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Yasmim

30/05/2014 - Por Jornal Semanal
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Manoelito Carlos Savaris *

A cada mês de maio o Movimento Tradicionalista Gaúcho realiza a etapa estadual da Ciranda Cultural de Prendas. A cada mês de maio o Movimento se renova e se enriquece com a participação das meninas que concorrem, das famílias que acompanham a ciranda, das regiões tradicionalistas que se fazem representar e, especialmente, pelo cumprimento de um de seus objetivos: proporcionar espaços de crescimento cultural e pessoal aos tradicionalistas gaúchos.

A 44ª Ciranda foi encerrada com pleno sucesso. Santa Maria nos recebeu de cara alegre, como é do jeito do gaúcho. O clube Dores nos deu um exemplo de dinamismo e parceria: estávamos em casa naquela magnífica estrutura. As provas foram realizadas na maior tranquilidade, sem brigas, com respeito a todos, garantindo que todas as prendas pudessem se apresentar nas melhores condições possíveis.

Tivemos em Santa Maria a presença de quase 2.000 pessoas para participar da ciranda e a TV  Tradição oportunizou a que outras 500 mil pessoas assistissem as provas pela internet.

As nove prendas que conquistaram os títulos permanecerão por um ano como nossas representantes, com os encargos naturais de ser "prenda estadual". Cada uma delas se preparou para essa nova situação e, certamente, fará o melhor que puder para orgulhar sua família, sua entidade tradicionalista, sua região e o próprio MTG. A nós outros cabe auxiliá-las e ampará-las nos momentos de dificuldades e aplaudi-las permanentemente.

As prendas que não alcançaram colocação para serem destacadas com o título de "prenda estadual" foram igualmente vencedoras, independentemente da classificação. Elas estavam lá fazendo o que desejavam e sendo felizes.

Mas, desta ciranda, vou carregar comigo um episódio que por certo passou despercebido da maioria dos tradicionalistas que se encontravam no baile de encerramento. Eu estava na beira da pista de dança, apreciando os jovens que dançavam e tentando imaginar o que cada um deles estava pensando naquele momento. Para mim era um momento especial porque ali estavam tradicionalistas de todas as idades, bonitos, bem arrumados, alegres, animados e convivendo em harmonia. De repente estava na minha frente uma menina, uma prendinha.

"Eu sou a Yasmim, de Três de Maio. O senhor dança uma música comigo?" Precisei me curvar para ouví-la. Imagino que ela tenha uns 10 anos de idade. Confesso que fiquei alguns segundos, entre surpreso e maravilhado. Dançamos uma vaneira. Ela dança bem. Durante a dança lembrei do tempo que minha filha tinha aquela idade e me convidava pra dançar nos bailes e isso me fez muito bem.

Depois de todo o trabalho de preparação e de dois dias intensos de execução da ciranda de prendas, eu não poderia receber um presente melhor do que ter sido convidado para dançar pela pequena Yasmim (acho que é essa a grafia correta). Parece-me que esse episódio sintetiza a ideologia do próprio Movimento. São momentos como esse que me fazem estar onde estou e fazer o que faço com o maior cuidado e orgulho. Obrigado Yasmim!




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