclusão de exercícios físicos pode ser favorável para que não ocorra a perda da massa magra.
A prática de exercícios físicos trará vários benefícios a saúde,como melhora na capacidade cardiovascular e respiratória, diminuição da pressão arterial em hipertensos, melhora na tolerância a glicose e na ação da insulina.
Indivíduos fisicamente ativos e com excesso de peso apresentam menor morbidade e mortalidade que aqueles sedentários.O exercício contribui para redução de peso através da criação de balanço energético negativo.
O exercício aeróbio combinado à dieta previne o declínio na resposta lipolítica e na oxidação de gorduras que ocorre em obesos submetidos apenas a dieta, além de preservar a massa magra, reduz a massa gorda.
O exercício físico é uma forma de tratamento de obesidade que eleva o gasto energético e minimiza os efeitos negativos da restrição energética.
É essencial para a saúde publica fazer investimentos econômicos em alimentação e na qualidade de vida das pessoas. Com uma melhor estrutura pública e orientações pode-se ajudar a população a melhorar sua qualidade de vida, ajudando na prevenção de doenças evitado problemas na velhice.

*Acadêmico da Unijuí, Campus Santa Rosa - RS.
Disciplina: Atividade Física e Promoção a Saúde II
Professor:Luiz Serafim de Melo 




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