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Um homem apaixonado pela escrita

04/07/2014 - Por Yara Lampert
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Na noite de quinta-feira, dia 26, aconteceu o lançamento do XII SAPS (Salão de Pesquisa Setrem), tendo como palestrante
o escritor de 31 livros, tradutor, jornalista, professor da PUCRS e colunista do Correio do Povo, o Sr. Juremir Machado da Silva. Na oportunidade Juremir destacou a ligação entre os eixos Ciência, Tecnologia e Sustentabilidade, tema do XII SAPS.
Logo após a palestra, gentilmente e com seu habitual bom humor, concedeu uma entrevista exclusiva para a coluna.

Você circula por todas as áreas da escrita. Faz uso da intuição ou inspiração?
De tudo um pouco, mas principalmente do trabalho para encontrar bons temas e boas informações.

As tuas escritas são do seu cotidiano?
Como acontece?

Alguns temas são do cotidiano. Outros, do noticiário local, nacional ou internacional. Outros, por fim, são crônicas de imaginação. Há também os temas de pesquisa histórica e os textos de análise social, política, cultural, etc.

Como surgiu o gosto pelo jornalismo e consequentemente a escrita?

Começou cedo. Meu pai foi encarregado de cuidar de uma biblioteca em Palomas, Santana do Livramento. Passei bons anos aproveitando os livros que estavam lá. Quanto ao jornalismo, em 1970, com oito anos de idade, ouvindo a Copa do Mundo, pela Rádio Guaíba, decidi que queria ser como aqueles caras que narravam os jogos, comentavam e entrevistavam os jogadores.

Palomas sempre presente em suas crônicas: Fictício ou real? O que podes falar...

Palomas existe. Fica a 19 km da cidade de Santana do Livramento. Cresci lá. Transformo o real em imaginário. Faço de Palomas a minha pequena Macondo.

Qual o seu tema preferido para as crônicas?

Cultura, história e cotidiano.

Como surgem as tuas crônicas?
Fico procurando situações com espaço para o espanto, a ironia, o humor, a ternura, ou para explorar contradições. Em certos casos, trata-se de opinar mesmo sobre assunto relevante.

Como é a sistematização da tua escrita?
Com o tempo, a gente desenvolve um estilo. Eu tenho o meu. Trabalho com ele de maneira a atingir certos efeitos.

Como você vê a escrita das redes sociais?
Muito legal. Tem de tudo: mau humor, ferocidade, agressividade e insultos, mas tem também troca de ideias, debates, informações, opiniões bacanas e muita efervescência.

O que te motivou a sair de Poa para palestrar aqui em Três de Maio, na Setrem?
O gosto por encontrar pessoas e divulgar meus livros. Adoro fazer isso. A experiência em Três de Maio foi ótima: pessoas simpáticas, alunos interessados, organizadores calorosos. Uma beleza.

Como os meios de comunicação e as escolas podem incentivar os jovens para a escrita e leitura?
Dando espaço para escritores, abrigando cronistas, comentando livros e publicando textos que provoquem prazer ao ser lidos.

O que te dá mais prazer para escrever: Romance ou crônica?
As duas coisas. São prazeres diferentes. Não posso viver sem qualquer um desses prazeres. São complementares.

Sabemos que a educação é o único meio de mudar o mundo.  Ela edifica o ser humano. Por que então a educação é tão sucateada?
Educação custa dinheiro e dá autonomia às pessoas. Os governos, muitas vezes, são imediatistas ou temem a criticidade de uma população bem formada. Vai mudar. Estamos pedindo mais, sabemos que precisamos de mais. Vamos conseguir.

Quem são seus ídolos na literatura?
O escritor francês atual Michel Houellebecq, García Márquez, Vargas Llosa, Machado de Assis, Graciliano Ramos, Simoes Lopes Neto...

O que pensa sobre a geração Y ou WEB 3?
Inovadora, criativa, confusa, em busca de prazer, contraditória, liberada, menos preconceituosa do que outras, viva.

Política, cultura, educação e futebol. Contextualize em poucas palavras estes temas para os leitores da nossa coluna...
A política é essencial, mas, no Brasil, precisa ser reinventada; a cultura é o pão de cada dia; o futebol é um lazer maravilhoso. Jogo, olho, comento e adoro.

Jogo Rápido:
Quem é o Sr. Juremir: um apaixonado pelo que faz.
O que te deixa feliz: Sol.
O que te tira do sério: fofoca.
Hobby ou passatempo: jogar futebol.
O que não abre mão: da Claudia.
Prato preferido: feijoada.




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