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A Terapia do Riso

25/02/2014 - Por Jornal Semanal
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* Gustavo Griebler

Chego próximo das 21h. Instalo-me em uma cadeira próxima ao palco. A cortina azul me separa da diversão que está por começar dentro de alguns instantes. As pessoas começam a chegar e a conversa começa a aumentar. Algumas passam com pipocas e refrigerantes, que rapidamente consomem, antes inclusive de a peça começar. Pouco depois das 21h as luzes da lona se apagam. E a apresentação da peça começa. As conversas cessam. A expectativa toma conta do público. As cortinas se abrem e a fantasia começa. Não demora para as primeiras risadas aparecerem. É inevitável.
A graça e o riso são coisas desejadas pelo ser humano. É uma fuga dos problemas. Muitos buscam no álcool ou nas drogas esta fuga, que sabem ser temporária, de forma errônea. Não precisamos nos afundar nestas coisas para conseguir o riso. A graça e o riso estão dentro de nós, estão no nosso semelhante que possui o dom da piada, o dom da graça perante o cotidiano.
O palhaço Serelepe possui este dom. Nasceu com ele, talvez desenvolveu. Não sei. Não conversei com ele para saber mais sobre isso. Fato é que as pessoas atentam para ele à espera da próxima piada que fará, da próxima pessoa com quem conversará na plateia para arrancar mais gargalhadas ainda.
O circo parece algo falido nos dias atuais em que a televisão, o computador, o celular, tudo isso com internet agregada, dão o tom. Colocar teatro em circo então parece loucura. Mas não é. Computador nenhum, televisão nenhuma, celular nenhum proporcionam a vivacidade que é um personagem à sua frente, o olho no olho, a risada ao mesmo tempo em que a piada é contada. E, no fundo, é isso que importa, realmente. Esse ao vivo!
O teatro de lona foi embora de Três de Maio. Talvez volte logo. Talvez demore a voltar. Talvez não volte. Torço para que volte. Não olhei todas as peças. Gostaria de assisti-las todas, na medida da minha disponibilidade, claro. O teatro me encanta, e continuará a me encantar, enquanto a fantasia se misturar ao real e produzir a piada, que me levará ao riso.
Boa sorte, Serelepe e família, em suas futuras apresentações em outros pampas e que regressem em breve para Três de Maio! Vocês me alegraram em novembro, dezembro e janeiro!

* Mestre em Educação nas Ciências.
Professor de Ensino Superior da Setrem.



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