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Toda forma de amor

06/06/2014 - Por Jornal Semanal
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Onde está o amor? Em quem encontrar o amor? A busca pelo amor, assim como pela felicidade, é uma das principais preocupações do ser humano. Mas afinal, o que é o amor, o que significa amar?  Segundo o dicionário, amor é o nível ou grau de responsabilidade, utilidade e prazer com que lidamos com as coisas e pessoas que conhecemos. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém que seja capaz de receber este comportamento amoroso e enviar os estímulos sensoriais e psicológicos necessários para a sua manutenção e motivação. É tido por muitos como a maior de todas as conquistas.
Por ser assim, o amor tem características distintas, podendo se manifestar de diversas formas. Transversal à experiência de ligação entre as pessoas, o amor é fundamental à natureza humana, sendo um sentimento que tem tanto de experiencial como de inexplicável e pessoal. Muito se fala, mas, costumes e tradições à parte, cabe a cada um descobrir o quê e quem lhe faz mais feliz pois, como já dizia Vinicius de Moraes "...os olhos já não podem ver coisas que só o coração pode entender...". Seguindo o momento poético, Lulu Santos já musicou "... consideramos justa toda forma de amor".


Amor entre iguais
Relacionamento entre duas jovens iniciou através de rede social e, mesmo
à distância, já dura três anos e promete muito mais

Elas se conheceram através de uma comunidade do Orkut há cerca de oito anos e começaram a conversar sobre músicas, sobre a vida, enfim. Com o tempo, a "proximidade" aumentou, as conversas passaram a ser diárias e a amizade construída se tornou bem forte. "Ambas tínhamos relacionamentos meio conturbados e falávamos bastante sobre isso. Com o tempo fomos nos conhecendo e nos identificando sempre mais e a amizade foi ficando "colorida". Mas, como morávamos longe, procuramos não criar muitas expectativas, porque sabíamos que seria complicado, mas planejávamos de um dia nos encontrarmos pessoalmente, chegamos a ensaiar alguns encontros que nunca chegaram a acontecer por um ou outro motivo", explica Carol*, que reside em Três de Maio.

A três-maiense recorda ainda que apesar do sentimento ser intenso, em razão da distância o contato passou a ser menos frequente. "Acabei entrando em um novo relacionamento, mas quando conversávamos era sempre muito bom. Era um gostar sem cobrança, sem dor, sem pressão, simplesmente gostar e querer muito bem". No ano de 2007 uma notícia inesperada deu lugar a uma nova fase para as duas. "Luísa* engravidou e quando descobriu fui uma das primeiras pessoas a saber e dar força, porque não foi planejado, enfim, foi um divisor de águas na vida dela, mas permaneci apoiando e torcendo, acompanhando toda a gravidez, o nascimento e o crescimento do bebê, por quem eu sempre senti um carinho imenso", conta.

Em 2011, solteiras e mais bem resolvidas, estavam prontas para algo mais sério e, em maio do mesmo ano, aproveitando que estava de férias do trabalho, viajou 600 km até a cidade onde mora Luísa para finalmente conhece-la. "Nosso encontro, ainda na rodoviária, foi inesquecível. Não senti medo, não senti minhas pernas, mas foi uma sensação única, no primeiro abraço senti que tudo tinha valido a pena. Foi perfeito, o sentimento se fortaleceu de tal forma que eu sabia que era amor, a gente sabia", confessa. Na ocasião, Carol conheceu também a pequena Júlia* e diz ter sido paixão à primeira vista, encantamento. Depois de três semanas retornou para casa se sentindo apenas metade. "Voltar foi doloroso, mas também libertador. Eu que nunca havia falado abertamente, assumido para minha família, no dia seguinte ao meu retorno conversei com minha mãe, contei que tinha conhecido alguém por quem estava apaixonada, que estávamos namorando, e por fim, que era uma mulher. Foi um dos dias mais importantes da minha vida, recebi um abraço tão carinhoso e palavras de apoio incondicional. Só contei porque sentia que valeria a pena enfrentar qualquer coisa, e porque essa história seria diferente de todas que eu já havia vivido", revela.

Em maio deste ano Carol* e Luísa* completaram três anos de namoro e trocaram alianças. "Nesses anos brigamos e terminamos algumas vezes, mas a nossa sintonia, nossa amizade, cumplicidade e amor sempre nos fizeram reatar, perdoar e cada vez que nos encontramos é um recomeço. O que nos mantém juntas, apesar da dificuldade imensa de manter um namoro à distância, é principalmente a amizade e o respeito. Desde o começo do namoro somos melhores amigas, nos apoiamos em tudo, conversamos abertamente sobre todas as coisas", celebra.

Carol* diz ainda que é completamente apaixonada pela família dela, principalmente pela filha que é amiga, parceirinha, confidente e tudo mais. "Ela também tem um carinho enorme pela minha família. Ela é tudo pra mim, e o amor que une a gente é a melhor coisa da minha vida. Quando estamos juntas me sinto inteira e plenamente realizada! Se perguntarem (sempre perguntam) se vale a pena manter um relacionamento assim, complicado, à distância, respondo que vale, vale porque é verdadeiro", conclui.


As enamoradas Carol e Luísa, entre outras tantas afinidades, têm na música uma forma de ouvir, muitas vezes, aquilo que não podem falar...

"Eu quero crer no amor numa boa, que isso valha pra qualquer pessoa que realizar a força que tem uma paixão"...

* Carol, Luísa e Júlia são nomes fictícios para que as reais personagens
 dessa história sejam preservadas e protegidas
de qualquer possível forma de preconceito.




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