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A importância da amamentação

04/08/2014 - Por Jornal Semanal
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Leite materno é fundamental e insubstituível para garantir inúmeros benefícios para a mãe e seu filho

Assim que a mãe dá à luz um bebê, já pode começar a amamentá-lo.   A amamentação, de tão importante, tem até semana especial no calendário: o Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde (OMS) promovem anualmente, em agosto, a Semana Mundial da Amamentação, lembrando o quanto o leite materno pode fazer diferença na vida da criança, estimulando as mães a praticarem esse gesto de amor e esclarecendo as principais dúvidas sobre o tema.

Este ano, a Semana Mundial de Aleitamento Materno chega a sua 23ª edição, sendo realizada de hoje, dia 1º, até 7 de agosto, com o lema  "Amamentação: Um ganho para toda vida!". Além de mobilizar a sociedade sobre a importância do aleitamento materno, a semana incentiva a prática da amamentação a fim de diminuir os índices da mortalidade infantil. Estima-se que a amamentação pode evitar 13% das mortes de crianças com menos de cinco anos em todo o mundo, além de diminuir os riscos de alergias e doenças respiratórias, evitar a desnutrição e a obesidade infantil.


Apenas 38% das crianças são amamentadas exclusivamente com leite materno nos seis
primeiros meses

O leite materno é o alimento mais completo e equilibrado que a criança deve receber até, pelo menos, os seis meses.
Uma pesquisa, recentemente divulgada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), mostra que apenas 38% das crianças (dados mundiais) são amamentadas exclusivamente com leite materno nos seis primeiros meses de vida. A meta apresentada pela OMS é elevar a taxa mundial de aleitamento materno exclusivo, nos primeiros seis meses de vida do bebê, em pelo menos 50% até 2015.

No Brasil, a última pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, em 2009, apontou que 41% das crianças menores de seis meses recebem alimentação exclusiva por aleitamento. O levantamento ainda mostrou que durante a primeira hora de vida, 67,7% das crianças mamam.

Leite materno estimula desenvolvimento cerebral

"O leite humano tem propriedades que a indústria hoje, com toda a tecnologia mundial, ainda não consegue reproduzir, principalmente na parte imunológica", diz a pediatra e neonatologista Clery Bernardi Gallacci, do Hospital e Maternidade Santa Joana (SP). Além disso, estudos mostram que o leite materno estimula o desenvolvimento cerebral no primeiro ano de vida. E isso já é comprovado há mais de 30 anos, mas novos estudos surgem para reforçar essa constatação.

O mais recente foi realizado no Hospital Infantil de Boston, nos Estados Unidos, e mostrou que, quanto mais tempo uma criança é amamentada, melhor será, ao longo da infância, o seu desempenho em testes que avaliam aspectos da cognição - como aquisição da linguagem, por exemplo. Elas também se saíram melhor em um teste de inteligência verbal e não verbal aos 7 anos. A pesquisa mostrou que cada mês a mais de amamentação aumentou progressivamente a pontuação das crianças nesses testes.

Já um estudo da Academia Americana de Pediatria, publicado em 2012 apontou que a criança, uma vez amamentada pelo tempo indicado, reduz em 72% a possibilidade de desenvolver infecções respiratórias e a incidência em 64% de diarreias.
Amamentar, além de ajudar a prevenir doenças, reforça os laços de afeto entre a mãe e o bebê.

FOTO: MÔNICA GRILLO







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