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Mercado em expansão

25/04/2014 - Por Yara Lampert
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Segundo a ABEME (Associação Brasileira das Empresas de Mercado Erótico e Sensual), o mercado de Sex Shop vai de vento em popa.
As vendas dos produtos movimentaram mais de R$ 2 bilhões em 2013 e o número tende a aumentar devido ao crescimento de lojas do ramo. A primeira loja de Sex Shop do país foi inaugurada em 1978, por um empresário que começou a trazer produtos da Europa, batizado de Complement. Mas, segundo a ABEME, 80% das empresas do setor foram criadas nos últimos 10 anos.
Apesar do crescimento e da consolidação, este mercado ainda é discreto e reservado. Para falar sobre este tema, a coluna traz uma entrevista com a empresária Carina Philippsen (leia-se Absolutta Moda Íntima),  que é proprietária de uma loja especializada em roupas íntimas e um anexo de Sex Shop.

As lojas de Sex Shop não param de crescer. A que você atribui este crescimento?
O crescimento desse setor deve-se muito ao maior esclarecimento das pessoas, principalmente das mulheres, em relação ao sexo e da vontade de surpreender e agradar cada vez mais o parceiro. Atualmente o produto erótico é visto como um aliado na manutenção da relação amorosa.

Quais os itens mais procurados?
Os itens mais procurados diferem muito conforme cada época do ano. Mas entre eles, podemos citar os cosméticos sensuais (gel, cremes estimulantes, óleos...), acessórios, fantasias, próteses e artigos de "brincadeira" para datas como despedidas de solteiro, aniversários...

Como os clientes se reportam quando querem adquirir um produto do Sex Shop?
Ele já vem até a loja com a intenção de adquirir algum produto. Alguns pedem diretamente o que querem comprar, outros pedem para conhecer os produtos, as novidades no setor, outros apenas apontam em direção ao Sex Shop, enfim, as abordagens são as mais diversas. Depende muito de cada cliente.

Quem é o público alvo? Qual  é a faixa etária?
Não existe um público alvo específico, tão pouco uma faixa etária determinada. A clientela é bastante variada. Atendemos clientes desde os 18 anos até os da chamada "melhor  idade". Pessoas solteiras, namorados, casais...
O espaço da Sex Shop geralmente é mais reservado. Ainda existe preconceito em relação a este mercado?
Não acho que seja preconceito, e sim uma questão de privacidade, até por se tratar de produtos de foro íntimo de cada um. E nós respeitamos muito isso, proporcionando um espaço discreto e reservado e atendentes devidamente treinadas para explicar e orientar nossos clientes. Temos todo o cuidado de deixar os clientes confortáveis e à vontade para realizar suas compras.

Em termos de valores, quanto representam as vendas em sua loja?

É difícil precisar um percentual exato, pois como todo produto, a venda varia conforme o mês, sendo mais procurados em datas especiais dos casais, como Dia dos Namorados, aniversário de casamento... Mas, diria que representa em torno de 20% das vendas da loja.

É mais a mulher ou o homem que procura?
A procura é grande por  ambos os sexos, mas ainda são as mulheres as protagonistas do mercado erótico brasileiro. Muitas vêm acompanhadas por amigas, outras sozinhas, e uma minoria acompanhada pelo parceiro, marido...
Pessoas casadas ou solteiras?
As pessoas casadas consomem mais produtos de Sex Shop, pois procuram neles um aliado para sair da rotina e apimentar mais a relação sexual.


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Dados:
O Sex  Shop nasceu na Alemanha e tinha como finalidade cuidar da saúde sexual das mulheres;
Na década de 1980, as lojas ficaram mais masculinizadas por conta da venda de filmes pornográficos e dos shows de strip-tease;
Nos últimos 10 anos, teve início um processo de retomada pelas mulheres;
Apesar da popularização das lojas, o lançamento do filme "De Pernas pro Ar", ajudou a quebrar um pouco o tabu e o preconceito no Brasil quanto este assunto.




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