Terça-feira, 12 de dezembro de 2017
Ano XXIX - Edição 1487
(55) 3535-1033
jsemanal@jsemanal.com.br
diagramacao@jsemanal.com.br

A surpresa da Novalgina...

17/08/2012 - Por Marcos Salomão
Tweet Compartilhar
Com algum tipo de dor, ela resolveu tomar duas Novalginas, um medicamento conhecido e fabricado pelo laboratório Sanofi-Aventis...
Depois da ingestão dos comprimidos, ela começou a ter febre, mal estar, dor de cabeça, irritação e bolhas na pele, na boca e nos olhos. O marido então a levou ao hospital e ela foi internada.
O quadro então se agravou. Ela começou a ter insuficiência renal, diminuição da capacidade visual e seu corpo então sofreu queimaduras em 90%. Ela foi transferida para a unidade de queimados do Hospital Regional da Asa Norte-HRAN onde foi submetida a uma cirurgia plástica.
Os médicos estudaram o caso, pediram exames e diagnosticaram o desenvolvimento da Síndrome de Steven-Johnson, gerada em razão da Dipirona, princípio ativo da Novalgina.
O casal então teve que vender o apartamento onde moravam para custear um tratamento particular em São Paulo para recuperar a visão da mulher.
Resolveram então processar o laboratório.
Em sua defesa, o laboratório alegou que a bula do remédio contém a informação de que o medicamento pode desencadear a síndrome e que uma (01) a seis (06) pessoas a cada um milhão desenvolvem este mal.
O juiz da 4ª. Vara Cível de Taguatinga, no Distrito Federal, condenou o laboratório a indenizar a família em R$ 700 mil. O laboratório recorreu, pedindo par abaixar o valor da indenização para R$ 100 mil. A família também recorreu da decisão, pedindo para aumentar o valor da indenização.
Ao analisar o processo, os desembargadores da 2ª. Turma Cível de Brasília aceitaram os relatórios médicos que demonstravam a ligação entre o medicamento e os fatos ocorridos e ressaltaram que "foge à segurança razoável esperada pelo consumidor que o remédio, de uso tão difundido, venha causar tão grave moléstia, como a Síndrome de Steven Johnson. A ré (laboratório) assumiu o risco em colocar no mercado o remédio sabendo que ele pode causar graves problemas de saúde ao consumidor, ainda que em percentual mínimo."
Ao final, os julgadores resolveram aumentar a indenização para R$ 1 milhão. A mulher ainda não conseguiu recuperar integralmente a visão, e está na fila de espera de transplante de córnea e, mesmo passados cinco anos do ocorrido, ainda não conseguiu retornar ao trabalho.
Fonte: TJDFT Processo 2009.07.1.0088248 APC
Quem diria, que duas Novalginas poderiam causar tudo isso? Quem de nós não tem ou não conhece alguém que tem este medicamento em casa? Ainda bem que as chances são poucas, de um de nós desenvolver a doença. Uma a seis pessoas a cada um milhão... o negócio é torcer para que você não sejamos os "premiados"...

Das minhas leituras da madrugada:
"Aqueles que mais temem a morte, são os que menos aproveitam a vida...

Um ótimo fim de semana a todos...




Indicar a
um Amigo

Comentários

Deixe a sua opinião

Veja Também

17/04/2015   |
13/04/2015   |
13/04/2015   |
27/03/2015   |
20/03/2015   |
13/03/2015   |




Todos os direitos reservados - Jornal Semanal - Três de Maio - RS