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Política nas redes sociais da internet

24/08/2012 - Por Jornal Semanal
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Respeitadas as opiniões contrárias, penso que os candidatos deveriam fazer uso destes meios para divulgarem suas ideias e projetos. Tudo aquilo que se toma conhecimento para ajudar na decisão e formação de um voto consciente e responsável, deve ser divulgado. É crescente o número de pessoas que batalham em favor do voto responsável, pois a urna não é lixeira. Todos deveriam acompanhar com interesse toda a movimentação política e, com certeza, aprenderiam a gostar, pois não se pode apreciar o que não se conhece.

Aprendi, muito cedo, a me interessar pelo assunto e tive o privilégio
de ouvir e analisar os grandes oradores de sua época, entre eles Carlos Lacerda, Juscelino, Tancredo  Neves, Jânio Quadros, Leonel Brizola, Paulo Brossard e outros, donos de invejável oratória e inteligência. Odiados por uns e amados por outros, participaram e escreveram páginas importantes da história e política brasileira.

Quando se instalou o governo militar em 1964, fui um dos primeiros a ostentar e divulgar adesivos com a bandeira e os dizeres BRASIL. AME-O OU DEIXE-O, e outro dizendo NÃO FALE EM CRISE, TRABALHE.  Alguns anos após, participei de um Ciclo de Estudos da ADESG-Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra. Todos os palestrantes são ou foram ligados com a Escola Superior de Guerra - ESG. A ADESG continua sua atividade que é de formar lideranças responsáveis e cidadãos conscientes de seus deveres para formação de uma sociedade mais responsável e participativa. Pela participação éramos chamados de "filhotes de gorilas", aludindo ao regime vigente e, com certeza, pelo rigor da seleção que exige ser o candidato portador de conduta exemplar e de uma ficha limpa.

A centralização do poder se fazia cada vez mais presente e algumas decisões deveriam ser tomadas pelos responsáveis, criando-se figuras como a do "super ministro" que se referia ao Sr. Ministro Delfim Neto. Uma importante instituição dependia do parecer do Ministério e fui designado para uma entrevista e exposição de motivos. Formalmente recebido,  relatei os motivos e os benefícios almejados em favor de toda a comunidade não apenas da cidade como da população regional. Cumprida a missão, que era uma façanha, fui portador da promessa de S. Excia. o Ministro, de uma apreciação cuidadosa do mérito do projeto pretendido. A rápida e favorável decisão  foi recebida com euforia por toda a população de uma importante cidade regional e continua servindo aos objetivos traçados.

O breve relato acima demonstra como aprendi a gostar e participar da vida política. Minha manifestação ou apoio para um candidato sempre foi tomada após análise de seus projetos, capacidade e retidão, nunca pretendendo ou recebendo qualquer tipo de vantagem e sem nenhuma influência. Para isto é necessário conhecer os pretendentes numa eleição e toda informação por "santinhos" e projetos deverá ser bem-vinda. Até a "baixaria" ajuda, pois fica mais fácil decidir quem não merece o apoio e voto. Não devemos eleger ninguém de falsa popularidade, donos de chavões populescos, por pequenas vantagens, favores, por apelidos bizarros e nem os "tiriricas" que arrastam outros ilustres desconhecidos e incompetentes pelos votos da legenda. Desta forma fica fácil votar bem e capacitam para cobranças de resultados ou críticas responsáveis. Quem faz uma escolha irresponsável não tem credibilidade para criticar as instituições, pois os eleitos é que participam ativamente e fazem as coisas acontecerem.

Concluo dizendo que toda a forma de divulgação colabora para a formação do voto consciente e responsável que a nação precisa.

Bernardo S. Jost
Três de Maio

                      



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