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Bernardo...

17/04/2014 - Por Marcos Salomão
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Estamos todos chocados com a violência que tirou a vida do menino Bernardo de Três Passos. Um absurdo. Ouvi ontem a gravação da entrevista da delegada de polícia e li algumas reportagens nos sites da região. É inacreditável o que ocorreu. Se realmente comprovada a autoria do crime, imputada ao pai e a madrasta com auxílio de mais uma pessoa, estamos diante de um dos crimes mais terríveis que a nossa região já presenciou.

Que vida difícil este menino teve. Não me refiro apenas à sua trágica morte, que teria ocorrido por uma injeção letal da madrasta enfermeira ou do pai médico, mas desde a morte da sua mãe (suicídio com tiro na cabeça após descobrir que o marido tinha como amante a enfermeira, atual madrasta, conforme relatam alguns sites de notícias) ele não teve mais paz, ao ponto de relatar ao Ministério Público que era tratado com indiferença na casa que morava com o pai e a madrasta.

É importante ressaltar que o Ministério Público tomou providências e o pai compareceu ao fórum, pediu mais uma chance e o menino aceitou. O Estado sempre buscará a reconciliação no seio familiar, e o Estado não tem como prever um desfecho trágico como este, que é uma exceção.

Falo que é uma exceção, porque muitas crianças são criadas por madrastas e padrastos no Brasil. É uma situação bastante comum. Tão comum que hoje a Justiça vem autorizando colocar nos registros de nascimento o nome de padrastos e madrastas ao lado dos nomes dos pais biológicos. A regra geral é que todos buscam o melhor para seus filhos e enteados.

Todos querem viver em paz. A exceção é o mal estar, e a exceção da exceção é o descontrole que acaba resultando na tragédia.

Não existe crime perfeito...

Matar um menino e enterrar seu corpo a beira de um rio, em um matagal, noutra cidade, parece um crime perfeito. Ninguém descobrirá, pensarão seus autores, que desconhecem a força do Universo.

Porém sempre haverá mais uma pessoa que sabe, ou ocorrerá um imprevisto como levar uma multa de trânsito durante o percurso (como ocorreu), ou alguém estará passando naquele momento por perto...

O Universo não conspira a favor do mal, e o ser humano não é soberano. Seus atos são constantemente vigiados por uma Força maior, que busca o caminho do Bem. Um crime destes não passaria despercebido. Somente quem não compreende os valores da vida em sociedade e não compreende o significado de "família" poderia imaginar que daria tudo certo. 
  
O pai que tira a vida de um filho, ou que permite que alguém lhe tire, e enterra seu corpo em um matagal, não terá descanso aqui na terra, nem em outra dimensão, e sua alma sofrerá o remorso eterno, sendo consumida pelo fogo ardente do arrependimento, quando este vier (se vier), sendo esta alma também perseguida eternamente pelo desejo de vingança daqueles que anseiam pelo sentimento de justiça. É um fato injustificável...

Das minhas leituras da madrugada:
Tema ao homem que não teme a Deus...




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