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Moradia digna para manter o agricultor na propriedade

25/07/2014 - Por Jornal Semanal
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Devido a falta de liberação de recursos pelo governo federal, lideranças da agricultura familiar se mobilizaram.
Governo anunciou a liberação de R$ 90 milhões.

Quinta, 17, e sexta-feira, 18, foram os dias escolhidos por lideranças do Estado para que se realizassem manifestações em torno da cobrança por recursos para a habitação rural prometidos pelo Governo Federal e que não estavam sendo liberados, causando transtornos a fornecedores e ameaçando a continuidade do projeto.
Para os Sindicatos dos Trabalhadores Rurais (STR) como o de Três de Maio/São José do Inhacorá, a falta desses recursos significava uma grande perda, pois o projeto de habitações rurais é amplamente desenvolvido nos dois municípios, com cerca de 400 famílias já beneficiadas. "Desde janeiro o recurso está escasso para pagar as construções que estão em andamento. Em nível de Estado, há três mil contratos em execução e está faltando dinheiro", diz o presidente do STR local, Pedrinho Signori.

Liberação de recursos
A mobilização da  semana passada teve resultado positivo. Ocorridas nas cidades de Santa Maria, Passo Fundo, Caxias do Sul e Pelotas, as manifestações reuniram cerca de três mil pessoas em dois dias nesses quatro municípios, com negociações paralelas em Brasília, sendo que, em reunião da diretoria da Coohaf na Capital Federal, chegou-se a um acordo sobre a liberação de R$ 90 milhões correspondentes a valores atrasados para o pagamento dos fornecedores, para obras em andamento (75 milhões) e contratações de novas casas (15 milhões).
O Governo Federal também se comprometeu a criar equipe de monitoramento para manter em dia o pagamento das próximas parcelas. Avaliadas como bem-sucedidas, as manifestações foram encerradas e agora as entidades esperam o cumprimento das medidas anunciadas.


Falta de repasse poderia inviabilizar o programa
Ao não depositar os recursos para a habitação rural, o Governo Federal estava trazendo transtornos principalmente para os fornecedores de material de construção. Como não há o repasse de recursos por parte do Governo Federal, os bancos não têm dinheiro para pagar os fornecedores, que entregam o material, mas ficam sem receber. O que motivou as manifestações foi o medo das lideranças de entidades voltadas à assistência ao produtor rural de que, se essa situação seguisse desse jeito, em pouco tempo os fornecedores deixariam de entregar material  e os projetos de habitação rural seriam efetivamente cancelados.

Habitações em Três de Maio e São José
Atualmente, na área atendida pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Três de Maio/São José do Inhacorá, está em andamento a construção de 22 casas novas e 17 em reforma. Quanto a projeto em tramitação, existem 27 para casas novas e 17 para reformas.

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