Quarta-feira, 23 de agosto de 2017
Ano XXIX - Edição 1471
(55) 3535-1033
jsemanal@jsemanal.com.br
diagramacao@jsemanal.com.br

Investir em produtos diferenciados para atrair consumidores - Parte II

25/07/2014 - Por Jornal Semanal
Tweet Compartilhar
No decorrer do curso superior,  o jovem Ernani José Werner percebeu uma grande oportunidade na propriedade rural da família, tanto econômica como de realização pessoal

Filho de agricultores de São José do Inhacorá, Ernani José Werner, 30 anos,  sempre residiu no município.
 "Meus avós, tanto paternos como maternos, vieram da região da antiga colônia, Roca Sales e Montenegro, e fixaram residência em São José do Inhacorá. A propriedade pertencia ao meu avô Balduino Werner, já falecido. Nesta propriedade, meu avô e sua esposa criaram 11 filhos. A propriedade, há vários anos, é conduzida por nós (Família Werner), que sempre se dedicou a agricultura", conta o engenheiro de Produção Agroindustrial e fruticultor.

Ernani explica que a propriedade sempre se deteve a diversificação, principalmente na produção de grãos (soja, milho e trigo) e a produção de leite, mas não em grande escala. Trabalhavam também com a produção de suínos tanto de engorda como produção de leitões. "A produção de frutas na propriedade, que num primeiro momento era apenas para subsistência, foi uma nova aposta que eu fiz para gerar renda. Resolvi investir em algo novo, a fruticultura".


Aposta na fruticultura
Conforme o produtor, atualmente são 1,5ha em frutíferas diversas, com produção da manga (1 mil kg), pêssego (1 mil kg), figo (350 kg), laranja (1500 kg), bergamota (500 kg), e a produção está aumentando, pois até o momento o pomar estava em formação. Também produzo frutíferas anuais como a melancia (10 mil kg) e o melão (2mil kg) em 1ha da propriedade".
O fruticultor comercializa ainda a fruta do Conde (biribá), infrequente em nossa região. "Tenho apenas quatro plantas, mas que chegam a produzir até 150 kg da fruta. Ela é nativa da região norte da América do Sul (Região Amazônica), não tolera frio com geadas, portanto não é indicada para nossa região. Tem anos que ela sofre muito e não produz. Desta forma explica-se porque não há o plantio comercial dessa fruta aqui no Sul, além  de ser  uma fruta muito perecível, ou seja, a vida de prateleira é curtíssima, raramente encontrada em supermercados. O ideal é comercializá-la diretamente ao consumidor", observa.
O engenheiro revela ainda que no mês de setembro estará implantando meio hectare em agrofloresta, que consiste na  reintegração do homem com a natureza, que resulta em um ambiente autodinâmico e produtivo, ou seja, em harmonia com a natureza, resultando desta forma em um ambiente sustentável, diferente de tudo que estamos acostumados a ver nos dias atuais em nossas lavouras.


Qualificação aliada a produção
Formado em Engenharia da Produção pela Setrem, quando buscou a qualificação não pensava em seguir trabalhando como produtor rural. "Pensava em trabalhar numa grande empresa, multinacional, etc, como a maioria pensa quando está cursando uma faculdade. Apenas no final do curso percebi que seria importante continuar no meio rural e aproveitar o aprendizado na propriedade. Vejo uma grande oportunidade de sucesso no meio rural tanto econômica como de realização pessoal", observa Ernani, destacando que o curso trouxe para a prática da atividade que exerce inúmeros benefícios, tanto no planejamento e controle da produção como na administração da propriedade. "Com relação às técnicas de produção, busquei qualificação em diferentes cursos, viagens, Embrapa, entre outros".
Além de trabalhar com fruticultura, Ernani atua como Engenheiro de Produção 22 horas semanais, prestando serviço para a Cooper São José. "Também sou associado, mas ainda não comercializo a produção pela cooperativa, pois a mesma está recém engatinhando, mas num futuro próximo tenho planos de comercializar via Cooper São José", destaca, lembrando que a venda de seus produtos ocorre em supermercados de Três de Maio, merenda escolar e venda direta ao consumidor.

A satisfação em produzir alimentos
Ernani define a profissão como sendo uma das mais importantes que existem. "É a profissão que põe a comida na mesa de cada cidadão. O agricultor é a raiz que sustenta um povo". Perguntado sofre o que o satisfaz no trabalho, respondeu que em primeiro lugar deve-se gostar do que se faz. "Produzir um alimento saudável com o mínimo de agrotóxicos possível, de preferência orgânico. O que realmente me satisfaz é repassar ao consumidor uma fruta saudável e vê-lo satisfeito com a fruta que está consumindo, elogiando a qualidade das mesmas. A partir de setembro deste ano, estarei começando a produzir conservas, doces em calda, geleias, polpas e, num futuro próximo, frutas e hortaliças minimamente processadas. Num primeiro momento em pequena escala. A Werner Fruticultura e Agroindústria terá legalização para comercializar em todo o Estado do RS", descreve, orgulhoso.

 

 Ernani José Werner, 30 anos, dará continuidade a tradição familiar de trabalhar na agricultura



Indicar a
um Amigo

Comentários

Deixe a sua opinião

Veja Também

18/08/2017   |
28/07/2017   |
28/07/2017   |
28/07/2017   |
14/07/2017   |
23/06/2017   |




Todos os direitos reservados - Jornal Semanal - Três de Maio - RS